{"id":18106,"date":"2021-01-22T17:43:00","date_gmt":"2021-01-22T20:43:00","guid":{"rendered":"http:\/\/blogopara.com.br\/?p=18106"},"modified":"2021-01-22T16:46:06","modified_gmt":"2021-01-22T19:46:06","slug":"sete-exemplos-de-masculinidade-toxica-que-voce-reconhecera-no-seu-dia-a-dia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2021\/01\/22\/sete-exemplos-de-masculinidade-toxica-que-voce-reconhecera-no-seu-dia-a-dia","title":{"rendered":"Sete exemplos de masculinidade t\u00f3xica que voc\u00ea reconhecer\u00e1 no seu dia a dia"},"content":{"rendered":"<div class=\"a_b article_body | color_gray_dark\">\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Entre o aplauso feminista e o boicote dos ultradireitistas,\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2018\/07\/30\/deportes\/1532978552_448477.html\" data-link-track-dtm=\"\">o an\u00fancio da Gillette<\/a>\u00a0continua protagonizando um debate necess\u00e1rio. Se em 2018 o\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/07\/05\/deportes\/1499285208_830007.html\" data-link-track-dtm=\"\">termo \u201cmasculinidade t\u00f3xica\u201d<\/a>\u00a0j\u00e1 deixou um sentimento de preocupa\u00e7\u00e3o e interesse que se traduziu em buscas \u2013 o dicion\u00e1rio de Oxford o cogitou como primeira op\u00e7\u00e3o de \u201cpalavra do ano\u201d, mas acabou optando por simplific\u00e1-lo como\u00a0<em>t\u00f3xico<\/em>\u00a0\u2013, 2019 come\u00e7ou propondo imagens de como deve ser o homem numa\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/relaciones_genero\" data-link-track-dtm=\"\">sociedade igualit\u00e1ria<\/a>.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Inten\u00e7\u00f5es comerciais \u00e0 parte, o gesto tem seu valor: \u201c\u00c9 fundamental que alteremos\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/09\/27\/deportes\/1506468596_517639.html\" data-link-track-dtm=\"\">o imagin\u00e1rio que temos sobre a masculinidade<\/a>. H\u00e1 toda uma constru\u00e7\u00e3o simb\u00f3lica do que \u00e9 ser homem e que precisa mudar tamb\u00e9m do ponto de vista cultural: o que voc\u00ea l\u00ea, o que assiste\u2026\u201d, disse ao EL PA\u00cdS Octavio Salazar, professor de Direito Constitucional na Universidade de C\u00f3rdoba (Espanha), pesquisador de g\u00eanero, masculinidades e\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/tag\/lgtb\" data-link-track-dtm=\"\">direitos LGTBI<\/a>\u00a0e autor do livro\u00a0<em>El Hombre que No Deber\u00edamos Ser<\/em>\u00a0(in\u00e9dito no Brasil). \u00c9 um modelo de masculinidade hegem\u00f4nica que tradicionalmente defendeu valores como a agressividade e a invulnerabilidade, e que se posicionou como detentor do poder e da\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2017\/11\/24\/deportes\/1511552695_344160.html\" data-link-track-dtm=\"\">palavra acima das mulheres<\/a>. Eis alguns exemplos destas conven\u00e7\u00f5es que impregnaram a sociedade e atrapalham o caminho para torn\u00e1-la mais justa.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">1. \u201cMeninos n\u00e3o choram\u201d<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Estava na m\u00fasica do The Cure na d\u00e9cada de oitenta e de\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/Miguel_Bos%C3%A9\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-link-track-dtm=\"\">Miguel Bos\u00e9<\/a>\u00a0na de noventa. Ouvimos a frase no p\u00e1tio da escola enquanto algum colega rapidamente secava as l\u00e1grimas depois de cair, e talvez tenha inclusive sa\u00eddo das nossas bocas ao tentar consolar uma crian\u00e7a. Numa sociedade que ensinou os homens a reprimirem suas emo\u00e7\u00f5es (relegando o emocional \u00e0s mulheres, tachadas ao mesmo tempo de fracas por causa disso), artistas como\u00a0<a href=\"https:\/\/pt.wikipedia.org\/wiki\/James_Blake_(m%C3%BAsico)\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-link-track-dtm=\"\">James Blake<\/a>\u00a0sa\u00edram em defesa da ruptura desse estigma de\u00a0<em>homem triste<\/em>\u00a0imposto a qualquer homem que demonstre suas emo\u00e7\u00f5es. Foi o que o brit\u00e2nico fez no ano passado ao lan\u00e7ar sua faixa\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=sdnD09M5uj0\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-link-track-dtm=\"\"><em>Don&#8217;t Miss It<\/em><\/a>, em que mostra abertamente seus sentimentos (e muitas reportagens zombaram disso). \u201cSempre considerei que esta express\u00e3o, usada para descrever os homens que falam abertamente de seus sentimentos, \u00e9 insana e problem\u00e1tica\u201d, escreveu ele num tu\u00edte que viralizou. Lembrando tamb\u00e9m que esse veto cultural \u00e0 demonstra\u00e7\u00e3o de sentimentos e vulnerabilidades por parte dos homens contribui para engrossar a lista de suic\u00eddios masculinos e de homens que n\u00e3o foram ao m\u00e9dico em busca de ajuda a tempo porque, como se sabe, \u00e9 preciso que sejam fortes, homens de verdade.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Como pretende o an\u00fancio da Gillette e como recorda ao EL PA\u00cdS Ritxar Bacete, antrop\u00f3logo especializado em g\u00eanero e autor de\u00a0<em>Nuevos Hombres Buenos: La Masculinidad en la Era del Feminismo<\/em>, \u201ccabe destacar que o modelo de homem hegem\u00f4nico pode ser sens\u00edvel, bom e razo\u00e1vel.\u201d<\/p>\n<div class=\"embed | flex justify_center\" style=\"text-align: justify;\" data-oembed-type=\"twitter\">\n<div class=\"twitter-tweet twitter-tweet-rendered\"><iframe id=\"twitter-widget-2\" class=\"\" title=\"Twitter Tweet\" src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/embed\/index.html?dnt=false&amp;embedId=twitter-widget-2&amp;frame=false&amp;hideCard=false&amp;hideThread=false&amp;id=1000228403998425088&amp;lang=pt&amp;origin=https%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Fbrasil%2F2019%2F01%2F22%2Festilo%2F1548175107_753307.html&amp;siteScreenName=elpais_brasil&amp;theme=light&amp;widgetsVersion=ed20a2b%3A1601588405575&amp;width=550px\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-tweet-id=\"1000228403998425088\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">2. \u201c\u2026Precisam brigar\u201d<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Continua a frase da m\u00fasica de Bos\u00e9. A agressividade como forma de resolu\u00e7\u00e3o de conflitos entre garotos e homens, esquecendo completamente a conversa. Esse \u00e9 outro dos exemplos evidenciados pelo comercial de l\u00e2minas de barbear. Algo que os reacion\u00e1rios chegaram a defender dessa forma: \u201cSe n\u00e3o fosse por essa masculinidade t\u00f3xica que voc\u00eas tanto criticam n\u00e3o existiriam corajosos que evitaram a ocupa\u00e7\u00e3o nazista usando sua for\u00e7a no Desembarque da Normandia!\u2019, chegamos a ler por a\u00ed\u201d, disse Guillermo Alonso em seu artigo na\u00a0<em>Icon<\/em>\u00a0<a href=\"https:\/\/brasil.elpais.com\/brasil\/2019\/01\/16\/internacional\/1547642979_436957.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-link-track-dtm=\"\">\u2018Se o an\u00fancio da Gillette te ofende como homem, voc\u00ea tem um problema\u2019<\/a>.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">E n\u00e3o somente entre eles, a for\u00e7a f\u00edsica e bruta e a legitima\u00e7\u00e3o do poder masculino tamb\u00e9m como forma de calar mulheres em uma reuni\u00e3o (novamente, mostrado na propaganda) e de consegui-las (cultura do estupro).\u00a0<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=W-7DYqDDNxE\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-link-track-dtm=\"\">Em um v\u00eddeo em El Tornill<\/a>o, Irantzu Varela explicou dessa forma: \u201cVoc\u00eas se convenceram de que a masculinidade nesse sistema heteropatriarcal consiste em conseguir tudo o que desejam, que as mulheres s\u00e3o coisas que podem conquistar a servi\u00e7o de seu prazer, mas n\u00e3o, n\u00f3s somos sujeitas com desejos e pretender transar com a gente sem nosso consentimento \u00e9 tentar nos estuprar\u201d.<\/p>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">3. Futebol e roupa azul: coisas de meninos<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA quest\u00e3o do futebol durante minha inf\u00e2ncia e adolesc\u00eancia se transformou em um pesadelo\u201d, disse Octavio Salazar. \u201cMuitas vezes participava dos jogos para n\u00e3o me sentir deslocado. Era o que os meninos brincavam no recreio, ao sair da escola, na rua e nos finais de semana com competi\u00e7\u00f5es. Senti a opress\u00e3o como dissidente do modelo dominante. Especialmente dif\u00edcil durante a adolesc\u00eancia, que \u00e9 um momento em que o sentimento de fraternidade \u00e9 t\u00e3o importante e as identidades s\u00e3o forjadas\u201d. Algo parecido tamb\u00e9m aconteceu a Ritxar Bacete. \u201cTinha 10 ou 11 anos quando fizeram em minha vila uma oficina de cer\u00e2mica nas f\u00e9rias de final de ano. Meus amigos da minha turma n\u00e3o deixavam que eu me inscrevesse, mas o fiz. Dos 1.500 habitantes da vila, somente tr\u00eas meninos foram. Quando sa\u00ed com minhas esculturas, eles estavam me esperando, as pegaram e quebraram. Enfrentei os garotos e fiquei sozinho na vila\u201d. E os dois dizem que veem como esses modelos e essas press\u00f5es continuam existindo, \u201cmas n\u00e3o com as mesmas caracter\u00edsticas, e sim essa press\u00e3o por n\u00e3o destoar do grupo e isso d\u00e1 margem para que comportamentos machistas continuem sendo reproduzidos\u201d, diz Octavio.<\/p>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">Entre as novas gera\u00e7\u00f5es de famosos v\u00e3o surgindo novos modelos como Jaden Smith, que frequentemente usa saia, e Timoth\u00e9e Chalamet\u00a0<a href=\"https:\/\/smoda.elpais.com\/moda\/hombres-estilismos-atrevidos-alfombra-roja\/100231398\/image\/100231407\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-link-track-dtm=\"\">com suas roupas estampad\u00edssimas e coloridas<\/a>, que al\u00e9m de abordar a\u00a0<a href=\"https:\/\/i-d.vice.com\/en_uk\/article\/evwwma\/harry-styles-interviews-timothee-chalamet-photos\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-link-track-dtm=\"\">conversa sobre novas masculinidades<\/a>, servem como exemplo para romper tamb\u00e9m com o padr\u00e3o est\u00e9tico do jovem jogador de futebol.<\/p>\n<div class=\"embed | flex justify_center\" style=\"text-align: justify;\" data-oembed-type=\"instagram\"><iframe id=\"instagram-embed-1\" class=\"instagram-media instagram-media-rendered\" src=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/BBFuppgy9bw\/embed\/?cr=1&amp;v=12&amp;wp=641&amp;rd=https%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com&amp;rp=%2Fbrasil%2F2019%2F01%2F22%2Festilo%2F1548175107_753307.html%3Futm_source%3DFacebook%26ssm%3DFB_BR_CM#%7B%22ci%22%3A1%2C%22os%22%3A14029.399999999441%2C%22ls%22%3A2992.519999999786%2C%22le%22%3A3094.294999998965%7D\" height=\"847\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-instgrm-payload-id=\"instagram-media-payload-1\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">4. \u2018Bicha\u2019, \u2018mariquinha\u2019, \u2018fresco\u2019: homens de primeira e de segunda<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">\u201cCaras, se meu filho chega em casa e tenta brincar com a casinha de bonecas de minha filha, quebro ela na cabe\u00e7a dele e digo \u2018para, isso \u00e9 coisa de gays\u201d, o tu\u00edte homof\u00f3bico do ano 2000 que\u00a0<a href=\"https:\/\/smoda.elpais.com\/moda\/actualidad\/presentador-premios-oscar-2019\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-link-track-dtm=\"\">custou a Kevin Harst a apresenta\u00e7\u00e3o do Oscar<\/a>\u00a0coloca v\u00e1rias realidades. A primeira: a viol\u00eancia como resolu\u00e7\u00e3o de conflitos que j\u00e1 assinal\u00e1vamos. A segunda, mencionada logo acima, o fato de um menino n\u00e3o falar essas \u2018coisas de meninos\u201d \u00e9 considerado ofensivo. A terceira: \u00e9 tamb\u00e9m suscet\u00edvel de se transformar em ofensa. Usar o feminino e o gay como forma de desprest\u00edgio \u00e9 mis\u00f3gino e homof\u00f3bico. Demonstra a convic\u00e7\u00e3o patriarcal de que h\u00e1 uma \u00fanica forma de ser homem e que, se algu\u00e9m sai do padr\u00e3o (por exemplo: se voc\u00ea \u00e9 homem, homossexual) n\u00e3o \u00e9 considerado homem-homem, e sim homem de segunda. Uma interessante reflex\u00e3o sobre a rela\u00e7\u00e3o entre masculinidade t\u00f3xica e afeminofobia foi feita por Alfredo Murillo\u00a0<a href=\"https:\/\/www.buzzfeed.com\/alfredomurillo\/la-pluma-es-sexy\" data-link-track-dtm=\"\">em seu artigo no Buzzfeed\u00a0<em>Dar bandeira \u00e9 sexy<\/em><\/a>.<\/p>\n<div class=\"embed | flex justify_center\" style=\"text-align: justify;\" data-oembed-type=\"twitter\">\n<div class=\"twitter-tweet twitter-tweet-rendered\"><iframe id=\"twitter-widget-3\" class=\"\" title=\"Twitter Tweet\" src=\"https:\/\/platform.twitter.com\/embed\/index.html?dnt=false&amp;embedId=twitter-widget-3&amp;frame=false&amp;hideCard=false&amp;hideThread=false&amp;id=1071644465377333250&amp;lang=pt&amp;origin=https%3A%2F%2Fbrasil.elpais.com%2Fbrasil%2F2019%2F01%2F22%2Festilo%2F1548175107_753307.html&amp;siteScreenName=elpais_brasil&amp;theme=light&amp;widgetsVersion=ed20a2b%3A1601588405575&amp;width=550px\" frameborder=\"0\" scrolling=\"no\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-tweet-id=\"1071644465377333250\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<\/div>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">5. \u2018Como n\u00e3o vai querer sexo, se voc\u00ea \u00e9 homem!\u2019<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">A ideia do homem m\u00e1quina sexual que est\u00e1 sempre querendo rela\u00e7\u00f5es sexuais e que, tamb\u00e9m &#8211; e aqui h\u00e1 uma quest\u00e3o mais difusa -, se sente legitimado a t\u00ea-lo. Isso causa problemas aos homens que sentem que t\u00eam que cumprir expectativas (dessa press\u00e3o surgem muitos problemas de impot\u00eancia\u00a0<a href=\"https:\/\/smoda.elpais.com\/placeres\/sexo\/preguntas-comunes-sexologos\/\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-link-track-dtm=\"\">de acordo com os sex\u00f3logo<\/a>s) e cria um modelo de homem sedutor masculino que identifica a virilidade e a hombridade com o maior n\u00famero de conquistas e parceiras sexuais. Um personagem comum nos filmes que tamb\u00e9m se identifica com o amor que deseja conseguir (John Travolta em\u00a0<em>Grease &#8211; Nos Tempos da Brilhantina<\/em>, por exemplo). Dessa convic\u00e7\u00e3o e como reafirma\u00e7\u00e3o dessa hipersexualidade vem em parte a confus\u00e3o de muitos homens do galanteio com ass\u00e9dio que tantos justificam e que \u00e9 denunciado no comercial da Gillette e em uma campanha argentina lan\u00e7ada pela Avon (#Cambi\u00e1eltrato &#8211; Mude o tratamento) para que nenhum continue sendo c\u00famplice. Onde est\u00e3o os homens que impedem outros homens que assediam mulheres pelas ruas?<\/p>\n<div class=\"embed | flex justify_center\" style=\"text-align: justify;\" data-oembed-type=\"youtube\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/C-1tdFGpekQ?feature=oembed\" width=\"480\" height=\"270\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">6. O homem respons\u00e1vel \u00e9 \u201co homem molenga\u201d<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">As declara\u00e7\u00f5es que o cantor espanhol\u00a0<a href=\"https:\/\/en.wikipedia.org\/wiki\/El_Fary\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\" data-link-track-dtm=\"\">El Fary<\/a>\u00a0deu na TVE explicando sua ideia sobre o que \u00e9 um homem molenga s\u00e3o insuper\u00e1veis. \u201cDetesto o homem molenga. Esse homem da sacola de compra, do carrinho de beb\u00ea&#8230; a mulher abusa muito da fraqueza do homem\u201d, disse reivindicando a masculinidade mais tradicional e antiquada (e culpando a mulher, para completar). Por molenga, El Fary identificava o homem respons\u00e1vel que contribui 50% nas tarefas dom\u00e9sticas e de cuidados com sua companheira. Um homem que tradicionalmente foi taxado ofensivamente como \u2018dominado\u2019 e que ainda \u00e9 a exce\u00e7\u00e3o (as mulheres dedicam a esses trabalhos n\u00e3o remunerados 26,5 horas semanais contra 14 deles).<\/p>\n<div class=\"embed | flex justify_center\" style=\"text-align: justify;\" data-oembed-type=\"youtube\"><iframe loading=\"lazy\" src=\"https:\/\/www.youtube.com\/embed\/M8xfzsjB2jI?feature=oembed\" width=\"459\" height=\"344\" frameborder=\"0\" allowfullscreen=\"allowfullscreen\" data-mce-fragment=\"1\"><\/iframe><\/div>\n<h3 class=\"font_secondary color_gray_ultra_dark\" style=\"text-align: justify;\">7. \u2018Os homens s\u00e3o assim\u2026\u2019, \u2018nem todos os homens\u2019: falar bobagem<\/h3>\n<p class=\"\" style=\"text-align: justify;\">O \u2018boys will be boys\u2019 e \u2018not all men\u2019 est\u00e3o no topo da lista das respostas mais conhecidas e reacion\u00e1rias da Internet a qualquer tipo de den\u00fancia machista e debate feminista, tamb\u00e9m quando se fala de masculinidade t\u00f3xica. \u201cOs homens tendem a ver isso como uma esp\u00e9cie de ataque individual, n\u00e3o coletivo. O contexto em que cada um tem diferentes n\u00edveis de responsabilidade n\u00e3o \u00e9 identificado e tamb\u00e9m h\u00e1 muita resist\u00eancia alimentada justamente pelas redes sociais com discursos muito estereotipados que circulam por elas e significam um perigoso caldo de cultura de masculinidades muito t\u00f3xicas\u201d, diz Octavio Salazar. E Ritxar Bacete reflete: \u201cTemos que reivindicar isso nas vidas pessoais dos homens, \u00e9 senso comum. A igualdade n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel sem a incorpora\u00e7\u00e3o dos homens e n\u00f3s homens precisamos nos desintoxicar\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: El Pa\u00eds<\/p>\n<\/div>\n<aside class=\"a_tp | border_top_dotted border_bottom_dotted border_gray border_1 border_top border_bottom\">\n<div class=\"a_tp_w | flex container_column_mobile justify_space_between\">\n<div class=\"a_tp_c | flex align_items_center justify_center\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/div>\n<\/aside>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Comercial da Gillette p\u00f4s as cartas sobre a mesa: como (n\u00e3o) deve ser um homem em 2019? Compilamos conven\u00e7\u00f5es sociais e situa\u00e7\u00f5es cotidianas nas quais a ideia do masculino acaba sendo nociva para todos<\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":18107,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"_uag_custom_page_level_css":"","_monsterinsights_skip_tracking":false,"_monsterinsights_sitenote_active":false,"_monsterinsights_sitenote_note":"","_monsterinsights_sitenote_category":0,"jetpack_post_was_ever_published":false,"_jetpack_newsletter_access":"","_jetpack_dont_email_post_to_subs":false,"_jetpack_newsletter_tier_id":0,"_jetpack_memberships_contains_paywalled_content":false,"_jetpack_memberships_contains_paid_content":false,"footnotes":"","jetpack_publicize_message":"","jetpack_publicize_feature_enabled":true,"jetpack_social_post_already_shared":true,"jetpack_social_options":{"image_generator_settings":{"template":"highway","default_image_id":0,"font":"","enabled":false},"version":2}},"categories":[273,204],"tags":[],"class_list":["post-18106","post","type-post","status-publish","format-standard","has-post-thumbnail","hentry","category-mundo","category-social"],"jetpack_publicize_connections":[],"jetpack_featured_media_url":"https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU.jpg","uagb_featured_image_src":{"full":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU.jpg",500,227,false],"thumbnail":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU-150x150.jpg",150,150,true],"medium":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU-300x136.jpg",300,136,true],"medium_large":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU.jpg",500,227,false],"large":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU.jpg",500,227,false],"1536x1536":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU.jpg",500,227,false],"2048x2048":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU.jpg",500,227,false],"mantranews-slider-large":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU.jpg",500,227,false],"mantranews-featured-medium":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU-420x227.jpg",420,227,true],"mantranews-featured-long":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU-300x227.jpg",300,227,true],"mantranews-block-medium":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU-464x227.jpg",464,227,true],"mantranews-carousel-image":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU.jpg",500,227,false],"mantranews-block-thumb":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU-322x227.jpg",322,227,true],"mantranews-single-large":["https:\/\/blogopara.com.br\/wp-content\/uploads\/2021\/01\/7A27YWZW3TEUWJEO56UVEAROXU.jpg",500,227,false]},"uagb_author_info":{"display_name":"Reda\u00e7\u00e3o geral","author_link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/author\/blogopara"},"uagb_comment_info":0,"uagb_excerpt":"Comercial da Gillette p\u00f4s as cartas sobre a mesa: como (n\u00e3o) deve ser um homem em 2019? Compilamos conven\u00e7\u00f5es sociais e situa\u00e7\u00f5es cotidianas nas quais a ideia do masculino acaba sendo nociva para todos","jetpack_sharing_enabled":true,"jetpack_likes_enabled":true,"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18106","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18106"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18106\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18108,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18106\/revisions\/18108"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media\/18107"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18106"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18106"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18106"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}