{"id":30383,"date":"2021-11-15T18:48:00","date_gmt":"2021-11-15T21:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=30383"},"modified":"2021-11-15T13:29:16","modified_gmt":"2021-11-15T16:29:16","slug":"agua-some-de-rio-que-corta-minas-e-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2021\/11\/15\/agua-some-de-rio-que-corta-minas-e-bahia","title":{"rendered":"\u00c1gua some de rio que corta Minas e Bahia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">As \u00e1guas do rio Verde Grande, que corta o semi\u00e1rido de Minas Gerais e da Bahia, est\u00e3o desaparecendo por causa de um fen\u00f4meno que pode estar ligado ao esvaziamento de um aqu\u00edfero da regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O SGB (Servi\u00e7o Geol\u00f3gico do Brasil) investiga a redu\u00e7\u00e3o do volume do curso d&#8217;\u00e1gua, que h\u00e1 cerca de 10 anos deixou de ser perene, ou seja, j\u00e1 n\u00e3o corre em toda a sua extens\u00e3o original em per\u00edodos de seca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Verde Grande nasce em Bocai\u00fava, norte de Minas, e vai at\u00e9 Malhada, sul da Bahia, onde des\u00e1gua no rio S\u00e3o Francisco, um trajeto de 557 quil\u00f4metros que cruza 27 munic\u00edpios mineiros e 8 baianos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00faltimo levantamento do SGB, feito em 2018, indica que o rio perde 560 mil litros de \u00e1gua por hora. O dado leva em considera\u00e7\u00e3o somente o volume desaparecido, e n\u00e3o o usado, por exemplo, para a agropecu\u00e1ria. Os 560 mil litros perdidos por hora equivalem, para efeito de compara\u00e7\u00e3o, a 7 piscinas ol\u00edmpicas por dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O resultado preocupa produtores da regi\u00e3o. &#8220;Sem \u00e1gua n\u00e3o h\u00e1 agropecu\u00e1ria. E sem agropecu\u00e1ria n\u00e3o h\u00e1 comida&#8221;, afirma o pecuarista Fl\u00e1vio Oliveira, do munic\u00edpio de S\u00e3o Jo\u00e3o da Ponte, que tamb\u00e9m \u00e9 presidente do comit\u00ea da bacia do rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o depende da \u00e1gua do Verde Grande e de po\u00e7os, ligados ao aqu\u00edfero da regi\u00e3o, para a agricultura e pecu\u00e1ria. De tudo o que sai do rio para movimentar atividades econ\u00f4micas, 90% v\u00e3o para atividades no campo, segundo o SGB. Os 10% restantes s\u00e3o para abastecimento humano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m da retirada da \u00e1gua do rio para atividades econ\u00f4micas e da mudan\u00e7a no regime de chuvas, que impactam no volume do rio, o SGB passou a desconfiar tamb\u00e9m de mais um fator para a redu\u00e7\u00e3o no fluxo do Verde Grande. A suspeita \u00e9 que o aqu\u00edfero esteja &#8220;roubando&#8221; as \u00e1guas do rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A regi\u00e3o em que o Verde Grande corre \u00e9 formada por rochas carbon\u00e1ticas, que s\u00e3o suscet\u00edveis \u00e0 a\u00e7\u00e3o das \u00e1guas. Com isso, dutos s\u00e3o formados entre o leito do rio e o aqu\u00edfero &#8211;uma esp\u00e9cie de grande reservat\u00f3rio subterr\u00e2neo de \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com esses dutos, estabelece-se uma rela\u00e7\u00e3o de troca entre rio e aqu\u00edfero, com um fornecendo \u00e1gua para o outro. Quando ela vai do rio para o aqu\u00edfero, a troca se d\u00e1 via dutos chamados de sumidouros. No caminho inverso, eles s\u00e3o conhecidos como surg\u00eancias.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O sinal amarelo para o que pode estar acontecendo com o rio foi dado ainda antes da crise h\u00eddrica de 2013. &#8220;H\u00e1 cerca de dez anos o Verde Grande n\u00e3o secava, era perene&#8221;, aponta a hidroge\u00f3loga do SGB, Maria Antonieta Mour\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na investiga\u00e7\u00e3o sobre o sumi\u00e7o das \u00e1guas do rio, conduzida pelo SGB em parceria com a ANA (Ag\u00eancia Nacional das \u00c1guas), o temor \u00e9 que o aqu\u00edfero j\u00e1 n\u00e3o esteja contribuindo com o rio, passando somente a ficar com a \u00e1gua do Verde Grande.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma explica\u00e7\u00e3o para isso seria o uso intenso, tamb\u00e9m para a agropecu\u00e1ria, de po\u00e7os que captam a \u00e1gua diretamente no aqu\u00edfero que, com menos volume, deixa de ter condi\u00e7\u00f5es de contribuir com o rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para tentar confirmar isso, a investiga\u00e7\u00e3o do SGB e da ANA lan\u00e7ou no Verde Grande um l\u00edquido tra\u00e7ante, que n\u00e3o causa impacto ambiental. Ao mesmo tempo, colocou em po\u00e7os da regi\u00e3o uma subst\u00e2ncia que reage quando em contato com o l\u00edquido lan\u00e7ado no rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 conhecer como \u00e9 a rela\u00e7\u00e3o do rio com a seca. Em que momento o rio perde \u00e1gua para o aqu\u00edfero e em que momento o aqu\u00edfero est\u00e1 fornecendo \u00e1gua para o rio. Existem v\u00e1rias capta\u00e7\u00f5es de \u00e1gua subterr\u00e2nea e essas capta\u00e7\u00f5es podem estar afetando o rio&#8221;, diz a hidroge\u00f3loga do SGB, que \u00e9 vinculado \u00e0 CPRM (Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais), do Minist\u00e9rio das Minas e Energia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lan\u00e7amento do tra\u00e7ador ocorreu na sexta-feira (5). A primeira coleta do material colocado nos po\u00e7os da regi\u00e3o acontecer\u00e1 na pr\u00f3xima sexta (12). Outros dois recolhimentos ocorrer\u00e3o. Um 35 dias e outro 75 dias depois do lan\u00e7amento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O lan\u00e7amento do tra\u00e7ante ocorreu em trecho do rio que fica entre os munic\u00edpios de Montes Claros, S\u00e3o Jo\u00e3o da Ponte, Verdel\u00e2ndia e Ja\u00edba, todos em Minas Gerais<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O presidente da bacia do Verde Grande afirma que o resultado da investiga\u00e7\u00e3o feita pelo SGB ser\u00e1 decisivo na tomada de decis\u00f5es futuras sobre pol\u00edticas para uso das \u00e1guas do curso d&#8217;\u00e1gua. &#8220;Estamos trabalhando tamb\u00e9m na preserva\u00e7\u00e3o de nascentes na bacia. \u00c9 obrigat\u00f3rio manter 20% das matas nessas \u00e1reas. Muitos produtores deixam mais que isso&#8221;, diz.<\/p>\n<p>Por: Folhapress<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>As \u00e1guas do rio Verde Grande, que corta o semi\u00e1rido de Minas Gerais e da Bahia, est\u00e3o desaparecendo por causa de um fen\u00f4meno que pode estar ligado ao esvaziamento de um aqu\u00edfero da regi\u00e3o. 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