{"id":10641,"date":"2020-05-18T09:13:00","date_gmt":"2020-05-18T12:13:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blogopara.com.br\/?p=10641"},"modified":"2020-05-17T21:17:40","modified_gmt":"2020-05-18T00:17:40","slug":"univasf-conquista-primeira-patente-por-invencao-cientifica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2020\/05\/18\/univasf-conquista-primeira-patente-por-invencao-cientifica","title":{"rendered":"Univasf conquista primeira patente por inven\u00e7\u00e3o cient\u00edfica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A Universidade Federal do Vale do S\u00e3o Francisco (Univasf) recebeu este ano a sua primeira Patente de Inven\u00e7\u00e3o, concedida a uma f\u00f3rmula com a\u00e7\u00e3o bactericida desenvolvida por pesquisadores da Institui\u00e7\u00e3o. A tecnologia possui baixo custo de produ\u00e7\u00e3o e poder\u00e1 ser usada para elabora\u00e7\u00e3o de curativos inteligentes, destinados a impedir a prolifera\u00e7\u00e3o de bact\u00e9rias em feridas e les\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Patente de Inven\u00e7\u00e3o \u00e9 um t\u00edtulo de propriedade, concedido pelo Instituto Nacional de Propriedade Intelectual (INPI), \u00f3rg\u00e3o do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior, \u00e0s solu\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas inovadoras para determinados problemas, que sejam inventivas e possuam aplica\u00e7\u00e3o industrial.<span id=\"more-116921\"><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A patente se intitula \u201cNanofibras com a\u00e7\u00e3o bactericida \u00e0 base de poli (\u00e1cido metacr\u00edlico, metilmetacrilato) 1: 1 e \u00e1cido \u00fasnico\u201d e sua pesquisa foi desenvolvida entre os anos de 2013 e 2014, sob a coordena\u00e7\u00e3o do professor da P\u00f3s-Gradua\u00e7\u00e3o em Ci\u00eancia dos Materiais Helinando Pequeno de Oliveira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo foi analisado pelo INPI por seis anos, at\u00e9 receber a carta-patente que confere a propriedade do invento e garante que a tecnologia atende a todos os crit\u00e9rios necess\u00e1rios. O trabalho foi realizado tamb\u00e9m pelos professores da Univasf Mateus Matiuzzi, pesquisador da \u00e1rea de Microbiologia, e Evando Ara\u00fajo, pesquisador das Ci\u00eancias dos Materiais, que \u00e0 \u00e9poca era estudante de doutorado na Universidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto contou ainda com a participa\u00e7\u00e3o da ent\u00e3o discente da gradua\u00e7\u00e3o em Medicina Veterin\u00e1ria da Univasf Carolina Machado e dos professores da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) Eug\u00eania Pereira e Nic\u00e1cio da Silva, que promoveram estudos relacionados \u00e0 subst\u00e2ncia \u201c\u00e1cido \u00fasnico\u201d, usada na formula\u00e7\u00e3o elaborada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O invento tem potencial para ser usado como curativo e ser aplicado em ferimentos, liberando, em locais lesionados, mol\u00e9culas de \u00e1cido \u00fasnico, um produto natural que pode inibir o crescimento de bact\u00e9rias. A inven\u00e7\u00e3o foi elaborada a partir da produ\u00e7\u00e3o de nanofibras (fibras mais \u201cfinas\u201d que as demais) foi poss\u00edvel produzir uma camada de tecido, formada por uma esp\u00e9cie de teia, ou rede, deste material.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Durante a prepara\u00e7\u00e3o, o \u00e1cido \u00fasnico foi incorporado ao tecido, que \u00e9 capaz de encapsular mol\u00e9culas da subst\u00e2ncia e liber\u00e1-las com o tempo, lan\u00e7ando a a\u00e7\u00e3o bactericida no local aplicado. Segundo Helinando de Oliveira, atualmente a equipe est\u00e1 trabalhando com foco em auxiliar em casos do chamado \u201cp\u00e9 diab\u00e9tico\u201d, um tipo de les\u00e3o na pele, complicada por infec\u00e7\u00e3o, que acomete pessoas com diabetes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O professor Oliveira destaca a complexidade do processo de patenteamento.<em>\u00a0\u201cO processo de patenteamento \u00e9 longo e complexo, dura v\u00e1rios anos. Como autor, j\u00e1 tive por exemplo, um pedido de patente arquivado e isso \u00e9 doloroso. Ver que o primeiro pedido chegou at\u00e9 o fim \u00e9 ter alimentada a esperan\u00e7a de que os que v\u00eam a seguir tamb\u00e9m possam lograr \u00eaxito e que as inova\u00e7\u00f5es feitas aqui sejam devidamente protegidas e que retornem recursos para a Universidade, fechando todo um ciclo de investimento\u201d<\/em>, afirma o pesquisador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m desta patente, a Univasf possui 56 pedidos em an\u00e1lise pelo INPI, no momento. Entre eles, 34 s\u00e3o titulares, ou seja, depositados pela pr\u00f3pria Universidade, e 22 s\u00e3o co-titulares, pedidos depositados por outras universidades, em parceria com a Univasf.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A diretora do N\u00facleo de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica (NIT) da Univasf, Viviani dos Santos, explica que uma tecnologia n\u00e3o precisa de patente para ir ao mercado, mas esta licen\u00e7a mostra que o invento possui relev\u00e2ncia e comprova\u00e7\u00e3o, visto que s\u00e3o necess\u00e1rios anos de an\u00e1lise at\u00e9 que se conceda uma carta-patente. Este processo agrega valor financeiro \u00e0 tecnologia que, ao ser licenciada para comercializa\u00e7\u00e3o, gera renda, atrav\u00e9s de royalties, para a Universidade. Assim, os valores arrecadados s\u00e3o revertidos em investimentos para pesquisas e inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>\u201cEssa patente, que est\u00e1 entre as primeiras depositadas, \u00e9 um marco para a Univasf e mostra o potencial dos nossos pesquisadores. A partir de agora, deveremos ter outras patentes concedidas, pois o n\u00famero de dep\u00f3sitos vem aumentando a cada ano. A Universidade ter\u00e1, portanto, outras patentes, que ser\u00e3o tecnologias mais aceitas pelo mercado j\u00e1 que est\u00e3o reconhecidas em seus aspectos de novidade, de atividade inventiva e que reconhecem a sua aplica\u00e7\u00e3o, ou seja, que resolvem o problema da sociedade\u201d<\/em>, diz Viviani.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Universidade Federal do Vale do S\u00e3o Francisco (Univasf) recebeu este ano a sua primeira Patente de Inven\u00e7\u00e3o, concedida a uma f\u00f3rmula com a\u00e7\u00e3o bactericida desenvolvida por pesquisadores da Institui\u00e7\u00e3o. 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