{"id":25403,"date":"2021-07-07T11:44:00","date_gmt":"2021-07-07T14:44:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=25403"},"modified":"2021-07-07T09:04:59","modified_gmt":"2021-07-07T12:04:59","slug":"construcao-de-usina-poe-em-risco-mais-de-900-ararinhas-azuis-ameacadas-de-extincao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2021\/07\/07\/construcao-de-usina-poe-em-risco-mais-de-900-ararinhas-azuis-ameacadas-de-extincao","title":{"rendered":"Constru\u00e7\u00e3o de usina p\u00f5e em risco mais de 900 ararinhas azuis amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Uma peti\u00e7\u00e3o online que j\u00e1 re\u00fane mais de 46 mil assinaturas no Brasil, Fran\u00e7a e Estados Unidos quer impedir a constru\u00e7\u00e3o de um complexo e\u00f3lico em Canudos, na regi\u00e3o da caatinga baiana, a 400 km de Salvador. O argumento \u00e9 que o empreendimento, liderado pela multinacional francesa Voltalia, pode colocar em risco a vida das cerca de 900\u00a0araras-azuis-de-lear que habitam a regi\u00e3o. A esp\u00e9cie est\u00e1 em perigo de extin\u00e7\u00e3o e \u00e9 end\u00eamica da caatinga brasileira, ou seja, n\u00e3o \u00e9 encontrada em outros locais do pa\u00eds e nem do mundo. No Brasil, existem apenas\u00a01.800 ind\u00edviduos\u00a0dessa esp\u00e9cie.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o onde o complexo ser\u00e1 constru\u00eddo engloba a Esta\u00e7\u00e3o Biol\u00f3gica de Canudos,\u00a0\u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o da arara-azul-de-lear institu\u00edda pela Funda\u00e7\u00e3o Biodiversitas, que se dedica \u00e0 conserva\u00e7\u00e3o de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o\u00a0h\u00e1 cerca de 30 anos. No projeto, est\u00e1 prevista a instala\u00e7\u00e3o de 81 turbinas e\u00f3licas, divididas em duas fases. O complexo deve ter, ainda, uma rede de transmiss\u00e3o de energia de 50 km, adentrando o munic\u00edpio de Jeremoabo, que vender\u00e1 toda a eletricidade produzida no local \u00e0 Companhia Energ\u00e9tica de Minas Gerais (Cemig).\u00a0<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"minhabahia_300x250_01\" data-google-query-id=\"CL7cs-Ll0PECFd84uQYduWcL5Q\">\n<div id=\"google_ads_iframe_\/44585206\/c24h_minhabahia_300x250_01_0__container__\"><span style=\"font-size: inherit;\">O abaixo-assinado foi criado na plataforma Change.org no dia 5 de junho. A criadora, N\u00e1thaly Marcon, de 18 anos, \u00e9 ativista da causa animal, defensora das araras-azuis e estudante de auxiliar de veterin\u00e1ria. \u201cEu me deparei com a not\u00edcia do complexo e\u00f3lico e fiquei indignada. Eu fui me aprofundar no assunto e vi que, de fato, a constru\u00e7\u00e3o poderia representar um perigo enorme para as araras e ent\u00e3o decidi criar o abaixo-assinado\u201d, explica. N\u00e1thaly ainda coloca a sua principal preocupa\u00e7\u00e3o: \u201cNo local, vem sendo feito um trabalho de conserva\u00e7\u00e3o que vem conseguindo alcan\u00e7ar o crescimento da esp\u00e9cie e, com esse complexo, todo esse esfor\u00e7o pode ir por \u00e1gua abaixo\u201d, acrescenta. <\/span><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<div><span style=\"font-size: inherit;\">Como al\u00e9m de voar em pares, essas aves tamb\u00e9m se locomovem em bandos, caso colidam com as turbinas, muitas podem morrer, levando, em pouco tempo, \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o de sua popula\u00e7\u00e3o. \u201cElas sempre voam em pares ou em bando, saindo por volta de 5h30 da manh\u00e3, em revoada em dire\u00e7\u00e3o \u00e0s \u00e1reas de alimenta\u00e7\u00e3o. No final da tarde e in\u00edcio da noite, elas retornam \u00e0s suas casas para dormir. O complexo e\u00f3lico est\u00e1 no meio desse percurso e \u00e9 a\u00ed que est\u00e1 o risco de colis\u00e3o com as turbinas e, consequentemente, a morte desses indiv\u00edduos\u201d, explica Gl\u00e1ucia Drummond, bi\u00f3loga e superintendente geral da Funda\u00e7\u00e3o Biodiversitas, institui\u00e7\u00e3o coautora da peti\u00e7\u00e3o.<\/span><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Gl\u00e1ucia explica que \u00e9 importante que o pa\u00eds substitua energia proveniente de combust\u00edveis f\u00f3sseis por matrizes mais sustent\u00e1veis, como a solar e a e\u00f3lica, mas que esse movimento n\u00e3o pode ser feito colocando em risco a vida de animais. \u201cA energia e\u00f3lica \u00e9 uma matriz sustent\u00e1vel e a Biodiversitas \u00e9 a favor disso,mas n\u00f3s ficamos preocupados porque a \u00e1rea de constru\u00e7\u00e3o fica exatamente na rota que a esp\u00e9cie utiliza e as usinas e\u00f3licas trazem muitos preju\u00edzos para os animais voadores. No Brasil, a gente n\u00e3o tem tradi\u00e7\u00e3o de monitoramento desse impacto, mas, em pa\u00edses que fazem esse monitoramento, os n\u00fameros de mortalidade provocada por acidente nas usinas s\u00e3o muito altos\u201d, destaca.\u00a0<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558981264142-0\"><span style=\"font-size: inherit;\">A bi\u00f3loga e superintendente da Funda\u00e7\u00e3o Biodiversitas ressalta a import\u00e2ncia da esp\u00e9cie arara-azul-de-lear e a necessidade de preserv\u00e1-la. \u201c\u00c9 uma esp\u00e9cie considerada em perigo de extin\u00e7\u00e3o pela Uni\u00e3o Internacional para Conserva\u00e7\u00e3o da Natureza (IUCN), eleita uma das sete maravilhas da natureza e \u00e9 end\u00eamica da Caatinga baiana, ou seja, \u00e9 um patrim\u00f4nio nacional. Precisamos ter orgulho das nossas esp\u00e9cies e proteg\u00ea-las. N\u00e3o podemos deixar uma empresa internacional gerar energia com os nossos recursos e amea\u00e7ar uma esp\u00e9cie que \u00e9 nossa, ainda mais descumprindo a lei\u201d, argumenta Gl\u00e1ucia.\u00a0<\/span><\/div>\n<div>\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Diverg\u00eancias<\/strong><\/p>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558981401166-0\">\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Segundo a Biodiversitas, um dos pontos que mais chama a aten\u00e7\u00e3o sobre o empreendimento \u00e9 que a Voltalia n\u00e3o precisou apresentar para o Instituto Do Meio Ambiente E Recursos H\u00eddricos (Inema) um licenciamento ambiental completo para obter a permiss\u00e3o para a obra. Uma resolu\u00e7\u00e3o do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece a exig\u00eancia de Estudo de Impacto Ambiental completo e Relat\u00f3rio de Impacto Ambiental (EIA\/Rima), al\u00e9m de audi\u00eancias p\u00fablicas, para plantas e\u00f3licas que estejam situadas em &#8220;em \u00e1reas de ocorr\u00eancia de esp\u00e9cies amea\u00e7adas de extin\u00e7\u00e3o e endemismo restrito&#8221;.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO que mais nos assusta \u00e9 que a empresa foi dispensada de fazer um estudo completo pr\u00e9vio. O Inema n\u00e3o solicitou o estudo antes de conceder a licen\u00e7a de instala\u00e7\u00e3o. N\u00f3s fizemos um of\u00edcio para o Inema questionando isso, j\u00e1 que existe uma legisla\u00e7\u00e3o no Brasil que \u00e9 muito espec\u00edfica quanto \u00e0 necessidade desses estudos completos em empreendimentos e\u00f3licos onde haja animais de esp\u00e9cie amea\u00e7ada. At\u00e9 agora, n\u00e3o obtivemos nenhum retorno\u201d, aponta Gl\u00e1ucia.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A Funda\u00e7\u00e3o defende que os estudos sejam feitos para que seja poss\u00edvel apontar os impactos da constru\u00e7\u00e3o do complexo e\u00f3lico e que provid\u00eancias sejam tomadas. \u201cO ideal \u00e9 que a empresa mude a localiza\u00e7\u00e3o do complexo, mas a partir dos estudos \u00e9 que vai ser poss\u00edvel definir isso. Se n\u00e3o tiver estudo, o risco \u00e9 muito grande porque o potencial de impacto \u00e9 n\u00edtido. N\u00f3s estamos abertos ao di\u00e1logo, mas n\u00e3o vamos abrir m\u00e3o de insistir para que a legisla\u00e7\u00e3o seja cumprida\u201d, finaliza a bi\u00f3loga.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1558985512674-0\">\u00a0<\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\"><strong>O que diz a empresa?<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A empresa Voltalia Energia do Brasil enviou uma resposta aos assinantes da peti\u00e7\u00e3o afirmando que \u201cpossui todas as licen\u00e7as necess\u00e1rias para a fase atual do parque e\u00f3lico e que j\u00e1 realizou e permanece realizando diversos estudos para avalia\u00e7\u00e3o e monitoramento de potenciais impactos na regi\u00e3o, com propostas de a\u00e7\u00f5es de controle e preserva\u00e7\u00e3o, reafirmando seu compromisso com o meio ambiente\u201d, diz a resposta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A Voltaria acrescenta que est\u00e1 ciente da peti\u00e7\u00e3o e aberta ao di\u00e1logo. Al\u00e9m disso, refor\u00e7a que \u201c\u00e9 produtora de energia limpa, com projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da ONU, e refor\u00e7a o seu respeito \u00e0 biodiversidade e ao Brasil, pa\u00eds onde est\u00e1 presente h\u00e1 mais de 15 anos\u201d.<\/p>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1563386375579-0\"><span style=\"font-size: inherit;\">\u201cComo parte da aprova\u00e7\u00e3o do licenciamento ambiental expedido pelo Inema, a Voltalia est\u00e1 desenvolvendo os Programas de Conserva\u00e7\u00e3o da Arara-azul-de-lear e Conserva\u00e7\u00e3o do Licuri, principal alimento das aves, em parceria com a Qualis Consultoria, que possui os maiores especialistas do Brasil, com vasta experi\u00eancia na esp\u00e9cie da arara azul-de-lear. As premissas dos programas foram baseadas no Plano de A\u00e7\u00e3o Nacional para a Conserva\u00e7\u00e3o das Aves da Caatinga, com orienta\u00e7\u00e3o do ICMbio\/CEMAVE e demais entidades. Os investimentos em a\u00e7\u00f5es socioambientais de preserva\u00e7\u00e3o e conserva\u00e7\u00e3o s\u00e3o planejados para todo o per\u00edodo de vida \u00fatil do projeto e, at\u00e9 o momento, a Voltalia investiu cerca de R$ 2 milh\u00f5es e pretende permanecer investindo durante a opera\u00e7\u00e3o do parque\u201d, coloca.\u00a0<\/span><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">O CORREIO procurou o Inema, o Instituto Chico Mendes de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade (ICMBio), a Secretaria de Meio Ambiente da Bahia e o Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), mas n\u00e3o obteve resposta at\u00e9 a conclus\u00e3o desta reportagem, \u00e1s 23h30 desta ter\u00e7a-feira, 06.\u00a0<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\"><strong>A energia e\u00f3lica na Bahia<\/strong><\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com a Secretaria de Desenvolvimento Econ\u00f4mico do estado (SDE), a\u00a0Bahia se manteve l\u00edder na gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica a partir das fontes e\u00f3lica e solar no pa\u00eds em 2020. Pelo segundo ano consecutivo, o territ\u00f3rio baiano ocupou\u00a0a primeira posi\u00e7\u00e3o do ranking nacional na produ\u00e7\u00e3o em ambas as fontes renov\u00e1veis. De toda a energia gerada no pa\u00eds, 30% vem da Bahia.\u00a0Estima-se que 15\u00a0empregos s\u00e3o gerados por cada megawatt de pot\u00eancia em toda a cadeia produtiva da energia e\u00f3lica. At\u00e9 mar\u00e7o deste ano, a Bahia somava\u00a0185 parques e\u00f3licos e possu\u00eda outros 76 em andamento.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;No ambiente de energias renov\u00e1veis, temos uma coisa chamada fator de capacidade. Isso \u00e9 o quanto voc\u00ea consegue transformar em energia el\u00e9trica, da\u00a0energia presente, seja no sol ou no vento. Ent\u00e3o, no caso de energia e\u00f3lica, a m\u00e9dia mundial \u00e9 de 25%. Na Bahia, a m\u00e9dia fica em torno de 50%. E a gente j\u00e1 teve momentos em que a gente conseguiu fatores de capacidade de 80%&#8221;, ressalta Paulo Guimar\u00e3es, superintendente de Atra\u00e7\u00e3o de Investimentos e Fomento ao Desenvolvimento Econ\u00f4mico, no SDE.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Na fonte e\u00f3lica, o estado gerou 12.590,21 GWh de janeiro a setembro de 2020, segundo o Operador Nacional do Sistema El\u00e9trico (ONS). O inicio das atividades de 17 novos parques neste ano ajudaram na perman\u00eancia do primeiro lugar na produ\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica a partir da fonte dos ventos no Brasil. Os empreendimentos que entraram em funcionamento foram Caititu 2 e 3, Carcar\u00e1, Casa Nova A, Corrupi\u00e3o 3, Serra do Fogo, Serra do Vento e Ventos de S\u00e3o Janu\u00e1rio 01, 03, 04, 05, 06, 13, 14, 20, 21 e 22 localizados em Pinda\u00ed, Casa Nova, Sento S\u00e9 e Campo Formoso, respectivamente. Chegando a um total de 182 parques em opera\u00e7\u00e3o comercial distribu\u00eddos por 20 munic\u00edpios.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Doutor em Energias Renov\u00e1veis e professor dos cursos t\u00e9cnico e superior nesta \u00e1rea no Instituto Federal da Bahia, Durval de Almeida explica que o tamanho do territ\u00f3rio da Bahia a coloca nessa preponder\u00e2ncia em rela\u00e7\u00e3o aos demais estados da regi\u00e3o. Mas n\u00e3o s\u00f3 por isso. A exist\u00eancia de um forte corredor de ventos de baixa altitude que vem de Minas Gerais e atravessa a Bahia faz com que ela tenha um potencial muito acima. Quando projetos de obras sa\u00edrem do papel, o estado pode ser imbat\u00edvel.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>&#8220;Somos um estado com um potencial absurdo, gigantesco. N\u00e3o vejo pa\u00eds no mundo que tenha essa capacidade de gera\u00e7\u00e3o que temos&#8221;<\/strong>, diz.<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, o especialista destaca a gera\u00e7\u00e3o de empregos com a necessidade da diversidade de m\u00e3o de obra no\u00a0setor.\u00a0&#8220;A gera\u00e7\u00e3o de emprego fomentada\u00a0pelos empreendimentos e\u00f3licos come\u00e7am desde a caracteriza\u00e7\u00e3o dos ventos da regi\u00e3o &#8211; gerando emprego para instaladores de torres de medi\u00e7\u00e3o anemom\u00e9trica, coletores de dados anemom\u00e9tricos &#8211;\u00a0passando pelo arrendamento de terras dos produtores agropecu\u00e1rios locais, pela an\u00e1lise de estudos de impactos ambientais, pela obra civil e mec\u00e2nica do parque &#8211; onde \u00e9 gerado a maioria dos empregos com bastante absor\u00e7\u00e3o da m\u00e3o de obra local, pela opera\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o dos parques. Isso traz renda e desenvolvimento para a economia local, regional e nacional&#8221;, explica.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Por: Correio 24 horas<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Uma peti\u00e7\u00e3o online que j\u00e1 re\u00fane mais de 46 mil assinaturas no Brasil, Fran\u00e7a e Estados Unidos quer impedir a constru\u00e7\u00e3o de um complexo e\u00f3lico em Canudos, na regi\u00e3o da caatinga baiana, a 400 km de Salvador. 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