{"id":15462,"date":"2020-10-24T09:35:09","date_gmt":"2020-10-24T12:35:09","guid":{"rendered":"http:\/\/blogopara.com.br\/?p=15462"},"modified":"2020-10-23T16:42:39","modified_gmt":"2020-10-23T19:42:39","slug":"precisamos-de-um-discurso-de-esquerda-alternativo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2020\/10\/24\/precisamos-de-um-discurso-de-esquerda-alternativo","title":{"rendered":"&#8220;Precisamos de um discurso de esquerda alternativo&#8221;"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Carta Maior conversou com o fil\u00f3sofo Vladimir Safatle, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e um dos mais instigantes analistas da cena pol\u00edtica atual. Dotado de uma radicalidade n\u00e3o imobilista, o pensamento de Safatle joga luz nova sobre temas dif\u00edceis em torno dos quais a polaridade do campo da esquerda brasileira (PT versus n\u00e3o-PT) em geral patina, anda em c\u00edrculos e n\u00e3o avan\u00e7a. Nesta entrevista \u00e0 Carta Maior, o fil\u00f3sofo fala sobre as explos\u00f5es populares (no mundo \u00e1rabe e na Europa), a partir das quais alguns inferem a suposta agonia dos partidos pol\u00edticos e discute os limites e trunfos conquistados pela chegada do PT ao poder no Brasil.<\/p>\n<p>O fil\u00f3sofo rejeita a ideia de mudar o mundo sem conquistar o poder e cobra espa\u00e7o institucional para que a m\u00eddia possa de fato refletir a sociedade, por exemplo, com jornais, r\u00e1dios e tev\u00eas para universidades e sindicatos. Intelectual comprometido em provar que as id\u00e9ias pertencem ao mundo atrav\u00e9s da a\u00e7\u00e3o, Safatle v\u00ea limites na ascens\u00e3o da classe C sem mudan\u00e7as radicais na reparti\u00e7\u00e3o da riqueza e convoca seus pares: \u201cPrecisamos de um discurso de esquerda alternativo que esteja em circula\u00e7\u00e3o no momento em que as possibilidades de ascens\u00e3o social (da chamada classe C) baterem no teto\u201d. Por fim aconselha Lula a transformar seu instituto numa \u2018internacional Lulista\u2019 \u2013um instrumento que ajude a esquerda latinoamericana a chegar ao poder. Leia a seguir a entrevista concedida por email:<\/p>\n<p><i><b>Carta Maior &#8211; O longo descr\u00e9dito com os pol\u00edticos e suas siglas parece ter inspirado uma senten\u00e7a cada vez mais freq\u00fcente no debate: a de que a forma partido est\u00e1 esgotada . Ao mesmo tempo, esse diagn\u00f3stico parece embutir um desejo conservador \u2013 que n\u00e3o \u00e9 novo &#8211; de desqualificar a representa\u00e7\u00e3o do conflito social. O que existe de esgotamento e o que existe de vontade de antecipar o funeral de um advers\u00e1rio inc\u00f4modo?<\/b><\/i><\/p>\n<p><b>Vladimir Safatle<\/b> &#8211; Diria que temos um desafio de novo tipo. Primeiro, \u00e9 certo que uma gera\u00e7\u00e3o de partidos de esquerda se esgotou exatamente por n\u00e3o dar conta da representa\u00e7\u00e3o do conflito social. H\u00e1 uma camada de conflitos sociais que \u00e9 simplesmente sub-representada ou invis\u00edvel no interior da &#8220;forma partido&#8221;. No exterior, o exemplo maior disto \u00e9 a expolia\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de imigrantes: pessoas sem voz no interior da din\u00e2mica partid\u00e1ria. No Brasil, temos um embate em torno da dita nova classe m\u00e9dia ao mesmo tempo que encontramos uma sub-representa\u00e7\u00e3o de conflitos pr\u00f3prias \u00e0 &#8220;velha classe pobre&#8221;. As revoltas dos trabalhadores em Jirau \u00e9 um bom exemplo. Nenhum partido vocaliza tais revoltas.<\/p>\n<p><i><b>CM &#8211; H\u00e1 uma variante desse diagn\u00f3stico, \u00e0 esquerda. Ela se ap\u00f3ia em evid\u00eancias, como as recentes manifesta\u00e7\u00f5es de rua no mundo \u00e1rabe e na Europa, supostamente convocadas e coordenadas via facebook. Aqui parece haver um ludismo com sinal trocado na medida em que se d\u00e1 \u00e0 tecnologia tratos de um fetiche. Tudo se passa como se &#8220;a tecnologia partidos&#8221; tivesse se esgotado. E uma nova ferramenta, agora em vers\u00e3o mais potente, viesse a suced\u00ea-los com vantagens. Entre elas a aus\u00eancia de intermedi\u00e1rios e de corrup\u00e7\u00e3o. Mistifica\u00e7\u00e3o ou novo espa\u00e7o p\u00fablico?<\/b><\/i><\/p>\n<p><b>VS<\/b> &#8211; \u00c9 verdade, h\u00e1 muito de mistifica\u00e7\u00e3o nesta maneira de anunciar a internet como a esperan\u00e7a redentora da pol\u00edtica. O que ela fez foi, em larga medida, permitir o desenvolvimento de uma milit\u00e2ncia virtual e intermitente. \u00c9 mais f\u00e1cil fazer milit\u00e2ncia hoje, j\u00e1 que voc\u00ea pode operar da sua casa atrav\u00e9s de redes de contra-informa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>No entanto, insistiria que h\u00e1 uma tend\u00eancia de mobiliza\u00e7\u00e3o social que tem pego os partidos a contra-pelo. Falta uma nova gera\u00e7\u00e3o de partidos capaz de dar forca institucional a tais mobiliza\u00e7\u00f5es. Este partidos talvez n\u00e3o funcionar\u00e3o de maneira &#8220;tradicional&#8221;, mas como uma frente, uma federa\u00e7\u00e3o de pequenos grupos que se organizam para certas disputas eleitorais e depois se dissolvem. \u00c9 dif\u00edcil ainda saber o que vir\u00e1. Certo \u00e9 apenas o fato de que os movimentos pol\u00edticos mais importantes (revoltas na Gr\u00e9cia, Espanha, Portugal) parecem ser feitos atualmente \u00e0 despeito dos partidos. O que limita seus resultados. N\u00e3o creio que podemos &#8220;mudar o mundo sem conquistar o poder&#8221;. Quem gosta de ouvir isto s\u00e3o aqueles que continuam no poder. Para conquistar o poder, temos que vencer embates eleitorais.<\/p>\n<p><i><b>CM &#8211; O debate sobre a irrelev\u00e2ncia dos partidos convive com a realidade de um torniquete menos debatido: a captura da vida democr\u00e1tica pela supremacia das finan\u00e7as. Ao normatizar o que pode e o que n\u00e3o pode ser objeto de conflito e de escrut\u00ednio, a hegemonia das finan\u00e7as n\u00e3o teria engessado a pr\u00f3pria democracia representativa? E assim contaminado todos os seus protagonistas com a sombra da irrelev\u00e2ncia?<\/b><\/i><\/p>\n<p><b>VS<\/b>\u00a0&#8211; Certamente. Este \u00e9 um dos limites da democracia parlamentar. N\u00e3o h\u00e1 como escaparmos disto no interior da democracia parlamentar. S\u00f3 se contrap\u00f5e ao dom\u00ednio do mundo financeiro atrav\u00e9s de um aprofundamento da democracia plebicit\u00e1ria, como a Isl\u00e2ndia demonstrou ao colocar em plebiscito o aux\u00edlio estatal a um banco falido. Devemos simplesmente deslocar quest\u00f5es econ\u00f4micas desta natureza para fora da democracia parlamentar. Um Estado n\u00e3o pode emprestar bilh\u00f5es para massa financeira falida sem uma manifesta\u00e7\u00e3o direta daqueles que pagar\u00e3o a conta. O problema \u00e9 que vivemos em uma fase do capitalismo de espolia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p><i><b>CM &#8211; A m\u00eddia \u00e9 muitas vezes apontada como a caixa de resson\u00e2ncia dessa subordina\u00e7\u00e3o do conflito aos limites da finan\u00e7a. Nesse sentido a sua regula\u00e7\u00e3o n\u00e3o seria t\u00e3o ou mais importante que o financiamento p\u00fablico de campanha?<\/b><\/i><\/p>\n<p><b>VS<\/b> &#8211; Acho que a sociedade ocidental (e n\u00e3o apenas a brasileira) precisa, de fato, encarar a defasagem das leis a respeito da regula\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica da m\u00eddia. Trata-se de um dos mercados mais oligopolizados e concentrados do planeta, o que est\u00e1 longe de ser algo bom para a democracia. Seria importante que houvesse um sistema que facilitasse a entrada de novos atores no campo midi\u00e1tico. N\u00e3o consigo admitir, por exemplo, que universidades p\u00fablicas, sindicatos e associa\u00e7\u00f5es tenham t\u00e3o pouca presen\u00e7a em r\u00e1dios, televis\u00f5es e jornais.<\/p>\n<p><i><b>CM &#8211; O PT no Brasil condensa todos esses impasses ao personificar, na opini\u00e3o de alguns, uma tr\u00e1gica verdade: o pre\u00e7o do poder \u00e9 a necrose da identidade mudancista. Isso \u00e9 fatal? Ou dito de outro modo:um partido depois de passar pelo poder ainda pode suprir o anseio de mudan\u00e7a da sociedade?<\/b><\/i><\/p>\n<p><b>VS<\/b> &#8211; Ele pode suprir tais anseios, mas desde que esteja realmente disposto a avan\u00e7ar nos processos de moderniza\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e criatividade institucional, o que n\u00e3o creio ter sido o caso do PT. H\u00e1 um profundo d\u00e9ficit de participa\u00e7\u00e3o popular nos governos do PT. Claro que se olharmos para a direita brasileira (PSDB e seus aliados) a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 infinitamente pior. Mas o PT, neste ponto, tem nos obrigado a votar fazendo o c\u00e1lculo do mal menor. Ele tirou da sua pauta o aprofundamento de mecanismos de participa\u00e7\u00e3o popular. O resultado ser\u00e1 um embotamento pol\u00edtico que pode se voltar contra a pr\u00f3pria esquerda.<\/p>\n<p><i><b>CM &#8211; Algumas avalia\u00e7\u00f5es dizem que o governo Lula foi em parte a causa desse entorpecimento petista. Outros sugerem que o pr\u00f3prio Lula foi ref\u00e9m de uma energia pol\u00edtica insuficiente para promover um projeto de mudan\u00e7a mais profundo na sociedade. Que ponto da r\u00e9gua estaria mais pr\u00f3ximo da realidade em sua opini\u00e3o?<\/b><\/i><\/p>\n<p><b>VS<\/b> &#8211; Creio que Lula foi bem sucedido em ser uma esp\u00e9cie de Mata Hari do capitalismo global. Ele soube jogar em dois tabuleiros, um pouco como Get\u00falio Vargas. Sua pol\u00edtica foi bipolar. Por exemplo, enquanto recebia George Bush falando que era seu maior aliado, seu partido fazia manifesta\u00e7\u00f5es contra a vinda do pr\u00f3prio George Bush. O resultado final deste processo foi criar um sistema muito parecido \u00e0quele deixado por Vargas. O PT \u00e9, hoje, herdeiro direto do PTB. O PMDB parece uma esp\u00e9cie de PSD sem uma figura carism\u00e1tica como Juscelino e a oposi\u00e7\u00e3o esmera-se no seu figurino UDN. Bem, \u00e9 triste perceber que, quando o Brasil come\u00e7a a andar, ele sempre volta ao mesmo ponto de estabilidade pol\u00edtica. Parece que nunca conseguimos ultrapassar este mecanismo bipolar.<\/p>\n<p><i><b>CM &#8211; O Governo Dilma ser\u00e1 a culmin\u00e2ncia dessa acomoda\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica? Ou a crise mundial pode destravar o processo e inaugurar um novo ciclo, na medida em que imp\u00f5e escolhas duras entre desenvolvimentismo versus financeiriza\u00e7\u00e3o?<\/b><\/i><\/p>\n<p><b>VS<\/b> &#8211; Creio que o governo Dilma ser\u00e1 um governo que usar\u00e1 a margem de manobra fornecida pelo crescimento econ\u00f4mico em uma era onde as economias dos pa\u00edses europeus (assim como os EUA) continuar\u00e3o em crise. Neste sentido, nossa \u00fanica esperan\u00e7a concreta de mudan\u00e7a vir\u00e1 quando a dita nova classe m\u00e9dia perceber que ele s\u00f3 continuar\u00e1 seu ciclo de ascens\u00e3o se n\u00e3o precisar gastar fortunas com educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade privadas. No entanto, a consolida\u00e7\u00e3o de um verdadeiro sistema p\u00fablico de educa\u00e7\u00e3o e sa\u00fade n\u00e3o ser\u00e1 feito sem uma pesada taxa\u00e7\u00e3o sobre a classe rica e um aumento consider\u00e1vel na tributa\u00e7\u00e3o da renda. Isto, em um pa\u00eds como o Brasil, tem o peso de uma revolu\u00e7\u00e3o armada. Vejam que engra\u00e7ado, vivemos em um pa\u00eds onde a implanta\u00e7\u00e3o de um modelo tribut\u00e1rio das sociais-democracias europeias dos anos 50 equivaleria a uma a\u00e7\u00e3o pol\u00edtica da mais profunda radicalidade. N\u00e3o creio que o PT far\u00e1 algo neste sentido. Mesmo a discuss\u00e3o a respeito de um imposto sobre grandes fortunas foi abandonada. Precisamos de um discurso de esquerda alternativo que esteja em circula\u00e7\u00e3o no momento em que as possibilidades de ascens\u00e3o social baterem no teto.<\/p>\n<p><i><b>CM &#8211; O que seria uma agenda relevante para Lula e o seu Instituto numa conjuntura como essa de flacidez partid\u00e1ria e atritos duros entre desenvolvimento, igualdade e acomoda\u00e7\u00e3o \u00e0 crise?<\/b><\/i><\/p>\n<p><b>VS<\/b>\u00a0&#8211; O melhor que seu Instituto poderia fazer \u00e9 organizar uma esp\u00e9cie de Internacional lulista que ajude a esquerda a vencer em pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina.<\/p>\n<p>Fonte: Carta Maior<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Carta Maior conversou com o fil\u00f3sofo Vladimir Safatle, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e um dos mais instigantes analistas da cena pol\u00edtica atual. Dotado de uma radicalidade n\u00e3o imobilista, o pensamento de Safatle joga luz nova sobre temas dif\u00edceis em torno dos quais a polaridade do campo da esquerda [&hellip;]<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":15463,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[203],"tags":[],"class_list":["post-15462","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-juazeiro"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1.jpg","uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1.jpg",500,401,false],"thumbnail":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1-300x241.jpg",300,241,true],"medium_large":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1.jpg",500,401,false],"large":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1.jpg",500,401,false],"1536x1536":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1.jpg",500,401,false],"2048x2048":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1.jpg",500,401,false],"mantranews-slider-large":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1.jpg",500,401,false],"mantranews-featured-medium":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1-420x307.jpg",420,307,true],"mantranews-featured-long":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1-300x401.jpg",300,401,true],"mantranews-block-medium":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1-464x290.jpg",464,290,true],"mantranews-carousel-image":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1.jpg",500,401,false],"mantranews-block-thumb":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1-322x230.jpg",322,230,true],"mantranews-single-large":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2020\/10\/5244a540-9ab4-0138-45e0-0a58a9feac2a-minified-1.jpg",500,401,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"Reda\u00e7\u00e3o geral","author_link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/author\/blogopara"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Carta Maior conversou com o fil\u00f3sofo Vladimir Safatle, professor do Departamento de Filosofia da Universidade de S\u00e3o Paulo (USP) e um dos mais instigantes analistas da cena pol\u00edtica atual. Dotado de uma radicalidade n\u00e3o imobilista, o pensamento de Safatle joga luz nova sobre temas dif\u00edceis em torno dos quais a polaridade do campo da esquerda&hellip;","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15462","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=15462"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15462\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":15466,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/15462\/revisions\/15466"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/15463"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=15462"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=15462"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=15462"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}