POLÍTICA

Perseguição a Juvenilson Passos expõe os limites do jogo político e afronta a democracia

A disputa eleitoral na região começa a revelar um lado preocupante: quando o confronto de ideias dá lugar à tentativa de silenciar adversários. O candidato a deputado estadual Juvenilson Passos (PT),  vem enfrentando uma sequência de ataques desde a pré-campanha e, agora, foi atingido por uma medida que ultrapassa o campo do debate político: sua conta no Instagram ficou indisponível por um período.

Não há confirmação pública sobre quem teria provocado a derrubada ou sobre a existência de uma ação coordenada. Entretanto, diante do histórico de ataques relatados pela candidatura, a suspeita de que a medida possa ter sido resultado de uma ação organizada por opositores precisa ser apurada — e não simplesmente ignorada.

É justamente por isso que o episódio merece atenção. Em uma democracia, adversários devem ser enfrentados nas urnas, no debate público, nas propostas e na capacidade de convencer o eleitor. Derrubar perfis, disseminar ataques pessoais, promover campanhas de desinformação ou tentar inviabilizar a comunicação de um candidato são práticas que, se comprovadamente articuladas com finalidade política, representam uma grave distorção do processo eleitoral.

A política pode — e deve — ser dura. O contraditório faz parte da democracia. Críticas, denúncias e cobranças são legítimas. O que não pode ser normalizado é a transformação da disputa eleitoral em uma guerra de intimidação.

Se a oposição acredita que Juvenilson não merece o voto do eleitor, que dispute com ele nas ruas, nos debates e nas urnas. A democracia não precisa de adversários calados; precisa de ideias em confronto e de eleitores livres para escolher.

Somente os medíocres e analfabetos do jogo politico, não sabem que o colégio eleitoral de Juazeiro, tem cerca de 160 mil eleitores, votos suficientes para eleger pelo menos 4 deputados estaduais.

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