{"id":23061,"date":"2021-05-10T11:41:30","date_gmt":"2021-05-10T14:41:30","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=23061"},"modified":"2021-05-10T11:41:33","modified_gmt":"2021-05-10T14:41:33","slug":"estudantes-da-rede-estadual-de-juazeiro-relatam-atraves-da-poesia-os-sentimentos-durante-a-pandemia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2021\/05\/10\/estudantes-da-rede-estadual-de-juazeiro-relatam-atraves-da-poesia-os-sentimentos-durante-a-pandemia","title":{"rendered":"Estudantes da rede estadual de Juazeiro relatam atrav\u00e9s da poesia os sentimentos durante a pandemia"},"content":{"rendered":"\n<p>Com temas delicados que permeiam suas mentes na pandemia, como isolamento, tens\u00e3o, dor, inseguran\u00e7a e medo, um grupo de estudantes encontrou uma v\u00e1lvula de escape e publicou um livro maduro, denso, forte e repleto de poesia. Com pitadas de influ\u00eancia dos poetas Lord Byron, Charles Baudelaire, \u00c1lvares de Azevedo e Carlos Drummond de Andrade, a obra \u201cProdutos da (in) exist\u00eancia\u201d, organizada pelo professor Amarildo Malvezzi, re\u00fane poemas, cartas e relatos do cotidiano de 15 estudantes membros do clube de Leitura do Col\u00e9gio Modelo Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, em Juazeiro.<\/p>\n\n\n\n<p>Acesse o livro aqui em: <a href=\"https:\/\/bit.ly\/3tjLZ1H\" target=\"_blank\" rel=\"noreferrer noopener\">https:\/\/bit.ly\/3tjLZ1H<\/a><\/p>\n\n\n\n<p>A obra, publicada pela Editora Oxente, possui 142 p\u00e1ginas e est\u00e1 dispon\u00edvel, gratuitamente, como e-Book ou em vers\u00e3o impressa. No pref\u00e1cio, o escritor Marcus Vinicius Santana Lima descreve a colet\u00e2nea: \u201cA poesia se revela durante a escuta do corpo. Por ela \u00e9 que se ouve os mares internos, as fissuras das paredes, o tremor dos vulc\u00f5es virgens. \u00c9 como um abalo incontest\u00e1vel ou a vulgariza\u00e7\u00e3o do sagrado. A poesia como vertigem \u00e9 tamb\u00e9m o canto que explode dentro das bocas sedentas de palavras e mist\u00e9rios\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>O organizador da publica\u00e7\u00e3o, Amarildo Malvezzi, diz que os textos versam sobre os diversos dilemas da pandemia, como as tens\u00f5es e as conex\u00f5es entre experi\u00eancias biogr\u00e1ficas e coletivas. \u201cOs textos est\u00e3o entre a f\u00e9 no progresso da humanidade e a descren\u00e7a diante da barb\u00e1rie; entre o isolamento social, ainda que passageiro, e a solid\u00e3o existencial, quase atemporal. A obra \u00e9 um experimento art\u00edstico e um ensaio pol\u00edtico\u201d.<\/p>\n\n\n\n<p>Com ilustra\u00e7\u00f5es de Beatriz Ferreira e Andr\u00e9ia Ferreira, as p\u00e1ginas ganham intensidade com um tra\u00e7o que equilibra influ\u00eancias do Surrealismo e do Expressionismo. Os textos re\u00fanem a express\u00e3o dos estudantes Andr\u00e9ia Ferreira, Beatriz Ferreira, Bruna Barbosa, Bruna Let\u00edcia, Dominique Diaz, \u00c9mille Luana, Gustavo Muniz, Kennedy, Luana milena, Leidy Brunna, Lucas Gabriel, Maria Fernanda, Mayla Dias, N\u00edvia Joanna, Ryu Freitas e Tatyanna Soares. Dividido em cinco eixos &#8211; \u201cLivro da Vida Interior\u201d, \u201cLivro da Vida Coletiva\u201d, \u201cLivro dos Afetos\u201d, Livro da Sobreviv\u00eancia e \u201cAos que Vir\u00e3o Depois de N\u00f3s\u201d -, o livro \u00e9 a express\u00e3o da subjetividade de um processo em que os estudantes escrevem para aprender a lidar com os sentimentos.<\/p>\n\n\n\n<p>Gustavo Muniz, de 18 anos, \u00e9 um dos escritores que usou a arte como um processo terap\u00eautico. \u201cNo final do Ensino Fundamental, estava passando por alguns problemas e a escrita me ajudou bastante. Falei sobre os temas que estavam pertinentes dentro de mim, sejam a raiva, a tristeza, a indigna\u00e7\u00e3o e o medo. Muitos de n\u00f3s usamos o livro n\u00e3o s\u00f3 como um projeto, mas tamb\u00e9m como uma forma de sobreviver a este momento. O nosso livro \u00e9 resist\u00eancia&#8220;, revela o escritor.<\/p>\n\n\n\n<p>Bruna Barbosa, 17 anos, relata que escreveu sobre os seus sentimentos em busca da leitura acolhedora de outras pessoas que estivessem permeadas pelas mesmas sensa\u00e7\u00f5es. &#8220;Escrevi sobre como foi preciso me reinventar para n\u00e3o deixar ser consumida por tantas not\u00edcias e pensamentos ruins. Escrevi sobre como era angustiante, al\u00e9m de lidar com toda a trag\u00e9dia do mundo, ter que lidar com o caos interno, sem poder ter para onde ir, sem poder &#8220;fugir&#8221;. Escrever foi o meu escape&#8221;<\/p>\n\n\n\n<p>Beatriz Ferreira, que al\u00e9m de ilustrar, escreve poesias, disse que a inspira\u00e7\u00e3o vem de forma aleat\u00f3ria, quando vivencia algo triste ou interessante. \u201cO livro \u00e9 voltado \u00e0s dores que a pandemia trouxe e tamb\u00e9m as que j\u00e1 existiam. \u00c9 o resultado de todo o ac\u00famulo, que refletiu nas minhas poesias. Mas, al\u00e9m disso, eu pensei em trazer conforto para outras pessoas, dando a entender que ningu\u00e9m est\u00e1 sozinho nessa. Ent\u00e3o, al\u00e9m de refletir a tristeza, espero que reflita semelhan\u00e7a\u201d.<br>(PEDRO MORAES- SEC)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Com temas delicados que permeiam suas mentes na pandemia, como isolamento, tens\u00e3o, dor, inseguran\u00e7a e medo, um grupo de estudantes encontrou uma v\u00e1lvula de escape e publicou um livro maduro, denso, forte e repleto de poesia. 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