Juazeiro: joguem lixo nas ruas

Pelo absurdo do título podemos imaginar como ficaria a cidade se todos aderissem a campanha de jogar lixo nas ruas, mas assim está Juazeiro, a impressão é que a prefeitura “incentiva” a pratica colonial da população jogar no meio da rua ou nos terrenos baldios os seus lixos, restos de construção, móveis velhos e diversos outros materiais.

A cidade é um grande aterro sanitário a céu aberto, nos diversos cantos nos deparamos com lixos espalhados. De quando em vez as máquinas da prefeitura estão recolhendo.

Mas porque não se fiscaliza e pune quem jogar lixo nas ruas? Simples a resposta: o lixo movimenta as máquinas e as caçambas alugadas ao SAAE.

Nessa lógica capitalista que os comunistas de Juazeiro “estimulam” os moradores a continuar com uma prática antiga. Segundo o antropólogo Roberto DaMatta, esse comportamento tem origem na conflituosa relação que o brasileiro tem com as áreas privadas e públicas. A rua, sendo de todos, é tratada como se fosse de ninguém. “A representação da casa denota uma apropriação de um espaço que você possa chamar de seu. Já a rua é o lugar onde cada um deve zelar por si”.

O QUE FAZER?

No Estado do Rio de Janeiro foi criada a Lei de Limpeza Urbana de nº 3273/11 (Programa Lixo Zero) que pune e multa quem joga lixo na rua. A cobrança será feita de acordo com o tamanho e o tipo do objeto. Para objetos jogados na rua com tamanho até o equivalente a uma lata de cerveja ou refrigerante, a multa aplicada é de 157 reais. Objetos que possuem até 1 metro cúbico, a multa será de 392 reais. Objetos que ultrapassem esse mesmo metro cúbico, que é o equivalente a uma poltrona ou sofá de três lugares, a multa aplicada será de 980 reais. Se o volume for maior do que esses citados, independente do seu tamanho, a multa aplicada será de 3 mil reais.

A criação de uma lei municipal passa também reformas básicas e inteligentes nos locais mais degradados de nossas cidades, permitindo com que as classe sociais mais atingidas se sintam parte dela, começando por ter acesso a uma infraestrutura de qualidade, além de se potencializar uma escolarização de nível, paralelamente, e um trabalho de conscientização. Em Juazeiro o problema esteja generalizado por todas as classes socais e bairros.

O município precisa melhorar o sistema de coleta seletiva eficiente, uma economia que valorize o resíduo – através da reciclagem, por exemplo, campanhas de integração com cooperativas, uma logística que facilite a entrega do material para reciclar. Temos um grande analfabetismo ambiental no nosso País e no mundo, muitas vezes as pessoas não sabem que o lixo pode ser reaproveitado, que uma casca de uma fruta pode virar um adubo, por exemplo.

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