{"id":26676,"date":"2021-08-07T10:35:00","date_gmt":"2021-08-07T13:35:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=26676"},"modified":"2021-08-07T09:26:10","modified_gmt":"2021-08-07T12:26:10","slug":"lei-maria-da-penha-completa-15-anos-e-numeros-ainda-assustam-bahia-ja-teve-mais-de-26-mil-casos-este-ano","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2021\/08\/07\/lei-maria-da-penha-completa-15-anos-e-numeros-ainda-assustam-bahia-ja-teve-mais-de-26-mil-casos-este-ano","title":{"rendered":"Lei Maria da Penha completa 15 anos e n\u00fameros ainda assustam; Bahia j\u00e1 teve mais de 26 mil casos este ano"},"content":{"rendered":"<p>A Lei Maria da Penha, institu\u00edda para garantir prote\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para proteger mulheres v\u00edtimas de agress\u00e3o, completa 15 anos neste s\u00e1bado (7). Contudo, a realidade no Brasil ainda \u00e9 preocupante e os n\u00fameros de mulheres agredidas ou de subnotifica\u00e7\u00f5es continuam crescendo, sobretudo durante a pandemia da Covid-19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um levantamento feito pelo DataFolha indicou que, durante a pandemia, os n\u00fameros de agress\u00f5es dentro de casa aumentaram. A pesquisa aponta que uma em cada quatro mulheres acima de 16 anos afirma ter sofrido algum tipo de viol\u00eancia no \u00faltimo ano no Brasil. Al\u00e9m disso, as mulheres v\u00edtimas de viol\u00eancia est\u00e3o entre as que mais perderam renda e emprego na pandemia. Em 2020, foram 46,7%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo dados da Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica (SSP-BA), de janeiro a maio de 2021, foram registrados 26.262 casos de viol\u00eancia contra a mulher, entre amea\u00e7as (12.343), difama\u00e7\u00e3o (1.689), feminic\u00eddio (37), importuna\u00e7\u00e3o sexual (298), inj\u00faria (4.589), les\u00e3o corporal (5.952), les\u00e3o seguida de morte (3), tentativa de feminic\u00eddio (44), estupro (1.005) e homic\u00eddio (164).<\/p>\n<p>Para a psic\u00f3loga Concei\u00e7\u00e3o Vita, os sinais que podem transparecer que uma mulher est\u00e1 sofrendo agress\u00f5es, seja f\u00edsica, psicol\u00f3gica, moral ou sexual, s\u00e3o sutis e, muitas vezes, dif\u00edceis de serem percebidos. \u201cA gente pode pensar primeiro no aspecto f\u00edsico, uma mulher que come\u00e7a a aparecer com machucados, manchas roxas, arranh\u00f5es e que come\u00e7a a dizer que caiu ou que se queimou. Depois vem a parte mais dif\u00edcil, de pensar o comportamento. \u00c9 importante pensar que existe uma ruptura, uma mudan\u00e7a no comportamento desta mulher. Se ela era mais falante, acaba ficando mais introspectiva. Se ela j\u00e1 era introspectiva, torna-se mais ainda. Ela passa a evitar, por exemplo, conv\u00edvio social pois poderia dar alguma demonstra\u00e7\u00e3o da agress\u00e3o, como a vergonha da mulher\u201d, explica Concei\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">V\u00edtima de agress\u00e3o durante 9 meses, a empres\u00e1ria Juliana de Jesus, 24 anos, destaca que um relacionamento abusivo aponta ind\u00edcios desde o in\u00edcio. &#8220;No in\u00edcio eles demonstram ser os melhores homens do mundo, depois come\u00e7am a questionar as roupas, a forma de falar, os amigos &#8230; Da\u00ed em diante, as coisas s\u00f3 tendem a piorar. No meu caso, ele sempre fazia coisas erradas, distorcia os fatos e ainda conseguia se colocar como v\u00edtima, fazendo chantagens emocionais. At\u00e9 que um dia eu descobri uma trai\u00e7\u00e3o e quando decidi que ia terminar, ele me bateu. Me deu um murro t\u00e3o forte na minha boca que lascou ela de um lado a outra. Demorou muito pra minha ficha cair, porque eu n\u00e3o queria acreditar que aquilo estava acontecendo. Pra piorar, depois de muita discuss\u00e3o, fomos at\u00e9 uma UPA, onde ele me obrigou a mentir sobre o que havia acontecido&#8221;. Quando a gente saiu de l\u00e1 ele chorou muito, me pediu perd\u00e3o e me convenceu a ir para a casa dele, alegando que queria cuidar de mim. Eu acreditei, achei que isso n\u00e3o voltaria a acontecer, mas depois vieram chutes, tapas no rosto, tentativas de enforcamento. Minha vida virou um verdadeiro inferno&#8221;, relata a jovem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juliana conta que s\u00f3 conseguiu sair desse contexto\u00a0quando tomou coragem para compartilhar tudo que ela vinha vivendo. &#8220;Contei tudo para minha fam\u00edlia, amigos, denunciei e tamb\u00e9m resolvi expor minha hist\u00f3ria nas redes sociais, para encorajar aquelas que passam por situa\u00e7\u00f5es semelhantes. Hoje, depois do que passei, se eu pudesse deixar um recado para dar for\u00e7a a outras mulheres \u00e9: Denuncie! Reconhe\u00e7a que voc\u00ea est\u00e1 em um relacionamento abusivo e pe\u00e7a ajuda, pois, amanh\u00e3 voc\u00ea pode n\u00e3o estar mais aqui para contar sua his\u00f3ria&#8221;, destaca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em situa\u00e7\u00e3o similar, a jovem Thalita, de 20 anos, tamb\u00e9m relara que sofreu durante dois anos em um relacionamento abusivo, a ponto de pensar em tirar a pr\u00f3pria vida. &#8220;No in\u00edcio ele dizia que me amava. Era dedicado, amoroso, carinhoso, parecia ser o homem perfeito. N\u00e3o passava l\u00e1bia. N\u00e3o demorou muito para ele me bater pela primeira vez. Depois ele vinha, me pedia desculpa, falava que estava arrependido e que eu n\u00e3o merecia passar por isso, fazendo de tudo para eu me sentir culpada. Era sempre assim! At\u00e9 que um dia ele colocou uma faca no meu pesco\u00e7o e falou que ia me matar. N\u00e3o era s\u00f3 um abuso f\u00edsico, era um abuso mental tamb\u00e9m. Ele fazia eu me sentir um lixo, a ponto de eu ter inten\u00e7\u00e3o de atentar contra minha pr\u00f3pria vida&#8221; relata a jovem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O advogado e especialista em g\u00eanero, Eduardo Carvalho, explica que as mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia dom\u00e9stica e familiar podem se dirigir diretamente \u00e0s delegacias de pol\u00edcia para denunciar seus agressores, preferencialmente as delegacias especializadas de atendimento \u00e0 mulher (DEAMs). Caso a v\u00edtima n\u00e3o possa sair de casa, o governo federal tamb\u00e9m disponibiliza uma central telef\u00f4nica para o recebimento de den\u00fancias e orienta\u00e7\u00f5es, o Ligue 180. A liga\u00e7\u00e3o \u00e9 gratuita e o servi\u00e7o cobre todo o territ\u00f3rio nacional, funcionando 24 horas por dia, todos os dias da semana.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 importante destacar dois fatores: o primeiro \u00e9 que\u00a0n\u00e3o s\u00f3 a mulher em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia pode realizar a den\u00fancia. Qualquer pessoa que tenha conhecimento da situa\u00e7\u00e3o pode acionar esses canais, inclusive de maneira an\u00f4nima. J\u00e1 o segundo \u00e9 que a den\u00fancia \u00e0 autoridade policial nem sempre \u00e9 um caminho poss\u00edvel para as mulheres em situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia. Muitas, por uma infinidade de fatores, n\u00e3o se sentem preparadas para denunciar seus agressores. O encaminhamento a servi\u00e7os de aten\u00e7\u00e3o psicossocial pode ser um caminho interessante para essas mulheres\u201d, ressalta o profissional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>O que diz a Lei<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>A Lei 11.340 de 7 de agosto de 2006, popularmente conhecida como Maria da Penha, determina que todo caso de viol\u00eancia dom\u00e9stica ou intrafamiliar \u00e9 crime e deve ser julgado pelos Juizados Especializados de Viol\u00eancia Dom\u00e9stica contra a Mulher.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Como denunciar<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Ligue 180 (Central de Atendimento \u00e0 Mulher) &#8211; \u00a0a liga\u00e7\u00e3o para o 180 \u00e9 gratuita e confidencial e o canal de den\u00fancia funciona 24 horas por dia, todos os dias da semana.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Em caso de flagrante ou que a situa\u00e7\u00e3o de viol\u00eancia esteja ocorrendo naquele momento, telefone para o n\u00famero 190.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Para denunciar anonimamente a viol\u00eancia, telefone para 181.<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<p>Fonte: BNews<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Lei Maria da Penha, institu\u00edda para garantir prote\u00e7\u00e3o e cria\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas para proteger mulheres v\u00edtimas de agress\u00e3o, completa 15 anos neste s\u00e1bado (7). 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