{"id":28331,"date":"2021-09-18T10:51:00","date_gmt":"2021-09-18T13:51:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=28331"},"modified":"2021-09-18T18:51:58","modified_gmt":"2021-09-18T21:51:58","slug":"acao-humana-agrava-falta-dagua-e-compromete-futuro-dos-recursos-hidricos-no-brasil","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2021\/09\/18\/acao-humana-agrava-falta-dagua-e-compromete-futuro-dos-recursos-hidricos-no-brasil","title":{"rendered":"A\u00e7\u00e3o humana agrava falta d&#8217;\u00e1gua e compromete futuro dos recursos h\u00eddricos no Brasil"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Est\u00e1 nas manchetes, capas e chamadas dos notici\u00e1rios h\u00e1 algumas semanas. A seca grave que atinge o Centro-Sul do Brasil, onde ficam os reservat\u00f3rios das hidrel\u00e9tricas respons\u00e1veis por 70% da gera\u00e7\u00e3o nacional de energia, como Furnas (MG), faz o Pa\u00eds enfrentar a pior crise energ\u00e9tica dos \u00faltimos 20 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Como um fantasma que assombra quem j\u00e1 est\u00e1 abalado pelo contexto ca\u00f3tico de pandemia, infla\u00e7\u00e3o e desemprego, o medo do \u201capag\u00e3o\u201d traz de volta \u00e0 mem\u00f3ria o racionamento de 2001, quando o Governo Federal realizou uma s\u00e9rie de blecautes para evitar o colapso da rede de abastecimento. Desta vez, ainda n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de cortes, mas a conta de luz ganhou uma tarifa nova, de \u201cEscassez H\u00eddrica\u201d, subindo para al\u00e9m da bandeira vermelha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o futuro, a perspectiva \u00e9 que, pela forma como o meio ambiente tem sido tratado, os ciclos de seca se tornem mais frequentes e graves, impactando a vida das pessoas nos aspectos mais b\u00e1sicos do dia a dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Velha conhecida de quem mora no Semi\u00e1rido nordestino, a falta d\u2019\u00e1gua se intensifica nos per\u00edodos de seca no Cerrado, o maior bioma brasileiro depois da Amaz\u00f4nia, que ocupa uma \u00e1rea de 2 milh\u00f5es de m\u00b2 do sul do Maranh\u00e3o ao interior de S\u00e3o Paulo, equivalente a 25% do territ\u00f3rio nacional. E \u00e9 um reflexo da a\u00e7\u00e3o humana sobre a natureza.<\/p>\n<p>Menos \u00e1gua<br \/>Os dados s\u00e3o do Projeto de Mapeamento Anual do Uso e Cobertura da Terra no Brasil (MapBiomas), rede colaborativa de pesquisadores criada em 2015, que utiliza imagens de sat\u00e9lites, a partir da plataforma Google Earth Engine, para uma an\u00e1lise das transforma\u00e7\u00f5es na geografia do Pa\u00eds desde 1985.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o programa, que, no dia 23 de agosto, lan\u00e7ou uma plataforma dedicada aos recursos h\u00eddricos, o territ\u00f3rio nacional perdeu 15,7% de superf\u00edcie aqu\u00e1tica nos \u00faltimos 30 anos, caindo de 19.719.050 em 1991 para 16.631.572 hectares de \u00e1rea coberta por \u00e1gua em 2020, sem incluir len\u00e7\u00f3is fre\u00e1ticos e outras camadas subterr\u00e2neas (veja no infogr\u00e1fico abaixo).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A redu\u00e7\u00e3o foi observada nos seis biomas, incluindo as regi\u00f5es hidrogr\u00e1ficas do S\u00e3o Francisco, que abrange o Sert\u00e3o pernambucano, e do Atl\u00e2ntico Nordeste Oriental, onde fica a Regi\u00e3o Metropolitana do Recife (RMR), a Zona da Mata e grande parte do Agreste.<\/p>\n<p>A primeira, localizada na Caatinga, encolheu 12,3% de 2004 at\u00e9 o ano passado, enquanto a segunda, mais concentrada na Mata Atl\u00e2ntica, apresentou uma diminui\u00e7\u00e3o de 39% no mesmo per\u00edodo. Em todo o Estado, que teve um pico de 139.458 hectares 17 anos atr\u00e1s, foram 106.767 hectares em 2020, 23% a menos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ciclos e interfer\u00eancias<br \/>As estat\u00edsticas indicam uma queda na disponibilidade de \u00e1gua, que compromete o n\u00edvel dos reservat\u00f3rios e, consequentemente, a gera\u00e7\u00e3o de energia el\u00e9trica.<\/p>\n<p>\u201cEstamos muito pr\u00f3ximos do esgotamento [dos recursos h\u00eddricos]\u201d, vaticina o coordenador do MapBiomas Caatinga e professor do Programa de Modelagem em Ci\u00eancias da Terra da Universidade Estadual de Feira de Santana (UEFS), Washington Franca Rocha.<\/p>\n<p>Embora varia\u00e7\u00f5es fa\u00e7am parte do ciclo hidrol\u00f3gico, o pesquisador considera que mudan\u00e7as clim\u00e1ticas globais e interven\u00e7\u00f5es humanas contribuem para a escassez. \u201cApesar de n\u00e3o podermos confrontar ainda com per\u00edodos de observa\u00e7\u00e3o mais longos, estamos levantando a rela\u00e7\u00e3o disso com as amea\u00e7as ambientais. O avan\u00e7o do desmatamento \u00e9 uma delas\u201d, comenta.<\/p>\n<p>Assim como o Pantanal e a Amaz\u00f4nia, a Caatinga sofre com a devasta\u00e7\u00e3o, que, segundo Franca Rocha, tamb\u00e9m cresceu em Pernambuco, especialmente nas \u00e1reas pr\u00f3ximas \u00e0s divisas com o Cear\u00e1 e a Para\u00edba.<\/p>\n<p>Alguns sinais j\u00e1 s\u00e3o notados no meio ambiente, ainda que de maneira sutil. No interior do Pa\u00eds, por exemplo, o pesquisador do MapBiomas cita estudos que mostram uma mudan\u00e7a no comportamento de esp\u00e9cies, como a de um tipo de beija-flor comum na Caatinga que tem sido encontrada na dire\u00e7\u00e3o do Planalto Central.<\/p>\n<p>\u201cO que se observa \u00e9 que as bordas do Cerrado est\u00e3o ficando mais \u2018\u00e1ridas\u2019, porque essas aves n\u00e3o iriam para outras \u00e1reas se as condi\u00e7\u00f5es ambientais n\u00e3o fossem favor\u00e1veis\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Baixa de chuva<br \/>O alerta maior, por\u00e9m, vem da Floresta Amaz\u00f4nica, que, apenas em julho, teve 2.095 km\u00b2 de mata destru\u00edda, extens\u00e3o superior \u00e0 \u00e1rea de toda a cidade de S\u00e3o Paulo, de acordo com o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amaz\u00f4nia (Imazon).<\/p>\n<p>Considerando os \u00faltimos 12 meses, \u00e9 o pior \u00edndice acumulado de desmatamento desde 2011. E isso est\u00e1 diretamente associado \u00e0 queda na frequ\u00eancia de chuvas na regi\u00e3o central do Pa\u00eds, que, historicamente, sempre passa por um per\u00edodo mais seco entre julho e outubro.<\/p>\n<p>\u201cA evapotransposi\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia fornece para a atmosfera um excesso de umidade, que \u00e9 transportado para o Sudeste e o Sul do Brasil. E \u00e9 justamente esse excesso de umidade que faz chover\u201d, explica o professor de Oceanografia Moacyr Ara\u00fajo, vice-reitor da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e coordenador da Rede Brasileira de Pesquisas sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas Globais (Rede Clima).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUma \u00e1rvore em p\u00e9 na Amaz\u00f4nia vale muito mais do que qualquer cultura voltada para a exporta\u00e7\u00e3o\u201d.<br \/>E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 no Cerrado que cai menos \u00e1gua das nuvens, detalha o especialista. Na regi\u00e3o do S\u00e3o Francisco, houve uma queda de 20% na m\u00e9dia de precipita\u00e7\u00f5es em tr\u00eas d\u00e9cadas. J\u00e1 nas bacias dos rios Paran\u00e1 e Paraguai, foram menos 30% e 40%, respectivamente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Impactos nos extremos<br \/>As modifica\u00e7\u00f5es na paisagem provocadas pela escassez dos recursos biol\u00f3gicos refletem ainda as mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, que afetam a din\u00e2mica dos fen\u00f4menos da natureza. Nesta semana, a Organiza\u00e7\u00e3o Meteorol\u00f3gica Mundial das Na\u00e7\u00f5es Unidas divulgou que, em 50 anos, o n\u00famero de desastres naturais aumentou cinco vezes em compara\u00e7\u00e3o com per\u00edodos anteriores.<\/p>\n<p>Em Pernambuco, o progn\u00f3stico tamb\u00e9m \u00e9 de acirramento dos efeitos no clima, com distribui\u00e7\u00e3o irregular das chuvas, cada vez mais concentradas na faixa litor\u00e2nea e na Zona da Mata, e agravamento da seca no Sert\u00e3o, onde h\u00e1 \u00e1reas, como em Cabrob\u00f3, que j\u00e1 passam por um processo de desertifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cTemos per\u00edodos mais chuvosos em algumas regi\u00f5es, aumentando o risco de inunda\u00e7\u00f5es, e, em outras, escassez. As previs\u00f5es clim\u00e1ticas s\u00e3o de muita incerteza, mas a altera\u00e7\u00e3o pluviom\u00e9trica \u00e9 um fato. \u00c9 um agravamento dos extremos\u201d, define o professor de Recursos H\u00eddricos Abelardo Montenegro, da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE).<\/p>\n<p>No futuro, ser\u00e1 cada vez mais dif\u00edcil a equa\u00e7\u00e3o de conciliar a baixa oferta de recursos naturais com o consumo das cidades e da produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola. Para o professor, \u00e9 necess\u00e1ria uma coordena\u00e7\u00e3o nacional na gest\u00e3o do uso da \u00e1gua.<\/p>\n<p>\u201c\u00c9 preciso uma regula\u00e7\u00e3o conduzida pela Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas e Saneamento B\u00e1sico (ANA)\u201d, diz. \u201cA vis\u00e3o deve ser integrada e as ag\u00eancias ambientais precisam ser valorizadas, porque o rebatimento econ\u00f4mico \u00e9 uma conta que n\u00e3o vai fechar\u201d. Para atenuar o problema, a solu\u00e7\u00e3o, na vis\u00e3o do especialista, passa por\u00a0ado\u00e7\u00e3o de medidas como o re\u00faso de \u00e1gua tratada do esgoto para irriga\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Amea\u00e7a do mar<br \/>Outro risco vem dos oceanos, que t\u00eam se expandido com o aumento da temperatura e o derretimento das geleiras no \u00c1rtico, na Groenl\u00e2ndia e na Ant\u00e1rtida. Uma amea\u00e7a que atinge, em especial, o Litoral pernambucano, incluindo a Capital.<\/p>\n<p>A plataforma Sea Level Projection Tool (Ferramenta de Proje\u00e7\u00e3o do N\u00edvel do Mar, em ingl\u00eas), lan\u00e7ada pela Nasa no m\u00eas passado com base nos dados do Painel Intergovernamental sobre Mudan\u00e7as Clim\u00e1ticas (IPCC), das Na\u00e7\u00f5es Unidas, prev\u00ea que, no Recife, onde hoje o n\u00edvel do mar avan\u00e7a 0,5 metro em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 costa, esse avan\u00e7o cres\u00e7a gradativamente nas pr\u00f3ximas d\u00e9cadas, chegando a 1,22 metro no ano de 2150.<\/p>\n<p>Parece distante, mas basta uma caminhada em praias como Boa Viagem para notar os trechos onde as ondas batem com for\u00e7a nas pedras, dificultando a passagem.\u00a0<\/p>\n<p>\u201cO aumento do n\u00edvel do mar est\u00e1 muito mais acelerado do que n\u00f3s imagin\u00e1vamos\u201d, alerta o vice-reitor da UFPE, Moacyr Ara\u00fajo. \u201cE toda a \u00e1gua do planeta est\u00e1 sendo empurrada para a borda oeste do oceano, onde fica a costa brasileira. E o Recife \u00e9 um ponto sens\u00edvel. A cidade est\u00e1 localizada em um delta, com uma altitude muito baixa, de, em m\u00e9dia, apenas 4 metros acima do n\u00edvel do mar\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das \u00e1reas mais amea\u00e7adas, segundo o pesquisador, \u00e9 o Centro hist\u00f3rico, no encontro do rio com o mar. No Pa\u00eds, os locais cr\u00edticos, al\u00e9m da Capital pernambucana, s\u00e3o a costa de Santa Catarina, no Sul, e as cidades de Santos (SP) e Rio de Janeiro, no Sudeste.<\/p>\n<p>Para lidar com esse futuro, o professor ressalta a necessidade de se ter um monitoramento constante e detalhado desse avan\u00e7o em toda a costa do Estado e um planejamento por parte dos munic\u00edpios. Uma solu\u00e7\u00e3o que pode ser tomada em algumas praias s\u00e3o as engordas nas faixas de areia, como a que foi realizada h\u00e1 oito anos em Jaboat\u00e3o dos Guararapes.\u00a0<\/p>\n<p>Pol\u00edticas p\u00fablicas<br \/>No \u00e2mbito local, o superintendente de Conserva\u00e7\u00e3o da Biodiversidade da Secretaria Estadual do Meio Ambiente (Semas), Maur\u00edcio Guerra, diz que a pasta executa um programa de reflorestamento com o objetivo de reduzir os impactos ambientais produzidos pela a\u00e7\u00e3o humana. A meta \u00e9 replantar 3,5 milh\u00f5es de \u00e1rvores em tr\u00eas anos nas nascentes dos rios e em \u00e1reas de preserva\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>\u201cReativamos os recursos do Fundo Estadual do Meio Ambiente e estamos direcionando para as a\u00e7\u00f5es de reflorestamento. Na primeira a\u00e7\u00e3o, estamos com a perspectiva de seis projetos, que est\u00e3o em fase de elabora\u00e7\u00e3o dos planos de trabalho. A outra \u00e9 um edital, que dever\u00e1 ser publicado nos pr\u00f3ximos dias e visa dotar os munic\u00edpios de capacidade de produ\u00e7\u00e3o de mudas, com apoio a viveiros j\u00e1 existentes ou \u00e0 cria\u00e7\u00e3o de novos\u201d, conta.<\/p>\n<p>\u00d3rg\u00e3o que faz o monitoramento da seca e das quest\u00f5es h\u00eddricas no Estado, a Ag\u00eancia Pernambucana de \u00c1guas e Clima (Apac) disse, em resposta por e-mail, \u00e0 reportagem que o S\u00e3o Francisco \u00e9 um rio federal e que \u00e9 a Ag\u00eancia Nacional de \u00c1guas (ANA) a respons\u00e1vel pelo acompanhamento da superf\u00edcie aqu\u00e1tica na regi\u00e3o hidrogr\u00e1fica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a estiagem na Caatinga e as incertezas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 previsibilidade do clima, a institui\u00e7\u00e3o afirmou que monitora o Semi\u00e1rido de maneira mensal e cont\u00ednua em um trabalho que \u201cvem se expandindo al\u00e9m do Nordeste do Brasil\u201d.<\/p>\n<p>\u201cH\u00e1 alguns estudos sobre a tend\u00eancia do aumento das temperaturas m\u00e1ximas, como tamb\u00e9m h\u00e1 estudos sobre o aumento da ocorr\u00eancia das precipita\u00e7\u00f5es acima de 50 mm em Pernambuco. Esses estudos s\u00e3o evid\u00eancias do aumento da ocorr\u00eancia de eventos extremos de chuva, principalmente\u201d, confirma o texto. Com rela\u00e7\u00e3o a medidas contra o desperd\u00edcio, a Apac informou que, \u201cperiodicamente, s\u00e3o realizadas campanhas e a\u00e7\u00f5es de conscientiza\u00e7\u00e3o sobre o uso da \u00e1gua\u201d.<\/p>\n<p>A reportagem procurou ainda o Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e a ANA, mas, at\u00e9 o fechamento desta edi\u00e7\u00e3o, n\u00e3o obteve resposta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por: Folha de Pernambuco<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Est\u00e1 nas manchetes, capas e chamadas dos notici\u00e1rios h\u00e1 algumas semanas. 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