{"id":22551,"date":"2021-04-29T07:45:00","date_gmt":"2021-04-29T10:45:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=22551"},"modified":"2021-04-28T16:38:29","modified_gmt":"2021-04-28T19:38:29","slug":"feminicidio-a-cada-duas-horas-uma-mulher-e-morta-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2021\/04\/29\/feminicidio-a-cada-duas-horas-uma-mulher-e-morta-no-brasil","title":{"rendered":"Feminic\u00eddio: A cada duas horas uma mulher \u00e9 morta no Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Por mais que sejam realizadas campanhas de intensifica\u00e7\u00e3o contra a pr\u00e1tica do feminic\u00eddio (persegui\u00e7\u00e3o e morte intencional de pessoas do sexo feminino, definida como um\u00a0crime no Brasil), em m\u00e9dia a cada duas horas uma mulher \u00e9 morta no pa\u00eds. Essas ocorr\u00eancias se espalham por diversos estados e cidades. No \u00faltimo domingo, uma mulher sofreu tentativa de homic\u00eddio, em S\u00e3o Jos\u00e9 do Egito, localizado no Sert\u00e3o de Pernambuco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A v\u00edtima, que foi socorrida por uma testemunha, sofreu golpes de facadas, pelo pr\u00f3prio namorado. Ela acionou a GT da opera\u00e7\u00e3o conviv\u00eancia para atender a ocorr\u00eancia e foi conduzida para o Departamento de Policia da cidade para realizar o B.O (boletim de ocorr\u00eancia). A equipe policial realizou uma busca para tentar encontrar o acusado, que fugiu do local, mas n\u00e3o houve sucesso.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Relato de caso de viol\u00eancia dom\u00e9stica\u00a0 <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Juazeiro, no norte da Bahia, tamb\u00e9m h\u00e1 casos de mulheres que s\u00e3o agredidas por seus companheiros, seja essa agress\u00e3o f\u00edsica ou psicol\u00f3gica. \u201cMaria Aparecida, de 32 anos,\u201d (nome fict\u00edcio, porque a v\u00edtima n\u00e3o quis se identificar com o nome do registro de nascimento), moradora do bairro Itaberaba, conta que viveu em uma rela\u00e7\u00e3o abusiva, entre idas e voltas, por 13 anos e que nunca teve paz durante o per\u00edodo que conviveu com o agressor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cNo come\u00e7o ele era uma pessoa muito boa comigo, o problema era o ci\u00fame. Depois do nosso primeiro filho a gente se separou. Me envolvi com outra pessoa, n\u00e3o deu certo. Voltei pra ele. Dei uma segunda chance, mas ele n\u00e3o gostava do meu filho porque n\u00e3o era filho dele e come\u00e7avam\u00a0 as brigas, as discuss\u00f5es. A gente se separa e ficava indo e voltando. Nessas idas e voltas tive mais dois filhos com ele e\u00a0 na nossa \u00faltima separa\u00e7\u00e3o foi onde veio as agress\u00f5es f\u00edsicas\u201d, diz Aparecida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria relata que o ex-companheiro n\u00e3o aceitava a separa\u00e7\u00e3o. Um dia ela foi para uma missa e quando chegou\u00a0 em\u00a0 sua casa, ele tinha queimado todas as suas roupas e a amea\u00e7ou de morte. Ent\u00e3o, ela foi dormir na casa de uma tia. \u201cpassei \u00e0 noite com meus filhos e ele dizendo que iria me matar, que daquela noite eu n\u00e3o passava. Quando o dia amanheceu, acordei com ele puxando meus cabelos e com uma faca nas minhas costas. Meu filho acordou e come\u00e7ou a gritar desesperado e ele saiu correndo. Passei duas semanas em estado de choque\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Depois da agress\u00e3o f\u00edsica, Aparecida prestou queixa na Delegacia da Mulher e ele foi intimado. Ela recebeu medidas protetivas, porque ele ainda continuou amea\u00e7ando-a de morte. \u201cEle se afastou, mas depois de um m\u00eas voltou a me amea\u00e7ar, dizer que ira me matar, que n\u00e3o aceitava a separa\u00e7\u00e3o. Liguei para pol\u00edcia, ele foi preso por dois dias, a fam\u00edlia pagou um \u00a0advogado e ele saiu\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Maria est\u00e1 separada do agressor h\u00e1 dois anos. Ela finaliza o relato com um resumo de como se sentia durante a conviv\u00eancia com o ex-companheiro e fala do trauma que ainda carrega por causa da rela\u00e7\u00e3o abusiva que viveu. \u201cEu n\u00e3o tinha paz, n\u00e3o sabia o que era sossego com ele infernizando a minha vida. Mas at\u00e9 hoje vivo assustada, tenho medo que ele me mate. O meu filho, que n\u00e3o \u00e9 filho dele, tamb\u00e9m tem medo. Todos sofremos, finaliza Maria\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Leis Maria da Penha<\/strong><strong>\/ Feminic\u00eddio <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Lei n\u00ba. 11.340\/06, conhecida como \u201cLei Maria da Penha\u201d assegura-se de um conjunto de elementos que tem como objetivo controlar e prevenir a viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar cometida contra a mulher. De acordo com a lei, caracteriza viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar contra a mulher qualquer a\u00e7\u00e3o ou omiss\u00e3o baseada no g\u00eanero que lhe cause morte, les\u00e3o, sofrimento f\u00edsico, sexual ou psicol\u00f3gico e dano moral ou patrimonial.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo a lei, a viol\u00eancia pode ser praticada, na unidade dom\u00e9stica, no conv\u00edvio familiar, em qualquer rela\u00e7\u00e3o \u00edntima de afeto, na qual o agressor conviva ou tenha convivido com a v\u00edtima, independentemente de tempo de conviv\u00eancia. Al\u00e9m da viol\u00eancia f\u00edsica, definida como qualquer atitude que ofenda sua integridade ou sa\u00fade corporal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 a Lei 13.104\/15 caracteriza o feminic\u00eddio como uma nova modalidade de homic\u00eddio qualificado, quando o assassinato de mulheres por raz\u00f5es da condi\u00e7\u00e3o do sexo feminino, envolve viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar, menosprezo ou discrimina\u00e7\u00e3o \u00e0 condi\u00e7\u00e3o de mulher. Ainda De acordo com a lei a pena do feminic\u00eddio \u00e9 aumentada de 1\/3 (um ter\u00e7o) at\u00e9 a metade se o crime for praticado durante o per\u00edodo gestacional ou nos tr\u00eas meses, ap\u00f3s o parto. Tamb\u00e9m contra pessoas menores de 14 anos, maior de 60 anos ou com defici\u00eancia, na presen\u00e7a de descendente ou de ascendente da v\u00edtima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Juazeiro, os casos de viol\u00eancia contra \u00e0 mulher podem ser denunciados na Delegacia Especializada no Atendimento \u00e0 Mulher- DEAM, criada em 2006, no mesmo ano da implanta\u00e7\u00e3o da Lei Maria da Penha, com objetivo de prevenir e combater a viol\u00eancia domestica, no munic\u00edpio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Advogada fala das caracter\u00edsticas do relacionamento abusivo <\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil ocupa o 5\u00ba lugar no ranking de feminic\u00eddio, de acordo com a ONU Mulheres. Segundo a advogada, K\u00eania Lima, no Brasil tr\u00eas a cada cinco mulheres s\u00e3o v\u00edtimas de relacionamentos abusivos, na maioria dos casos, as viol\u00eancias silenciosas predominam. Esse tipo de viol\u00eancia n\u00e3o deixam marcas vis\u00edveis, mas aprisionam milhares de mulheres diariamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTodos os dias temos not\u00edcia de algu\u00e9m que vive ou que viveu abusos, esse tipo de relacionamento chega de uma forma s\u00fatil, inicialmente parece at\u00e9 uma forma de \u201ccuidado\u201d que prende a v\u00edtima at\u00e9 que se torne quase imposs\u00edvel se libertar\u201d. O abusador vai afastando a v\u00edtima das pessoas do seu conv\u00edvio habitual, amigos, parentes, e manipula de uma forma ardilosa fazendo com que a v\u00edtima se sinta culpada por tudo que acontece dentro do relacionamento\u201d, esclarece a advogada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cSe voc\u00ea vive um relacionamento que te aprisiona, que n\u00e3o permite que voc\u00ea seja quem voc\u00ea \u00e9, se, de alguma forma voc\u00ea tem sido silenciada, voc\u00ea pode estar sofrendo abusos e por mais dif\u00edcil que pare\u00e7a voc\u00ea precisa se libertar, e o primeiro passo \u00e9 falar, procurar ajuda. N\u00e3o se cale, n\u00e3o se sinta envergonhada, o problema n\u00e3o est\u00e1 na v\u00edtima\u201d ressalta K\u00e9nia Lima.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Estat\u00edstica, no Brasil, Bahia e Juazeiro-BA<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em uma mat\u00e9ria publicada, recentemente, pela revista veja, <a href=\"https:\/\/veja.abril.com.br\/brasil\/dormindo-com-o-inimigo-a-violencia-psicologica-contra-mulheres\/\">https:\/\/veja.abril.com.br\/brasil\/dormindo-com-o-inimigo-a-violencia-psicologica-contra-mulheres\/<\/a> o Brasil registra mais de 240.000 den\u00fancias de abuso desse tipo, realizadas por mulheres que decidiram n\u00e3o aceitar \u00e0 pr\u00e1tica de humilha\u00e7\u00f5es dos seus parceiros.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na Bahia, segundo mat\u00e9ria publicada, pelo blog de Edenevaldo Alves, com base em dados obtidos pelo Minist\u00e9rio P\u00fablico, as den\u00fancias de feminic\u00eddio, em 2020, chegaram a cerca de 70. J\u00e1 em Juazeiro (BA) foram registrados tr\u00eas casos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por Elinete Carvalho, jornalista<\/p>\n\n\n<p><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Por mais que sejam realizadas campanhas de intensifica\u00e7\u00e3o contra a pr\u00e1tica do feminic\u00eddio (persegui\u00e7\u00e3o e morte intencional de pessoas do sexo feminino, definida como um\u00a0crime no Brasil), em m\u00e9dia a cada duas horas uma mulher \u00e9 morta no pa\u00eds. Essas ocorr\u00eancias se espalham por diversos estados e cidades. 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