{"id":31447,"date":"2021-12-16T17:29:00","date_gmt":"2021-12-16T20:29:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=31447"},"modified":"2021-12-16T09:01:33","modified_gmt":"2021-12-16T12:01:33","slug":"um-ano-que-passou","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2021\/12\/16\/um-ano-que-passou","title":{"rendered":"Um ano que passou"},"content":{"rendered":"\n<pre class=\"wp-block-code\"><code>                                Por Carlos Laerte<\/code><\/pre>\n\n\n\n\n<p style=\"text-align: justify;\">Pensei escrever em linha reta o verso torto que escorreu pelas retinas com o peso do ano que passou. A can\u00e7\u00e3o que saltou pela janela enquanto corria o trem e muita gente nem viu pra onde os trilhos levavam. Ent\u00e3o, procurei fotografar 2021 como se tudo dependesse apenas de planos, \u00e2ngulos e enquadramentos. Mas, aprendizado e pr\u00e1tica \u00e0 parte, n\u00e3o teve olhar po\u00e9tico que sublimasse a ilumina\u00e7\u00e3o, a profundidade de campo e a velocidade do disparador a semear tantas perdas. Se 2020 ser\u00e1 eternamente lembrado como um dos piores da hist\u00f3ria mundial, este ano tamb\u00e9m n\u00e3o fica atr\u00e1s com tantas esperan\u00e7as e sonhos frustrados pela Covid \u2013 19.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encarado como a sa\u00edda, a luz no fim do t\u00fanel, imaginamos e n\u00e3o realizamos um 2021 com recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica efetiva, com mais justi\u00e7a social e a supera\u00e7\u00e3o da crise sanit\u00e1ria. As reformas, o fortalecimento do Estado e a simplifica\u00e7\u00e3o de tributos e da desburocratiza\u00e7\u00e3o, continuaram no lugar comum dos discursos f\u00e1ceis, somadas ao descaso por pautas importantes como o meio ambiente, a educa\u00e7\u00e3o e a cultura. De positivo, o ano que encerramos nos lega uma estabiliza\u00e7\u00e3o da pandemia, ainda em n\u00edveis que necessitam aten\u00e7\u00e3o, com o avan\u00e7o da vacina\u00e7\u00e3o que vem provocando uma redu\u00e7\u00e3o expressiva nas interna\u00e7\u00f5es, casos graves e leves de Covid \u2013 19. Este ano tamb\u00e9m nos fez ver com maior claridade outras faces um tanto quanto obscuras das nossas conex\u00f5es. A maneira como contatamos os amigos em que mais pensamos, esperamos e de quem queremos saber tudo. Mesmo com a press\u00e3o psicol\u00f3gica, as bolhas e dist\u00e2ncias sociais, aprendemos a fazer do longe o perto, a cumprimentar sem tocar, a olhar para dentro e ver que ao redor nem tudo \u00e9 beira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E falando agora nas obras de arte, filhas do seu tempo, muitas foram as pinceladas que floresceram em meio ao distanciamento social, centenas de m\u00fasicas cantando em quarentena, antologias po\u00e9ticas cruzando os c\u00e9us do Brasil e unindo escritores. Sofremos uma dor que era de todo mundo ainda que muita gente insistisse em separar um doente pra cada lado. O radicalismo pol\u00edtico e a polariza\u00e7\u00e3o ideol\u00f3gica de muitos calaram o di\u00e1logo construtivo nas redes sociais e nas tribunas, atrasando o trabalho de dezenas de milhares de profissionais da sa\u00fade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fitamos agora 2022, com olhos de desapegar, desfazer e fazer de novo. A tend\u00eancia \u00e9 retomar plenamente as atividades presenciais e construir juntos um cen\u00e1rio de recupera\u00e7\u00e3o e reencontro de maneira respons\u00e1vel. \u00c9 fato que estamos navegando com infla\u00e7\u00e3o em alta, risco fiscal e pol\u00edtico, previs\u00f5es para o PIB do ano que vem desabando e at\u00e9 com possibilidade de uma tal de estagfla\u00e7\u00e3o (quando n\u00e3o h\u00e1 crescimento e os pre\u00e7os disparam).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas sejamos otimistas. O primeiro passo para existir \u00e9 imaginar e depois acreditar que voc\u00ea quer e pode fazer. N\u00e3o se entregue, ouse, invente, a gente nunca vai ser o mesmo pra sempre. Podemos at\u00e9 ser diferentes do que fomos mas por que n\u00e3o acreditar que seremos melhores do que somos? Pesquisa recente do Radar Febraban revela que a maioria dos brasileiros aposta na recupera\u00e7\u00e3o da economia e das finan\u00e7as pessoais a partir do pr\u00f3ximo ano. Se despe\u00e7a do que passou com calma e resili\u00eancia. V\u00e1 ao cinema com os amigos, leia mais. Quanto mais literatura, mais possibilidades de compreender que existem formas de pensar diferentes da sua e que somente se colocando no lugar do outro voc\u00ea pode se tornar uma pessoa mais emp\u00e1tica e tolerante. Assim como os livros emprestados d\u00ea tamb\u00e9m adeus a esse ano com o pincel da aceita\u00e7\u00e3o e a tinta do perd\u00e3o. E j\u00e1 que a estrada \u00e9 longa e o tempo \u00e9 curto, comecemos essa nova caminhada, como o poeta Accioly Neto recomendou, pelo primeiro passo: mudando a n\u00f3s mesmos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><br \/>Carlos Laerte \u00e9 poeta, jornalista e diretor da<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Clas Comunica\u00e7\u00e3o e Marketing<br \/><br \/><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pensei escrever em linha reta o verso torto que escorreu pelas retinas com o peso do ano que passou. 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