A verdadeira amizade não se revela nos dias de prosperidade, quando tudo parece fácil e todos estão ao nosso redor. Ela se mostra no momento da dor, da dificuldade e da perda, quando a vida nos coloca à prova. É nesse instante que percebemos quem permanece conosco, oferecendo ombro, abraço, presença e consolo. Um amigo assim não se mede por palavras vazias, mas pela fidelidade silenciosa de estar junto quando todos já se afastaram.
Deus nos ensina sobre a amizade perfeita: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro sempre presente na angústia” (Salmo 46:1). Ele permanece firme quando tudo desmorona. Entre os homens, a Palavra nos lembra: “Em todo tempo ama o amigo; e na angústia nasce o irmão” (Provérbios 17:17). Assim, aprendemos que a verdadeira amizade é uma expressão do amor de Deus, que nos chama a sermos presença, cuidado e apoio uns para os outros, mesmo nos dias mais difíceis.
Jó conheceu amigos que se aproximaram apenas de palavras e desapareceram diante da dor. O amigo fiel, ao contrário, oferece escuta atenta, acolhimento e presença constante. Ele não foge da lágrima, nem se afasta do sofrimento, mas permanece como sinal de solidariedade e compaixão. A fidelidade do amigo que se doa é reflexo do caráter de Deus, que nunca nos abandona, mesmo quando o mundo parece silenciar.
Cultivar amizades assim é cultivar tesouro de valor eterno. Dedique tempo, coração e atenção àqueles que permanecem. Ore por eles, cuide deles e seja presença na vida deles, assim como Deus é presença na sua. Um amigo fiel é luz na escuridão, consolo na dor e esperança viva nos dias mais difíceis. Que possamos reconhecer, honrar e ser amigos assim, vivendo com fé, amor e compromisso ético para com o próximo, refletindo em nossas vidas o cuidado e a misericórdia do Senhor.
Pastor Teobaldo.
Juazeiro-BA.