Doença do pombo: juazeirenses reclamam de superlotação da ave.

Pombos são aves frequentes em diversas cidades, e em Juazeiro (BA) não é diferente. Diante da recente notícia da morte de dois homens em Santos, litoral de São Paulo, durante o mês de julho, devido à criptococose, conhecida como a ‘doença do pombo’, os moradores estão assustados com a superlotação da ave em diversos pontos de Juazeiro, principalmente na área central, local de grande circulação de pessoas.

Os pombos são animais aparentemente inofensivos, mas podem ser um perigo para a saúde humana, uma vez que transmitem várias doenças, conhecidas como zoonoses. Nas praças do Centro de Juazeiro é comum pombos ficarem sobrevoando. No ponto das barquinhas são inúmeros e próximo ao Camelódromo (foto acima) o problema é ainda pior. Leitores do Blog registraram as aves pousadas na fiação elétrica, mas elas também costumam ficar nas árvores.

Os moradores do condomínio Mais Viver Village estão enfrentando uma infestação de pombos. De acordo com a moradora no telhado de quase todos os villages, tem “pixilingas” e isto pode até trazer um problema de saúde grave, principalmente crianças. Ainda de acordo com a moradora, a “administração do condomínio foi informada e procurou a Prefeitura de Juazeiro, setor de vigilância sanitária e que os mesmos disseram que não podem fazer nada no momento”.

Riscos

De acordo com infectologistas, a criptococose é uma doença infecciosa causada pela aspiração do fungo Cryptococcus, que pode estar presente nas fezes de aves, principalmente pombos, meio de contaminação mais conhecido. O fungo se instala no pulmão e pode infectar o corpo todo. Pela dificuldade do diagnóstico e possíveis complicações, como a meningoencefalite, a criptococose pode até levar à morte.

Vale destacar que a doença não é só causada pelo pombo. Fezes de morcego, árvores, como o eucalipto ou que tenham locais ocos, podem conter esse fungo e infectar tanto quanto as aves. No caso dos pombos, segundo os médicos, a transmissão se dá pela exposição prolongada – mais de um dia – a uma grande quantidade de fezes.

Diagnóstico

A doença é curável, mas precisa ser tratada rápido. Em alguns casos, os sintomas podem lembrar um AVC. Para ter o diagnóstico, é necessário colher o líquor da espinha e, assim que identificada a criptococose, é necessário começar o tratamento com medicamentos antifúngicos endovenosos de duas a quatro semanas.

Fonte: Blog Carlos Britto

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