{"id":1655,"date":"2019-07-16T21:05:26","date_gmt":"2019-07-17T00:05:26","guid":{"rendered":"http:\/\/blogopara.com.br\/?p=1655"},"modified":"2019-07-16T21:05:34","modified_gmt":"2019-07-17T00:05:34","slug":"meditacao-pode-favorecer-aprendizagem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2019\/07\/16\/meditacao-pode-favorecer-aprendizagem","title":{"rendered":"Medita\u00e7\u00e3o pode favorecer aprendizagem"},"content":{"rendered":"<div class=\"text-content\">\n<p style=\"text-align: justify;\">H\u00e1 tempos os pesquisadores investigam os efeitos da medita\u00e7\u00e3o sobre o corpo e a mente, mas apenas recentemente eles se voltaram para os impactos da pr\u00e1tica no processo de ensino e aprendizagem. \u00c9 um campo recente de investiga\u00e7\u00f5es, mas, a julgar pelas evid\u00eancias j\u00e1 geradas, \u00e9 poss\u00edvel que a medita\u00e7\u00e3o se torne uma aliada importante dos educadores.\u00a0 Estudo conduzido na Faculdade de Psicologia da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio Grande do Sul (PUC-RS) mostrou que o ato de permanecer focado em sil\u00eancio melhora a flu\u00eancia verbal dos alunos e, portanto, pode favorecer a aprendizagem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento foi feito no 2\u00ba semestre de 2014 e envolveu 60 crian\u00e7as do 5\u00ba ano do ensino fundamental (m\u00e9dia de 10 anos) de uma escola p\u00fablica do Sul do pa\u00eds. Foi criado um grupo experimental, com 23 participantes, e outro de controle, com 37. No primeiro, foram realizadas pr\u00e1ticas de medita\u00e7\u00e3o coletiva conduzidas diariamente pelos professores por um per\u00edodo de seis meses. Ao final, todos foram submetidos a tarefas de flu\u00eancia verbal livre, fon\u00eamico-ortogr\u00e1ficas e sem\u00e2nticas e os estudantes do grupo experimental tiveram desempenho superior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dessa pesquisa, outras conduzidas em institui\u00e7\u00f5es de refer\u00eancia nos Estados Unidos apontaram que a medita\u00e7\u00e3o aplicada a alunos do ensino fundamental e m\u00e9dio ajuda a desenvolver a criatividade e a habilidade de abstra\u00e7\u00e3o; aprimora a concentra\u00e7\u00e3o; diminui o estresse e melhora o conv\u00edvio entre colegas e com familiares.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aqui no Brasil, a pr\u00e1tica meditativa em sala de aula, em qualquer um dos n\u00edveis educacionais, ainda \u00e9 restrita a algumas iniciativas isoladas. Mas, na \u00faltima d\u00e9cada, principalmente nos \u00faltimos cinco anos, o aumento de escolas que oferecem a atividade aos seus alunos cresce a despeito da aus\u00eancia de pol\u00edticas p\u00fablicas governamentais para esse fim.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEm 2014, nosso programa de medita\u00e7\u00e3o era oferecido a 13 escolas p\u00fablicas de Porto Alegre. Neste ano, tudo se transformou completamente. At\u00e9 junho, fizemos contato com 294 escolas p\u00fablicas e particulares no pa\u00eds\u201d, conta Anmol Arora, fundadora da ONG Mahatma. Atualmente, de acordo com seu levantamento, o programa de medita\u00e7\u00e3o da institui\u00e7\u00e3o alcan\u00e7a 27 mil estudantes no Brasil, prioritariamente, e em alguns pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul e da Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Pr\u00e1tica simples<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pr\u00e1tica difundida por ela consiste em alguns segundos de relaxamento e concentra\u00e7\u00e3o na respira\u00e7\u00e3o. Depois dessa fase as crian\u00e7as repetem, mentalmente, cinco frases num intervalo de at\u00e9 15 minutos (os menores podem fazer essa repeti\u00e7\u00e3o em voz alta). Pode-se fazer a pr\u00e1tica sentando numa cadeira, no ch\u00e3o de forma confort\u00e1vel (n\u00e3o necessariamente em l\u00f3tus, posi\u00e7\u00e3o meditativa tradicional), deitado ou em p\u00e9. As frases repetidas pelos alunos s\u00e3o: \u201ceu estou em paz\u201d, \u201cminha fam\u00edlia e meus amigos est\u00e3o em paz\u201d, \u201cminha escola est\u00e1 em paz\u201d, \u201cmeu bairro est\u00e1 em paz\u201d e \u201cminha cidade est\u00e1 em paz\u201d. \u201cPor essa t\u00e9cnica, as crian\u00e7as desenvolvem a empatia, diminuem a impulsividade, ficam mais concentradas e fortalecem o sentido de responsabilidade\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Anmol \u00e9 exemplo de adulto que come\u00e7ou a meditar ainda crian\u00e7a, por volta dos 10 anos de idade. \u201cMor\u00e1vamos em Nova D\u00e9lhi. Minha m\u00e3e me levava para meditar muito cedo; sa\u00edamos antes de o sol nascer. Peg\u00e1vamos um trem lotado e \u00edamos. Tinha muito sono. N\u00e3o gostava nada daquilo tudo.\u201d Com o tempo, deixou a pr\u00e1tica de lado e s\u00f3 retomou mais de 20 anos depois, ao passar por algumas dificuldades pessoais. \u201cAp\u00f3s um quadro de depress\u00e3o, retomei a medita\u00e7\u00e3o. A partir da\u00ed, melhorei e mudei minha vida.\u201d Entre essas mudan\u00e7as, diminuiu sua pr\u00e1tica cl\u00ednica como psic\u00f3loga e partiu para a realiza\u00e7\u00e3o de trabalhos por meio de ONGs.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A fundadora credita ao pai, o professor Harbans Lal Arora, a utiliza\u00e7\u00e3o de mentaliza\u00e7\u00f5es de cultura da paz como base da t\u00e9cnica que utiliza. Ph.D. em f\u00edsica qu\u00e2ntica pela Universidade de Waterloo, do Canad\u00e1, Arora se aposentou como professor titular da Universidade Federal do Cear\u00e1 e hoje desenvolve trabalhos ligados \u00e0s mais diversas \u00e1reas e assuntos, incluindo educa\u00e7\u00e3o, desenvolvimento humano, ci\u00eancia, espiritualidade e f\u00edsica qu\u00e2ntica. \u201cPor princ\u00edpios da f\u00edsica qu\u00e2ntica, tudo tem uma reverbera\u00e7\u00e3o. O c\u00e9rebro n\u00e3o \u00e9 diferente. Mentalizando o positivo \u00e9 poss\u00edvel \u2018construir\u2019 um c\u00e9rebro com pensamentos mais positivos, que gerem atitudes mais positivas.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Redu\u00e7\u00e3o do estresse<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi exatamente pensando na redu\u00e7\u00e3o do estresse que a professora de educa\u00e7\u00e3o f\u00edsica Ros\u00e2ngela Martins dos Santos introduziu em suas aulas, na Escola Desdobrada Municipal Lup\u00e9rcio Belarmino da Silva, no interior de Santa Catarina, a pr\u00e1tica de medita\u00e7\u00e3o para alunos de 6 a 9 anos. \u201cO objetivo foi reduzir a agita\u00e7\u00e3o deles e o estresse\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Seus alunos sentam-se em roda em todo in\u00edcio de aula e repetem, por cinco minutos: \u201ceu estou em paz\u201d. A isso s\u00e3o intercaladas profundas respira\u00e7\u00f5es. \u201cPercebi, com o passar do tempo, o aumento da amorosidade entre eles. Eles come\u00e7aram a pedir mais desculpas, a pedir por licen\u00e7a. Minha rela\u00e7\u00e3o com eles, inclusive, melhorou\u201d, relata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para Ros\u00e2ngela, \u00e9 muito f\u00e1cil para as crian\u00e7as come\u00e7ar a meditar. Elas s\u00e3o menos resistentes quando comparadas aos adultos. \u201cTudo \u00e9 um processo l\u00fadico. H\u00e1 muita brincadeira envolvida nesse aprendizado. Ent\u00e3o, n\u00e3o h\u00e1 barreiras. As crian\u00e7as s\u00e3o naturalmente curiosas, querem aprender.\u201d O principal entrave ainda reside nos pais que, por desconhecimento, confundem o ato de meditar com algo religioso. \u201cMas, cada vez mais, essa resist\u00eancia \u00e9 reduzida. Alguns, incentivados pelos filhos, inclusive passaram a meditar em casa.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Mem\u00f3ria e aten\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como diversos praticantes antigos, Ros\u00e2ngela, que medita h\u00e1 mais de 20 anos, enumera diversos benef\u00edcios da pr\u00e1tica, entre eles, o aprimoramento da mem\u00f3ria, o aumento da aten\u00e7\u00e3o, a melhora na capacidade de compreens\u00e3o dos conte\u00fados em sala de aula. Tendo vencido ao longo das \u00faltimas duas d\u00e9cadas uma s\u00e9rie de dificuldades relacionadas \u00e0 aceita\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica nas escolas, a professora hoje acredita ser poss\u00edvel inserir a medita\u00e7\u00e3o nas salas de aula em grande escala. \u201cQuem sabe, em breve, possamos refletir\u00a0 sobre sua inser\u00e7\u00e3o numa pol\u00edtica educacional mais abrangente.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o bastasse a medita\u00e7\u00e3o, a ioga \u00e9 outra t\u00e9cnica utilizada pela educadora. Para isso, ela emprega o m\u00e9todo Ioga na Educa\u00e7\u00e3o, criado pela professora francesa Michelina Flak e pelo professor e fil\u00f3sofo su\u00ed\u00e7o Jacques de Coulon. Como objetivo, o m\u00e9todo prev\u00ea a maior integra\u00e7\u00e3o da crian\u00e7a na escola. Ele \u00e9 realizado por meio de sequ\u00eancias de exerc\u00edcios\u00a0f\u00edsicos, respirat\u00f3rios e mentais. \u201cO exerc\u00edcio cria atmosfera acolhedora. As crian\u00e7as se divertem e desenvolvem for\u00e7a, coordena\u00e7\u00e3o, flexibilidade, equil\u00edbrio, concentra\u00e7\u00e3o, foco e autoconfian\u00e7a.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>A medita\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00c9 incerto quando e em que momento surgiu a medita\u00e7\u00e3o, mas \u00e9 no Oriente que se concentra hoje a maioria dos adeptos. Quase todas as religi\u00f5es orientais t\u00eam tamb\u00e9m alguma pr\u00e1tica em seus ritos, da\u00ed a associa\u00e7\u00e3o com a religi\u00e3o. De forma resumida, meditar \u00e9 uma maneira de se autoconhecer, de silenciar os pensamentos para se conectar com o momento presente, sem julgamentos. Em outras palavras, permanecer no aqui e agora. Por isso, a medita\u00e7\u00e3o tornou-se para diversas linhas psicoter\u00e1picas um recurso de trabalho.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o ato em si de meditar consiste em focar a aten\u00e7\u00e3o em alguma coisa, como a respira\u00e7\u00e3o, as sensa\u00e7\u00f5es corporais ou algum est\u00edmulo externo, como uma luz ou uma m\u00fasica. Os olhos podem estar abertos ou fechados. \u00c9 poss\u00edvel fazer a pr\u00e1tica coletiva ou individualmente, sentado, em p\u00e9 ou andando.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em entrevista publicada em mar\u00e7o pelo jornal norte-americano Washington Post, a neurocientista Sara Lazar, do Massachusetts<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">General Hospital e da Harvard Medical School, assevera, a partir de estudos cient\u00edficos, que a medita\u00e7\u00e3o pode, de fato, gerar altera\u00e7\u00f5es cerebrais significativas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre outras constata\u00e7\u00f5es, Sara, uma das primeiras cientistas nos Estados Unidos a analisar os efeitos da medita\u00e7\u00e3o no c\u00e9rebro, afirmou que seus praticantes apresentam maior quantidade de mat\u00e9ria cinzenta em \u00e1reas do c\u00e9rebro relacionadas ao c\u00f3rtex auditivo e sensorial. H\u00e1, ainda, mais mat\u00e9ria cinzenta no c\u00f3rtex frontal, local associado \u00e0 mem\u00f3ria de trabalho e \u00e0 tomada de decis\u00f5es executivas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outras diferen\u00e7as foram notadas nas regi\u00f5es ligadas \u00e0 aprendizagem, cogni\u00e7\u00e3o, mem\u00f3ria e regula\u00e7\u00e3o emocional, empatia e compaix\u00e3o, al\u00e9m de uma diminui\u00e7\u00e3o da \u00e1rea ligada \u00e0 ansiedade, medo e estresse em geral. A ci\u00eancia ocidental aos poucos confirma os benef\u00edcios apontados h\u00e1 mil\u00eanios pelo Oriente. Levar essa condi\u00e7\u00e3o ao ensino no Brasil ainda est\u00e1 longe de ser unanimidade. Mas o caminho j\u00e1 come\u00e7ou a ser percorrido por alguns.<\/p>\n<pre>Fonte Revista da Educa\u00e7\u00e3o.<\/pre>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ainda pouco difundida no universo da educa\u00e7\u00e3o, a pr\u00e1tica come\u00e7a a ganhar adeptos em escolas e redes<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":1657,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[209],"tags":[],"class_list":["post-1655","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-educacao"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi.jpg","uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi.jpg",650,445,false],"thumbnail":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi-300x205.jpg",300,205,true],"medium_large":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi.jpg",640,438,false],"large":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi.jpg",640,438,false],"1536x1536":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi.jpg",650,445,false],"2048x2048":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi.jpg",650,445,false],"mantranews-slider-large":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi.jpg",650,445,false],"mantranews-featured-medium":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi.jpg",420,288,false],"mantranews-featured-long":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi.jpg",300,205,false],"mantranews-block-medium":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi.jpg",424,290,false],"mantranews-carousel-image":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi.jpg",600,411,false],"mantranews-block-thumb":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi.jpg",322,220,false],"mantranews-single-large":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2019\/07\/medi.jpg",650,445,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"Reda\u00e7\u00e3o geral","author_link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/author\/blogopara"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Ainda pouco difundida no universo da educa\u00e7\u00e3o, a pr\u00e1tica come\u00e7a a ganhar adeptos em escolas e redes","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1655","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1655"}],"version-history":[{"count":2,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1655\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":1658,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1655\/revisions\/1658"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/1657"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1655"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1655"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1655"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}