Candidato ao governo da Bahia, ACM Neto (União Brasil) condenou, nesta quarta-feira (9), a atitude do governador Jerônimo Rodrigues (PT), que é postulante à reeleição, de “ameaçar e chantagear” os eleitores do estado. Neto ressaltou que os baianos têm liberdade para escolher candidatos de diferentes partidos.
“O meu adversário tenta, nesse momento, ameaçar, chantagear o eleitor: ‘Ah, tem que votar no mesmo partido’. Ou então até fazem peças de propaganda me classificando como anti isso, anti aquilo. É muito desespero”, afirmou, em entrevista à rádio Metrópole,
Segundo Neto, a estratégia da campanha adversária seria uma reação à existência de eleitores que pretendem votar no candidato petista à Presidência, mas que, na disputa pelo governo da Bahia, manifestam apoio à oposição.
“Por quê? Porque ele está vendo que tem uma parcela do eleitorado que vota no presidente do partido dele, mas que, para governador, vota com a gente”, declarou.
O ex-prefeito de Salvador defendeu que os baianos não devem ser pressionados a reproduzir, na eleição estadual, a mesma escolha partidária feita para presidente. Neto salientou que cada eleitor pode formar livremente sua própria combinação de votos para os diferentes cargos em disputa.
“O eleitor é livre para fazer a sua escolha, para decidir quem quer, para combinar o seu voto, para escolher o deputado de um lado, o senador de outro, o governador de um lado, o presidente de outro. O eleitor é livre para isso”, afirmou.
Violência na Bahia
Sobre a segurança pública, Neto voltou a defender uma postura mais firme do governo estadual no enfrentamento ao crime organizado, ao recordar uma fala de Jerônimo Rodrigues sobre “olhar da floresta”. “Eu não vejo a floresta, não. Eu vejo a Bahia. A minha floresta, o meu mundo, é a Bahia. Então, bandido tem que estar ou na cadeia ou bem longe do nosso estado”, afirmou.
Neto também apontou a educação como outro retrato dos problemas enfrentados pelo estado e reiterou a crítica à portaria da aprovação automática na rede estadual de ensino.
“Jerônimo deixa na educação o legado, infelizmente, da Bahia posicionada em último lugar no Brasil em qualidade de ensino. O Ideb confirmou isso, assim como esse absurdo da aprovação automática, que eu pretendo acabar no primeiro dia do meu governo”, declarou.



