{"id":29240,"date":"2021-10-15T16:05:00","date_gmt":"2021-10-15T19:05:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=29240"},"modified":"2021-10-15T09:09:59","modified_gmt":"2021-10-15T12:09:59","slug":"quem-e-antonieta-de-barros-primeira-deputada-negra-que-criou-o-dia-do-professor","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2021\/10\/15\/quem-e-antonieta-de-barros-primeira-deputada-negra-que-criou-o-dia-do-professor","title":{"rendered":"Quem \u00e9 Antonieta de Barros, primeira deputada negra que criou o Dia do Professor"},"content":{"rendered":"<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Celebrado nacionalmente em 15 de outubro, o Dia do Professor \u00e9 mais do que uma data comemorativa; \u00e9 o resultado da luta de uma mulher, filha de ex-escravos, que acreditava que a\u00a0<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/opiniao\/2021\/10\/4954437-sem-um-sistema-nacional-a-educacao-nao-sera-ampla-nem-justa.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">educa\u00e7\u00e3o era o caminho para o futuro<\/a>. Antonieta de Barros (1901-1952), a primeira mulher negra a ser eleita no pa\u00eds, instituiu o marco para que os educadores passassem a ser vistos como importantes agentes de mudan\u00e7as na sociedade.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Pela Lei n\u00ba 145, de 12 de outubro de 1948, Antonieta criou o Dia do Professor e o feriado escolar em Santa Catarina. Vinte anos depois, em outubro de 1963, o ent\u00e3o presidente Jo\u00e3o Goulart tornou a lei nacional.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Hist\u00f3ria de luta<\/h3>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Para chegar at\u00e9 a Assembleia Legislativa, em 1934, ostentando o grande feito de ser a primeira deputada mulher de Santa Catarina, Antonieta travou uma hist\u00f3ria de rompimento de barreiras racial, de g\u00eanero e de classe.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Natural de Florian\u00f3polis, ela nasceu em 11 de junho de 1901, pouco antes do pai falecer. A m\u00e3e, Catarina Waltrick, assumiu o desafio de cuidar dela e dos irm\u00e3os e usou o of\u00edcio de lavadeira para garantir um sustento para a fam\u00edlia &#8211; na \u00e9poca, Catarina j\u00e1 que era escrava liberta.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Foi em um dos empregos da m\u00e3e, na casa do pol\u00edtico Vidal Ramos, em Lages (SC), que a paix\u00e3o de Antonieta pela educa\u00e7\u00e3o come\u00e7ou. Com a ajuda da fam\u00edlia empregadora, a quem os historiadores afirmam que tinham carinho por Antonieta e a m\u00e3e, ela foi alfabetizada em uma escola particular em 1906, quando tinha cinco anos. Quatro anos depois foi para a escola p\u00fablica e aos 16 anos, em 1917, preparava-se para fazer as provas da Escola Normal Catarinense &#8211; forma\u00e7\u00e3o que a daria possibilidade de seguir o sonho de ser professora.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">O sonho individual se tornou coletivo quando, antes de se formar, Antonieta decidiu passar o conhecimento obtido para outras pessoas \u00e0 margem da sociedade. Em maio de 1922, aos 17 anos, ela inaugurou o Curso Particular de Alfabetiza\u00e7\u00e3o Antonieta de Barros, cujo objetivo era preparar alunos para os exames de admiss\u00e3o do chamado Gin\u00e1sio do Instituto de Educa\u00e7\u00e3o e da Polit\u00e9cnica, al\u00e9m de alfabetizar adultos. A educadora acreditava que o ensino libertaria as pessoas dos postos de marginaliza\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">&#8220;Educar \u00e9 ensinar os outros a viver; \u00e9 iluminar caminhos alheios; \u00e9 amparar debilitados, transformando-os em fortes; \u00e9 mostrar as veredas, apontar as escaladas, possibilitando avan\u00e7ar, sem muletas e sem trope\u00e7os; \u00e9 transportar \u00e0s almas que o Senhor nos confiar \u00e0 for\u00e7a insuper\u00e1vel da F\u00e9\u201d, frisou em um dos discursos feitos no Congresso.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Nas\u00a0reda\u00e7\u00f5es e movimentos pol\u00edticos<\/h3>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Para ampliar os ideais educacionais pelos quais lutava, Antonieta come\u00e7ou a participar, em 1922, de movimentos pol\u00edticos, ainda enquanto estudava na Escola Normal, com a atua\u00e7\u00e3o na milit\u00e2ncia Liga do Magist\u00e9rio, na qual se tornou a primeira secret\u00e1ria. Tr\u00eas anos depois, ela passou a participar da forma\u00e7\u00e3o do Centro Catarinense de Letras (CCL), do qual tornou-se membro da diretoria.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Em 1926, assumiu o posto de escritora e jornalista, tornando-se uma das poucas mulheres que o faziam, principalmente no estado catarinense. A inten\u00e7\u00e3o de Antonieta era levar a mais pessoas as mudan\u00e7as necess\u00e1rias no Estado, como quest\u00f5es sociais, a necessidade de a\u00e7\u00f5es para crescimento educacional e redu\u00e7\u00e3o do analfabetismo, e as defini\u00e7\u00f5es dos pap\u00e9is sexuais. Foi nessa \u00e9poca que ela, com o pseud\u00f4nimo de Maria da Ilha, fundou o jornal A semana; al\u00e9m de contribuir para a\u00a0<em>Folha Acad\u00eamica, O Idealista, Correio do Estado<\/em>\u00a0e\u00a0<em>O Estado<\/em>.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Em um artigo publicado em outro ve\u00edculo, o\u00a0<em>Jornal Rep\u00fablica<\/em>, em julho de 1932, Antonieta fez duras cr\u00edticas \u00e0 falta de oportunidades de mulheres continuarem a forma\u00e7\u00e3o estudantil em faculdades. \u201cH\u00e1 uma grande lacuna na mat\u00e9ria de ensino: a falta dum gin\u00e1sio onde a mulher possa conquistar os preparat\u00f3rios para ingressar no ensino superior. O elemento feminino v\u00ea, assim, fechados diante de si, todos os grandes horizontes\u201d, frisou na publica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">A educadora criticava a gest\u00e3o de Irineu Bornhausen, que governava o Estado na \u00e9poca, ao afirmar que ele n\u00e3o estava preocupado em tornar a educa\u00e7\u00e3o acess\u00edvel a todas as pessoas. Foi para mudar o cen\u00e1rio educacional e de pequeno acesso que Antonieta se candidatou a uma cadeira na Assembleia Legislativa em 1934, pelo Partido Liberal Catarinense. Ela foi a primeira deputada estadual a ser eleita no estado ap\u00f3s ter sido concedido o direito de voto \u00e0s mulheres.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Incans\u00e1vel<\/h3>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">De acordo com a doutora em letras Luciene Font\u00e3o, Antonieta de Barros \u201cfoi uma mulher engajada com as lutas do tempo dela\u201d: na Assembleia, atuou pela melhoria da educa\u00e7\u00e3o popular e fez parte da Comiss\u00e3o de Educa\u00e7\u00e3o e Justi\u00e7a, onde prop\u00f4s projetos de lei para ampliar a carreira do magist\u00e9rio de Santa Catarina. Na \u00e9poca, foi aprovada a lei para a realiza\u00e7\u00e3o de concursos para o magist\u00e9rio, al\u00e9m de legisla\u00e7\u00f5es para conceder bolsas de cursos superiores, o que contribuiu para a amplifica\u00e7\u00e3o da alfabetiza\u00e7\u00e3o e da profissionaliza\u00e7\u00e3o\u00a0local.<\/p>\n<div id=\"cb-publicidade-retangulo-interna-4\" class=\"pub-ret\" style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Incans\u00e1vel, a educadora continuava a dar aulas e a escrever nos jornais do estado. Em 1937, reuniu os principais artigos no livro Farrapos de ideias, cujo lucro da primeira edi\u00e7\u00e3o foi doado para a constru\u00e7\u00e3o de uma escola para abrigar filhos de pessoas afastadas da sociedade por terem lepra &#8211; a maioria internados no lepros\u00e1rio Col\u00f4nia Santa Tereza.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Reeleita e criticada<\/h3>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Com tantas a\u00e7\u00f5es positivas, o eleitorado a elegeu deputada mais uma vez em 1948. No entanto, apesar de ser reconhecida e apreciada por uma parte da popula\u00e7\u00e3o, a postura combativa de Antonieta fez com que ela fosse atacada por diversas personalidades da \u00e9poca, inclusive com falas racistas.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Historiadores afirmam que Antonieta n\u00e3o se abatia com as cr\u00edticas e permanecia firme nos cargos em que ocupou. Quando poss\u00edvel, ela chegava a responder publicamente aos ataques. Um deles foi Oswaldo Rodrigues Cabral, pol\u00edtico, jornalista e professor de hist\u00f3ria catarinense, que afirmou que as publica\u00e7\u00f5es da escritora nos jornais eram \u201cintriga de senzala\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Na ocasi\u00e3o, Antonieta respondeu o coment\u00e1rio em uma publica\u00e7\u00e3o no jornal O Estado e afirmou que era um benef\u00edcio \u00e0 popula\u00e7\u00e3o o distanciamento de Oswaldo das salas de aula para realizar outros afazeres, como a pol\u00edtica. \u201cSua Excel\u00eancia, para a felicidade de todos quantos s\u00e3o arianos &#8211; apesar de portador de um diploma de jornalista &#8211; n\u00e3o milita no ensino p\u00fablico. Dizemos felicidade porque, \u00e0 sua Excel\u00eancia, falta uma das qualidades de professor: n\u00e3o distinguir ra\u00e7as, nem castas, nem classes\u201d, frisou, em maio de 1951.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Menos de um ano depois, Antonieta faleceu por complica\u00e7\u00f5es de um quadro de diabetes, em 28 de mar\u00e7o de 1952. No entanto, o legado da educadora e escritora permanece vivo at\u00e9 hoje. Em homenagem a ela, foi criada a Medalha de M\u00e9rito Antonieta de Barros, que homenageia pessoas f\u00edsicas e jur\u00eddicas que criam trabalhos relevantes, ou, ainda, destacam-se na luta na defesa do direito das mulheres.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m leva o nome da her\u00f3ina brasileira negra da educa\u00e7\u00e3o o Pr\u00eamio Antonieta de Barros, criado pela Secretaria de Pol\u00edticas de Promo\u00e7\u00e3o da Igualdade Racial direcionado a reconhecer jovens comunicadores negros do pa\u00eds.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">Legado permanente<\/h3>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">A historiadora Karla Leonora Nunes, na tese de doutorado sobre a educadora, afirma que Antonieta \u201c\u00e9 uma personagem feminina que inaugura o cen\u00e1rio pol\u00edtico catarinense por ter sido eleita a primeira deputada na Assembleia Legislativa do Estado de Santa Catarina em um tempo e em um espa\u00e7o onde tal fato ainda estava muito distante da maioria das mulheres negras de nossa terra\u201d.<\/p>\n<p class=\"texto\" style=\"text-align: justify;\">De fato, ainda hoje, Antonieta \u00e9 uma das exce\u00e7\u00f5es inaceit\u00e1veis em um pa\u00eds democr\u00e1tico: desde 1948, apenas\u00a0<a href=\"https:\/\/www.correiobraziliense.com.br\/politica\/2021\/09\/4951761-violencia-politica-de-genero-continua-a-atingir-todas-as-mulheres.html\" target=\"_blank\" rel=\"noopener noreferrer\">outras 15 mulheres ocuparam\u00a0igual\u00a0cadeira da Assembleia de Santa Catarina<\/a>\u00a0&#8211; e mais nenhuma delas negra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: CorreioBraziliense<\/p>\n<div class=\"read-more\">\n<h4 style=\"text-align: justify;\"><\/h4>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Filha de ex-escravos, a educadora foi a exce\u00e7\u00e3o em um estado majoritariamente branco e masculino. 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