{"id":30579,"date":"2021-11-21T15:10:00","date_gmt":"2021-11-21T18:10:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=30579"},"modified":"2021-11-21T09:16:37","modified_gmt":"2021-11-21T12:16:37","slug":"sumico-da-agua-do-aquifero-urucuia-fonte-do-sao-francisco-intriga-cientistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2021\/11\/21\/sumico-da-agua-do-aquifero-urucuia-fonte-do-sao-francisco-intriga-cientistas","title":{"rendered":"Sumi\u00e7o da \u00e1gua do aqu\u00edfero Urucuia, fonte do S\u00e3o Francisco, intriga cientistas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Nuvens carregadas tapam o sol e desaguam pela primeira vez em seis meses no oeste da\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/bahia-estado\/\">Bahia<\/a>. Os geraizeiros, comunidades tradicionais que habitam os vales entre os famosos chapad\u00f5es da regi\u00e3o, d\u00e3o as boas-vindas \u00e0s pancadas de chuva que regam suas planta\u00e7\u00f5es de mandioca, milho e feij\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, muitos deles se sentem inseguros. V\u00e1rias nascentes que sempre irrigaram suas terras durante os per\u00edodos de estiagem prolongada, comuns na regi\u00e3o, t\u00eam desaparecido. E os agricultores que sempre contaram com a estabilidade desses cursos d\u2019\u00e1gua agora t\u00eam que se contentar em\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/ambiente\/2021\/11\/mudanca-climatica-ja-comeu-28-da-area-agricola-do-centro-oeste.shtml\">colher menos alimentos<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde os anos 1990, uma \u00e1rea do tamanho do estado de Alagoas \u2014ou um quarto da floresta de\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/seminariosfolha\/2021\/05\/caixa-dagua-do-pais-cerrado-e-central-na-seguranca-alimentar.shtml\">cerrado<\/a>\u00a0das chapadas do oeste baiano\u2014 foi desmatada e transformada em um mar de fazendas de milho, soja e algod\u00e3o. Um n\u00famero crescente desses latif\u00fandios utiliza \u00e1gua de irriga\u00e7\u00e3o em seus cultivos, o que lhes permite operar ininterruptamente durante o ano, tendo mais colheitas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2020\/01\/agricultura-irrigada-gera-disputa-por-agua-na-bahia.shtml\">retiram a \u00e1gua do aqu\u00edfero Urucuia<\/a>, um gigantesco reservat\u00f3rio que fica abaixo das chapadas e dos rios que as cruzam. Os geraizeiros, que vivem do cultivo das terras mais acidentadas e pouco aptas para a agricultura mecanizada que \u00e9 praticada nos planaltos, h\u00e1 muito afirmam que a irriga\u00e7\u00e3o em grande escala est\u00e1 roubando a \u00e1gua das suas nascentes nos vales. Mas at\u00e9 agora pouca aten\u00e7\u00e3o tem sido dada ao problema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Recentemente, no entanto, os agricultores ganharam aliados: hidr\u00f3logos t\u00eam conseguido provar que o aqu\u00edfero Urucuia est\u00e1 diminuindo e que os rios do oeste baiano\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/cotidiano\/2021\/11\/agua-some-de-rio-que-corta-minas-e-bahia.shtml\">est\u00e3o secando<\/a>.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns cientistas afirmam que essas mudan\u00e7as podem estar enfraquecendo as nascentes, apesar de ningu\u00e9m ter estudado ainda por que elas est\u00e3o prejudicadas. Os especialistas ainda n\u00e3o chegaram a um consenso sobre quem, ou o qu\u00ea, seria o maior culpado da diminui\u00e7\u00e3o dessa fonte de \u00e1gua, embora todos concordem que o agroneg\u00f3cio tem ao menos uma parcela de responsabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em setembro passado, ao lado de um rio pr\u00f3ximo ao seu s\u00edtio, o geraizeiro Eldo Pereira Barreto contemplava a corrente que serpenteava em um pequeno o\u00e1sis coberto de capim alto e verde, circundado por uma frondosa mata ciliar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A menos de cem metros dali, uma floresta de \u00e1rvores espinhosas e sem folhas, provavelmente em hiberna\u00e7\u00e3o, cobria a terra ondulante at\u00e9 onde a vista alcan\u00e7asse.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOlha, que beleza de palmeira!\u201d, dizia, apontando para um buriti. \u201cEssas \u00e1rvores s\u00f3 crescem em \u00e1reas \u00famidas, como esta. Quando eles est\u00e3o bem, as nascentes est\u00e3o saud\u00e1veis.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas a nascente j\u00e1 n\u00e3o \u00e9 mais t\u00e3o pujante e saud\u00e1vel quanto no passado. E isso o preocupa porque ela \u00e9 a fonte da irriga\u00e7\u00e3o de seus terrenos e do vilarejo de Praia, a poucos quil\u00f4metros dali.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barreto foi at\u00e9 a nascente junto com uma equipe de volunt\u00e1rios da comunidade para podar os arbustos que crescem pr\u00f3ximos da cerca erguida ao redor da vereda. Ela serve para manter o gado afastado, evitando o pisoteamento da vegeta\u00e7\u00e3o delicada e do solo macio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele afirma que o corte da vegeta\u00e7\u00e3o ao redor da cerca evita que focos de inc\u00eandio, comuns no bioma durante os meses mais secos, mas tamb\u00e9m provocados por gente interessada em desmatar, adentrem pela vereda e danifiquem as nascentes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Hung Kiang Chang, professor de geologia da USP, afirma que a prote\u00e7\u00e3o da mata ciliar, como os moradores est\u00e3o fazendo, pode ajudar a prolongar a vida de uma nascente moribunda. Mas, por outro lado, tais esfor\u00e7os n\u00e3o s\u00e3o capazes de reverter a causa prov\u00e1vel de seu decl\u00ednio, ou seja, o esgotamento do aqu\u00edfero Urucuia. Se ele n\u00e3o for interrompido, ele diz, o trabalho de Barreto e sua comunidade ter\u00e1 sido em v\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No come\u00e7o de 2020, Chang, o pesquisador Roger Dias Gon\u00e7alves e outros dois colegas da Alemanha publicaram um estudo sobre o aqu\u00edfero utilizando dados obtidos de sat\u00e9lites da\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/folha-topicos\/nasa\/\">Nasa<\/a>\u00a0chamados Grace (sigla em ingl\u00eas para Experimento de Clima e de Recupera\u00e7\u00e3o da Gravidade).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sat\u00e9lites, que medem atra\u00e7\u00e3o gravitacional, forneceram material para que os pesquisadores pudessem deduzir a massa de \u00e1gua que se encontrava no len\u00e7ol fre\u00e1tico por 12 anos (desde quando o sat\u00e9lite foi lan\u00e7ado, em 2002, at\u00e9 2014). Eles descobriram que durante esse per\u00edodo o aqu\u00edfero perdeu cerca de 10 km c\u00fabicos de \u00e1gua.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O esgotamento das reservas do aqu\u00edfero pode explicar a diminui\u00e7\u00e3o da vaz\u00e3o das nascentes, como as usadas pelos agricultores do vilarejo de Praia, diz Chang. \u201cMinha suspeita \u00e9 que provavelmente uma pequena queda no len\u00e7ol fre\u00e1tico j\u00e1 afetaria as nascentes\u201d, diz ele. Esses efeitos t\u00eam sido descritos em alguns artigos cient\u00edficos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2018, Gon\u00e7alves e dois colaboradores publicaram um artigo que examinava registros oficiais de 35 anos de marcas hist\u00f3ricas no n\u00edvel dos rios. Eles conclu\u00edram que, entre 1980 e 2015, a vaz\u00e3o dos tr\u00eas rios principais durante a \u00e9poca seca \u2014quando dependem exclusivamente do aqu\u00edfero\u2014 despencou 49%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Alguns cientistas questionam esse n\u00famero. Mas, ainda assim, todos os especialistas concordam que a vaz\u00e3o dos rios e o n\u00edvel do len\u00e7ol fre\u00e1tico est\u00e3o diminuindo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Determinar o que causa essas mudan\u00e7as t\u00eam, portanto, implica\u00e7\u00f5es pol\u00edticas importantes. Por exemplo, para prever o futuro do suprimento de \u00e1gua, n\u00e3o apenas na Bahia, mas ao longo de todo o curso do\u00a0<a href=\"https:\/\/www1.folha.uol.com.br\/mercado\/2021\/06\/obras-no-rio-sao-francisco-em-cabrobo-foram-entregues-pelos-governos-dilma-e-temer.shtml\">S\u00e3o Francisco<\/a>, uma vez que o Urucuia \u00e9 a fonte mais significativa das \u00e1guas do rio que se espalha por milhares de quil\u00f4metros em cinco estados e ajuda a gerar um d\u00e9cimo da energia hidrel\u00e9trica do Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos hidr\u00f3logos concordam que a redu\u00e7\u00e3o no regime de chuvas e a extens\u00e3o dos latif\u00fandios monocultores t\u00eam tido um papel na diminui\u00e7\u00e3o dos n\u00edveis do Urucuia, mas divergem quanto \u00e0 propor\u00e7\u00e3o em que isso ocorre. \u201cN\u00e3o temos respostas definitivas\u201d, diz Chang. \u201cApenas estamos come\u00e7ando.\u201d<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A precipita\u00e7\u00e3o no oeste da Bahia aumentou desde 1980, mas, a partir do come\u00e7o dos anos 1990, tem decrescido lentamente, causando a seca recente. Comparado \u00e0 d\u00e9cada de 80, o per\u00edodo desde 1993 tem se mostrado 12% mais seco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eduardo Marques, ge\u00f3logo e professor da Universidade Federal de Vi\u00e7osa, autor de um artigo sobre o aqu\u00edfero, diz que \u201cuma d\u00e9cada de diminui\u00e7\u00e3o de precipita\u00e7\u00e3o\u201d \u00e9 provavelmente a causa prim\u00e1ria do estresse h\u00eddrico recente.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Chang e Gon\u00e7alves discordam. \u201cIsso n\u00e3o tem a ver com as chuvas\u201d, diz Gon\u00e7alves. A gigantesca perda de \u00e1gua detectada em seus estudos e nos dados dos sat\u00e9lites ocorreu durante um per\u00edodo de 12 anos em que a precipita\u00e7\u00e3o quase n\u00e3o mudou. \u201cA \u00fanica coisa que pode explicar essa queda \u00e9 a extra\u00e7\u00e3o [da irriga\u00e7\u00e3o]\u201d, afirma Chang.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Estado requer outorgas, como s\u00e3o conhecidas as permiss\u00f5es para o bombeamento de \u00e1gua que estipulam m\u00e1ximos de vaz\u00e3o para as empresas. Chang explica, por\u00e9m, que a supervis\u00e3o \u00e9 m\u00ednima na Bahia e que \u00e9 prov\u00e1vel que muito do bombeamento seja feito em po\u00e7os artesianos ou bombas flutuantes nos rios das chapadas, ficando assim subnotificado ou at\u00e9 mesmo inexistente no controle estadual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Marco Heil Costa, cientista atmosf\u00e9rico da Universidade Federal de Vi\u00e7osa, prefere um meio-termo. \u201cCreio que os dois fatores s\u00e3o igualmente importantes\u201d, diz. Ele e Marques, seu colega, acabam de completar um estudo sobre o aqu\u00edfero Urucuia, financiado pela Aiba (Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Cientistas tamb\u00e9m divergem quanto \u00e0 pertin\u00eancia de limitar a irriga\u00e7\u00e3o em larga escala. Costa e Marques argumentam que as entidades reguladoras deveriam colocar uma morat\u00f3ria nas outorgas concedidas nas \u00e1reas mais densamente irrigadas, como partes da bacia do rio Grande, um dos principais afluentes do S\u00e3o Francisco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessas \u00e1reas, eles dizem, n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel extrair \u00e1gua do reservat\u00f3rio subterr\u00e2neo de maneira respons\u00e1vel. Mas, pelo contr\u00e1rio, aumentar a irriga\u00e7\u00e3o em outras partes das chapadas seria aceit\u00e1vel.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 Chang se op\u00f5e. Para ele, ainda n\u00e3o \u00e9 momento de frear a extra\u00e7\u00e3o, mesmo nas \u00e1reas mais exploradas e irrigadas. \u201cPrimeiro precisamos entender o funcionamento do aqu\u00edfero como um todo, bem como a din\u00e2mica de intera\u00e7\u00e3o entre \u00e1gua superficial e subterr\u00e2nea\u201d, defende.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Muitos pesquisadores t\u00eam trabalhado para aprimorar os modelos e, assim, entender melhor os fluxos de \u00e1gua nos rios e no subterr\u00e2neo do oeste baiano. Esses estudos, eles ressaltam, v\u00e3o permitir quantificar os efeitos da agricultura na regi\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gon\u00e7alves nota, por\u00e9m, com preocupa\u00e7\u00e3o, que, quando esses estudos encontrarem as respostas definitivas, o Urucuia pode j\u00e1 estar irremediavelmente danificado \u2014tarde demais para conter o estrago.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cTalvez tenhamos respostas definitivas dentro de dez anos\u201d, ele diz, enquanto as reservas do aqu\u00edfero \u201ctrabalham com um tempo geol\u00f3gico\u201d. \u201cElas podem levar milhares de anos para se recompor\u201d, conclui.<\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p>Fonte: Pol\u00edtica em Foco<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Nuvens carregadas tapam o sol e desaguam pela primeira vez em seis meses no oeste da\u00a0Bahia. 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