{"id":24995,"date":"2021-06-27T13:08:00","date_gmt":"2021-06-27T16:08:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=24995"},"modified":"2021-06-27T10:22:01","modified_gmt":"2021-06-27T13:22:01","slug":"isolamento-prolongado-na-pandemia-deixa-impactos-na-saude-dos-idosos","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2021\/06\/27\/isolamento-prolongado-na-pandemia-deixa-impactos-na-saude-dos-idosos","title":{"rendered":"Isolamento prolongado na pandemia deixa impactos na sa\u00fade dos idosos"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">At\u00e9 mar\u00e7o de 2020, ent\u00e3o no auge dos 89 anos, a professora aposentada Aur\u00e9lia Godoy levava uma vida ativa do jeito que sempre gostou de aproveitar.<\/p>\n<p>\u201cVaidosa, unhas feitas, l\u00facida, altamente bem-humorada e simp\u00e1tica. Era uma pessoa que dependia de acompanhante [por dificuldade de locomo\u00e7\u00e3o e defici\u00eancia visual], mas decidia tudo. Ela mesma se penteava, passava batom, escolhia os brincos e a cor do esmalte, fazia a pr\u00f3pria higiene\u201d, conta a filha dela, a jornalista La\u00eds Godoy, 60.<\/p>\n<p>Entre as atividades cotidianas, assistir a duas missas por semana, tomar caf\u00e9 no shopping e encontrar a fam\u00edlia nos feriados, s\u00e1bados e domingos, al\u00e9m da cl\u00ednica de fisioterapia de segunda a sexta-feira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Toda essa vida ficou para tr\u00e1s quando veio o coronav\u00edrus. Jantares, almo\u00e7os, caf\u00e9s, missas, passeios no shopping, fisioterapia, at\u00e9 as visitas da manicure\u2026 Tudo foi suspenso por tempo indeterminado enquanto o mundo se fechava na periculosidade de um futuro incerto &#8211; e que se revelaria ainda mais inst\u00e1vel para os idosos, um dos primeiros grupos identificados como aqueles mais propensos a desenvolver a forma grave e fatal da Covid-19.<\/p>\n<p>Hoje nonagen\u00e1ria e vacinada com as duas doses, Aur\u00e9lia n\u00e3o contraiu a doen\u00e7a, mas teve a sa\u00fade mental bastante comprometida pela quarentena. Foram algumas semanas isolada, na companhia apenas das cuidadoras, e, para diminuir a solid\u00e3o, voltaram os almo\u00e7os em casa, somente com a filha, o genro e a neta, nos fins de semana.<\/p>\n<p>Mas, em julho, quatro meses ap\u00f3s a chegada da pandemia, La\u00eds come\u00e7ou a notar mudan\u00e7as de comportamento. \u201cEla estava tendo del\u00edrios, e sempre ruins: que a neta tinha sido sequestrada ou que ela mesma ia ser presa. E a gente n\u00e3o sabia direito como agir\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>\u00a0\u201cV\u00edtima indireta da pandemia\u201d<\/strong><br \/>\nAo procurar ajuda com uma psiquiatra, a fam\u00edlia de Aur\u00e9lia foi aconselhada a administrar a situa\u00e7\u00e3o enquanto durasse a pandemia &#8211; que, na \u00e9poca, se imaginava que n\u00e3o fosse se prolongar tanto &#8211; e, inicialmente, n\u00e3o foi prescrita uma medica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Para contornar o peso do isolamento, La\u00eds passou a lev\u00e1-la de carro, quando tinha tempo livre, passando por lugares como a Cidade Alta de Olinda e a orla de Boa Viagem, sem descer do ve\u00edculo. Mas, mesmo com as sa\u00eddas e visitas mais frequentes, os del\u00edrios persistiram, combinados com as oscila\u00e7\u00f5es de humor. E os passeios viraram um fator de estresse.<\/p>\n<p>\u201cEu a tirava de casa para ver se saciava um pouco essa vontade de ir para o mundo, s\u00f3 que ela come\u00e7ou a dar alguns problemas a ponto de se desestabilizar na rua\u201d, recorda La\u00eds, que, diante das confus\u00f5es mentais, foi orientada a n\u00e3o contradizer a m\u00e3e.<\/p>\n<p>\u201cN\u00f3s procuramos ajuda especializada, porque a fam\u00edlia tem alguns casos de Alzheimer, mas, depois de um batalh\u00e3o de exames, o diagn\u00f3stico foi del\u00edrio senil, e ela precisava ser medicada porque os del\u00edrios estavam cada vez piores\u201d, relata. Al\u00e9m do problema ps\u00edquico e emocional, no fim do ano, veio a perda da vis\u00e3o por um glaucoma tardio e a artrose avan\u00e7ada, prejudicada pelo per\u00edodo fora da fisioterapia, se agravou.<\/p>\n<p>Desde janeiro, as sess\u00f5es na cl\u00ednica foram retomadas tr\u00eas vezes por semana, e a medica\u00e7\u00e3o come\u00e7ou a surtir efeito. \u201cIr \u00e0 cl\u00ednica era terap\u00eautico, porque l\u00e1 tinha amigos, era um passeio, ela levava bolo e dava presente para todo mundo. Mas agora, quando a cl\u00ednica reabriu, ela j\u00e1 n\u00e3o conseguia mais. E a\u00ed a gente tirou e agora tem uma fisioterapeuta em casa, dois dias na semana\u201d, conta La\u00eds.<\/p>\n<p>Hoje Aur\u00e9lia tem uma mobilidade um pouco melhor e o emocional est\u00e1 mais equilibrado, sem aqueles del\u00edrios, embora ainda tenha um grau de dem\u00eancia senil, que \u00e9 comum na idade, mas se agudizou na quarentena.<\/p>\n<p>\u201cMinha m\u00e3e foi uma v\u00edtima indireta da pandemia. Ficou deprimida, chorou, coisa que ela nunca fazia porque vivia gargalhando por tudo. Eu tento devolver a vida a ela, mas tudo aconteceu de forma abrupta\u201d, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Entre os alvos principais do coronav\u00edrus<\/strong><br \/>\nEm meio ao quadro de incerteza extrema que dominou o mundo logo no in\u00edcio da pandemia, ainda antes de ela chegar ao Brasil, j\u00e1 chamava aten\u00e7\u00e3o a alta incid\u00eancia de mortes e casos graves entre os idosos em compara\u00e7\u00e3o com o p\u00fablico de outras idades.<\/p>\n<p>No Pa\u00eds, durante todo o ano de 2020, as faixas et\u00e1rias acima dos 60 anos correspondiam, em m\u00e9dia, a quase 80% das mortes registradas. Esse cen\u00e1rio vem mudando gradativamente desde janeiro, com a vacina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Um dos primeiros p\u00fablicos-alvo da campanha, os idosos apresentam, em Pernambuco, segundo a Secretaria Estadual de Sa\u00fade (SES-PE), uma taxa de cobertura vacinal de 98,2%, apenas na primeira dose, e de 59,5%, na segunda.<\/p>\n<p>O avan\u00e7o na imuniza\u00e7\u00e3o desse grupo em todo o Pa\u00eds j\u00e1 traz resultados, com a redu\u00e7\u00e3o nos n\u00fameros de casos, mortes e internamentos, por\u00e9m, como a taxa de prote\u00e7\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o em geral ainda est\u00e1 muito longe da meta m\u00ednima de 70%, os riscos de cont\u00e1gio permanecem e os cuidados &#8211; uso de m\u00e1scara, higiene das m\u00e3os e distanciamento social &#8211; precisam ser mantidos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">N\u00e3o \u00e9 uma equa\u00e7\u00e3o f\u00e1cil. Por um lado, o isolamento \u00e9 necess\u00e1rio \u00e0 preven\u00e7\u00e3o da Covid-19; por outro, alimenta o estresse e a ansiedade, podendo gerar ou agravar novos problemas de sa\u00fade. Se lidar com a pandemia j\u00e1 \u00e9 dif\u00edcil para quem tem o corpo jovem e saud\u00e1vel, para quem est\u00e1 na maturidade, a inseguran\u00e7a \u00e9 ainda maior.<\/p>\n<p>Um estudo realizado com mais de 9 mil idosos, no ano passado, pela Funda\u00e7\u00e3o Oswaldo Cruz (Fiocruz), em parceria com as universidades Federal de Minas Gerais (UFMG) e Estadual de Campinas (Unicamp), mostrou que 58% deles tinham alguma doen\u00e7a cr\u00f4nica n\u00e3o transmiss\u00edvel (DCNT) de risco para a Covid-19, como hipertens\u00e3o e diabetes,\u00a0e 47,1% relataram o sentimento de solid\u00e3o, o que pode trazer um efeito negativo sobre a sa\u00fade em geral dessas pessoas.<\/p>\n<p>De acordo com outro estudo, da Universidade de Chicago, nos Estados Unidos, a sensa\u00e7\u00e3o de solitude extrema \u00e9 capaz de aumentar em 14% as chances de um idoso morrer de forma mais prematura.<\/p>\n<p>\u201cA Covid e as consequ\u00eancias da pandemia afetaram os quatro pilares do envelhecimento ativo: sa\u00fade, seguran\u00e7a, participa\u00e7\u00e3o social e aprendizado continuado\u201d, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Geriatria e Gerontologia Sec\u00e7\u00e3o Pernambuco (SBGG-PE), S\u00e9rgio Falc\u00e3o Dur\u00e3o, citando um conceito definido pela Organiza\u00e7\u00e3o Mundial de Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>\u201cOs idosos passaram a ficar isolados, muitas vezes sem o suporte social que tinham ou, nesse tempo inteiro, sem uma consulta m\u00e9dica, at\u00e9 por falta de acesso \u00e0 telemedicina. Os que tinham necessidade de reabilita\u00e7\u00e3o interromperam terapias, e exames de rotina foram adiados, acarretando diagn\u00f3sticos tardios, fora os impactos na sa\u00fade mental\u201d, descreve o geriatra.<\/p>\n<p><strong>A vida n\u00e3o para na terceira idade<\/strong><br \/>\nOutro fator fundamental para a qualidade de vida da pessoa idosa, e que foi reduzido na pandemia, \u00e9 a participa\u00e7\u00e3o social, ou seja, sentir-se parte importante da vida cotidiana de familiares, de amigos e da sociedade no geral.<\/p>\n<p>E nisso \u00e9 importante que se tenha acesso \u00e0 tecnologia, o que est\u00e1 relacionado ao quarto pilar citado pelo m\u00e9dico S\u00e9rgio Dur\u00e3o: o aprendizado continuado. \u201cQuem n\u00e3o tinha habilidade com a internet e trabalhava presencialmente teve uma rotina abrupta na rotina e na din\u00e2mica cognitiva, isso em v\u00e1rias profiss\u00f5es\u201d, diz o especialista.<\/p>\n<p>Por isso, o presidente da SBGG-PE defende que os idosos vacinados, principalmente aqueles que tomaram as duas doses, podem retomar algumas atividades suspensas desde o in\u00edcio da pandemia, mas sempre seguindo os protocolos de preven\u00e7\u00e3o \u00e0 Covid-19.<\/p>\n<p>\u201cVoltar \u00e0 pr\u00e1tica de atividade f\u00edsica j\u00e1 \u00e9 seguro em espa\u00e7os ao livre, usando m\u00e1scara e tomando cuidado com a higiene. Quando voc\u00ea adota um comportamento saud\u00e1vel, tende a se alimentar e dormir melhor, e isso come\u00e7a a mexer em princ\u00edpios da sa\u00fade que v\u00e3o influenciar a imunidade. A volta do movimento \u00e9 muito importante \u201d, afirma.<\/p>\n<p>Doutorando em Psicologia Cl\u00ednica na Universidade Cat\u00f3lica de Pernambuco (Unicap), com pesquisas voltadas para o p\u00fablico idoso, o psic\u00f3logo Gabriel Medeiros, que \u00e9 membro do Conselho Regional de Psicologia (CRP-PE), observa que a pr\u00f3pria classifica\u00e7\u00e3o como grupo de risco e a vis\u00e3o social sobre a velhice como \u201calgo que perdeu a utilidade\u201d podem agravar<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEssas cren\u00e7as s\u00e3o refor\u00e7adas a partir do momento em que esse idoso precisa ficar distante dos filhos e netos. Dois anos na vida de uma crian\u00e7a mudam muita coisa, e o idoso n\u00e3o estar por perto acompanhando pode causar muito sofrimento. E, al\u00e9m disso, as perdas de amigos da mesma faixa et\u00e1ria e, at\u00e9, mais jovens\u201d, analisa. \u201cE o c\u00e9rebro do idoso de hoje n\u00e3o est\u00e1 preparado para essa carga de not\u00edcias e velocidade de informa\u00e7\u00f5es porque ele n\u00e3o se desenvolveu nesta gera\u00e7\u00e3o hiperconectada\u201d.<\/p>\n<p>Para reduzir esses impactos e proporcionar uma rotina saud\u00e1vel na pandemia, \u00e9 necess\u00e1rio que o idoso seja estimulado a manter uma vida mais ativa &#8211; e, mais uma vez, a tecnologia pode ajudar, como \u00e9 o caso de Aur\u00e9lia, que, com a ajuda de quem est\u00e1 por perto, consegue usar o celular para falar com a segunda filha, que mora na It\u00e1lia h\u00e1 quase 30 anos e n\u00e3o vem ao Brasil desde o come\u00e7o da pandemia.<\/p>\n<p>\u201cO fato de ter acesso a um smartphone pode trazer ganhos fant\u00e1sticos. \u00c9 uma oportunidade tanto de se sentir mais perto das outras pessoas como tamb\u00e9m de adquirir essas habilidades no uso das ferramentas\u201d, comenta o psic\u00f3logo Gabriel Medeiros. \u201cTalvez s\u00f3 falte um pouquinho de paci\u00eancia por parte dos parentes mais jovens de dar aquela instru\u00e7\u00e3o e ajudar o idoso a ir acertando at\u00e9 por si mesmo. H\u00e1 essa cren\u00e7a de que o idoso \u00e9 lento, mas isso, cientificamente, caiu por terra. O idoso \u00e9 extremamente capaz de aprender novas habilidades\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Por uma vida com mais seguran\u00e7a<\/strong><br \/>\nUm dos pilares do envelhecimento ativo, a seguran\u00e7a dos idosos tamb\u00e9m foi prejudicada durante a pandemia. Dados divulgados pelo Centro Integrado de Aten\u00e7\u00e3o e Preven\u00e7\u00e3o \u00e0 Viol\u00eancia contra a Pessoa Idosa (CIAPPI), ligado \u00e0 Secretaria Estadual de Justi\u00e7a e Direitos Humanos, revelam que, desde janeiro, j\u00e1 foram identificados 1.443 atos de viol\u00eancia contra esse p\u00fablico a partir de 559 den\u00fancias. Em menos de seis meses, os n\u00fameros j\u00e1 s\u00e3o quase 70% do total de registros feitos em todo o ano de 2020.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo o secret\u00e1rio de Justi\u00e7a e Direitos Humanos, Pedro Eurico, as viola\u00e7\u00f5es mais comuns s\u00e3o a neglig\u00eancia e os crimes financeiros.<\/p>\n<p>\u201cMais de 90% dos casos acontecem dentro do pr\u00f3prio n\u00facleo familiar. N\u00f3s temos tamb\u00e9m a viol\u00eancia psicol\u00f3gica, que s\u00e3o as amea\u00e7as e os constrangimentos, e o abandono, quando se deixa o idoso trancafiado num quarto sem nenhuma assist\u00eancia\u201d, detalha. \u201cNa viola\u00e7\u00e3o financeira, os parentes tomam o cart\u00e3o do idoso e saquem o dinheiro da pens\u00e3o ou da aposentadoria ou fazem empr\u00e9stimos com taxas de juros elevadas\u201d.<\/p>\n<p>Ainda de acordo com o gestor, esses atos ocorrem em todas as faixas de renda. \u201cEm todos estratos sociais, acontecem, inclusive, com viol\u00eancia f\u00edsica\u201d, conta Pedro Eurico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Folha de Pernambuco<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>At\u00e9 mar\u00e7o de 2020, ent\u00e3o no auge dos 89 anos, a professora aposentada Aur\u00e9lia Godoy levava uma vida ativa do jeito que sempre gostou de aproveitar. \u201cVaidosa, unhas feitas, l\u00facida, altamente bem-humorada e simp\u00e1tica. 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