O ex-ministro da Casa Civil e pré-candidato ao Senado, Rui Costa (PT), rebateu nesta quinta-feira (16), durante entrevista à Rádio Piatã FM, as declarações de engenheiros da obra da Ponte Salvador-Itaparica registradas pelo deputado estadual Leandro de Jesus (PL) durante uma fiscalização no canteiro de obras.
Nos vídeos divulgados pelo parlamentar, um dos profissionais afirma que a construção da ponte ainda não teria começado e critica o evento realizado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para marcar o início das intervenções.
“O pessoal vem aqui, tira uma foto, e está certo. Se ela vai acontecer, só Deus sabe o dia de amanhã. O serviço não está aquela coisa que deveria estar. Estamos trabalhando na montagem de canteiro ainda. Não começou ainda. Achei um absurdo o que o cara (Lula) veio fazer aqui. Isso aqui não é nem a ponte, é uma plataforma de trabalho. Não é a realidade da ponte, não. Foi um suporte que foi feito para o ‘Nine’ vir e dizer que era a ponte, não é”, afirmou o engenheiro durante a visita do deputado.
As declarações foram utilizadas por Leandro de Jesus para sustentar que o governo federal e o governo da Bahia estariam promovendo uma narrativa de início das obras sem que a construção da ponte propriamente dita tivesse sido iniciada.
Ao comentar o episódio, Rui Costa apresentou uma versão diferente da adotada pelos profissionais ouvidos pelo parlamentar e afirmou que as obras já estão oficialmente em andamento desde o dia 1º de julho, data que, segundo ele, marca o início da contagem do prazo contratual do empreendimento. “São cinco anos de obra que já estão valendo a partir daquele dia (1º de julho)”, declarou.
O ex-governador explicou que a estrutura atualmente visível no canteiro não integra a ponte definitiva, mas faz parte da metodologia construtiva escolhida pelo consórcio responsável pela execução da obra.
Segundo Rui, o projeto inicialmente previa a utilização de balsas para dar suporte às frentes de trabalho, mas a empresa optou por empregar uma técnica amplamente utilizada em grandes obras na China. “A princípio seria utilizada a metodologia mais conhecida do mundo, que é fazer toda a obra com balsas de apoio à ponte. Mas optaram pela metodologia que eles usam muito na China, que é criar uma ponte de apoio, que é essa ponte que está ali, que vai servir para levar material.”
Ainda de acordo com o ex-ministro, essa estrutura é provisória e será desmontada após a conclusão da travessia definitiva. “Ao invés de balsa, vai ser essa ponte. Quando a ponte definitiva estiver pronta, ela vai sair. O que está sendo construído neste momento é a ponte provisória e a ponte definitiva vai seguir paralelo. São cinco anos de obras que já estão contando.”




