{"id":33545,"date":"2022-02-07T07:48:00","date_gmt":"2022-02-07T10:48:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=33545"},"modified":"2022-02-06T09:53:46","modified_gmt":"2022-02-06T12:53:46","slug":"centenario-semana-de-arte-moderna-de-1922-e-celebrada-mas-tambem-passa-por-revisao-critica","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2022\/02\/07\/centenario-semana-de-arte-moderna-de-1922-e-celebrada-mas-tambem-passa-por-revisao-critica","title":{"rendered":"Centen\u00e1rio: Semana de Arte Moderna de 1922 \u00e9 celebrada mas tamb\u00e9m passa por revis\u00e3o cr\u00edtica"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Em 1952, Manuel Bandeira disse ser \u201cperfeitamente dispens\u00e1vel\u201d comemorar o trig\u00e9simo anivers\u00e1rio da Semana de Arte Moderna de 1922: \u201cSe no ano 2022 ainda se lembrarem disso, ent\u00e3o sim\u201d. Ainda que a blague desdenhasse da import\u00e2ncia que o evento j\u00e1 tinha \u00e0 \u00e9poca, seria dif\u00edcil para o poeta \u2014 embora impedido de estar presente ao encontro, pela tuberculose, ele teve seu poema \u201cOs sapos\u201d declamado, entre vaias da plateia \u2014 dimensionar o quanto a Semana se consolidaria como um marco da cultura brasileira cem anos depois.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo passando atualmente por uma revis\u00e3o hist\u00f3rica para incluir outros modernismos que ficaram de fora do evento organizado pela elite cultural paulista no Theatro Municipal entre 11 e 18 de fevereiro de 1922, a Semana chega ao centen\u00e1rio como um dos pilares das transforma\u00e7\u00f5es que o pa\u00eds atravessou, n\u00e3o somente pela aproxima\u00e7\u00e3o com as vanguardas internacionais, mas por criar uma nova forma de pensar a sua sociedade.<\/p>\n<div class=\"block__advertising block__advertising-in-text\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"pub-in-text-1\" class=\"advertising advertising--outstream outstream\" data-oglobo-advertising-format=\"in-text\" data-oglobo-advertising-index=\"1\"><\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Moda<\/strong>:\u00a0<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/livros\/moda-como-oswald-de-andrade-tarsila-do-amaral-usaram-as-roupas-para-criar-imaginario-modernista-25380867\">Como Oswald de Andrade e Tarsila do Amaral usaram as roupas para criar o imagin\u00e1rio modernista<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Celebrada (e tensionada) por exposi\u00e7\u00f5es, livros e produtos audiovisuais, a efem\u00e9ride suscita debates a respeito de seu legado e dos temas que come\u00e7ariam a ser abordados desde ent\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 Uma pauta atual que j\u00e1 pod\u00edamos ver no modernismo \u00e9 a quest\u00e3o da representatividade. (A pintora) Anita Malfati era uma mulher solteira que n\u00e3o vinha de uma fam\u00edlia endinheirada. Tarsila do Amaral, que n\u00e3o participou da Semana mas era uma refer\u00eancia do movimento, era casada, se separou, foi para Paris com a filha, depois conheceu (o escritor) Oswald de Andrade \u2014 observa G\u00eanese Andrade, organizadora da colet\u00e2nea de ensaios \u201cModernismos 1922\u20142022\u201d, da Companhia das Letras. \u2014 Al\u00e9m disso, a Antropofagia \u00e9 uma das teorias culturais que mais circulam no mundo. Est\u00e1 no Cinema Novo, no teatro de Z\u00e9 Celso, em H\u00e9lio Oiticica, nos tropicalistas. N\u00e3o \u00e9 uma heran\u00e7a engessada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Livros<\/strong>:\u00a0<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/livros\/confira-os-livros-lancados-para-celebrar-centenario-da-semana-de-arte-moderna-de-1922-25380683\">Confira os lan\u00e7amentos que celebram o centen\u00e1rio da Semana de Arte Moderna de 1922<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma das exposi\u00e7\u00f5es que tomam a Semana de 1922 como ponto de partida, \u201cRaio-que-o-parta: fic\u00e7\u00f5es do moderno no Brasil\u201d ser\u00e1 inaugurada no dia 10, no Sesc 24 de Maio, na capital paulista. Assinada por sete curadores \u2014 Raphael Fonseca, Clarissa Diniz, Marcelo Campos, Aldrin Figueiredo, Divino Sobral, Paula Ramos e Fernanda Pitta \u2014, a mostra re\u00fane 600 obras de 200 artistas chegando at\u00e9 meados do s\u00e9culo XX. Seu t\u00edtulo \u00e9 inspirado pelas fachadas de casas de Bel\u00e9m (PA) da d\u00e9cada de 1950, nas quais a justaposi\u00e7\u00e3o de azulejos quebrados criam formas geom\u00e9tricas que lembram setas e raios.<\/p>\n<div class=\"block block--advertising\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"block__advertising\">\n<div class=\"block__advertising-header\"><a href=\"https:\/\/www.publicidadeeditoraglobo.com.br\/midiakit-digital\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PUBLICIDADE<\/a><\/div>\n<div class=\"block__advertising-content\">\n<div id=\"pub-super-2\" class=\"advertising advertising--desktop\" data-oglobo-advertising-format=\"super\" data-oglobo-advertising-index=\"2\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 H\u00e1 uma l\u00f3gica econ\u00f4mica para o evento ter acontecido na capital paulista na \u00e9poca. Mas hoje podemos pensar em representa\u00e7\u00f5es que rompam com a perspectiva de centro e periferia, e que possam ir al\u00e9m de S\u00e3o Paulo e al\u00e9m dos anos 1920 \u2014 diz Raphael Fonseca. \u2014 A alus\u00e3o ao raio-que-o-parta lembra como muitas express\u00f5es art\u00edsticas foram criadas a partir das \u201csobras\u201d de um certo modernismo oficial.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Arquitetura ganha for\u00e7a<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Entre os principais nomes presentes na Semana de 1922, o destaque foi para artistas pl\u00e1sticos, como Anita Malfatti, Di Cavalcanti e Victor Brecheret; escritores, a exemplo de M\u00e1rio e Oswald de Andrade, Gra\u00e7a Aranha e Menotti Del Picchia; al\u00e9m de m\u00fasicos e compositores, como Heitor Villa-Lobos e a pianista Guiomar Novaes. A arquitetura teve apenas dois representantes, ambos imigrantes: o espanhol Ant\u00f4nio Garcia Moya e o polon\u00eas Georg Przyrembel. Embora os dois fossem adeptos do estilo neocolonial e a despeito da sub-representa\u00e7\u00e3o do segmento, logo a arquitetura moderna iria se transformar em uma das maiores marcas da cultura brasileira no mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Jos\u00e9 Eduardo Agualusa:<\/strong><a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/2274-modernismo-brasileiro-ajudou-libertar-paises-africanos-de-lingua-portuguesa-rv1-25381184\">O modernismo brasileiro ajudou a libertar pa\u00edses africanos de l\u00edngua portuguesa<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Poucos anos depois do evento, em 1928, S\u00e3o Paulo veria a constru\u00e7\u00e3o da Casa Modernista, na Rua Santa Cruz, projeto de autoria do arquiteto ucraniano Gregori Warchavchik (1896\u20131972), primeira obra do estilo no Brasil. Nas d\u00e9cadas seguintes, o pa\u00eds ganharia as primeiras edifica\u00e7\u00f5es p\u00fablicas modernas, como o Edif\u00edcio Esther (S\u00e3o Paulo, de \u00c1lvaro Vital Brazil e Adhemar Marinho), o Pal\u00e1cio Capanema (Rio, de L\u00facio Costa, Affonso Eduardo Reidy, Carlos Le\u00e3o, Ernani Vasconcelos, Jorge Machado Moreira e Oscar Niemeyer) e o Conjunto Arquitet\u00f4nico da Pampulha (Belo Horizonte, de Niemeyer).<\/p>\n<div class=\"block block--advertising\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"block__advertising\">\n<div class=\"block__advertising-header\"><a href=\"https:\/\/www.publicidadeeditoraglobo.com.br\/midiakit-digital\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">PUBLICIDADE<\/a><\/div>\n<div class=\"block__advertising-content\">\n<div id=\"pub-super-3\" class=\"advertising advertising--desktop\" data-oglobo-advertising-format=\"super\" data-oglobo-advertising-index=\"3\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u2014 A arquitetura saiu atrasada em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s outras artes de 1922, mas em pouco tempo tomou a dianteira, projetando o Brasil internacionalmente. Em 1943, o MoMA (Nova York) realizou a hist\u00f3rica exposi\u00e7\u00e3o \u201cBrazil builds\u201d, e muitas revistas estrangeiras de arquitetura estampavam projetos brasileiros na capa \u2014 destaca Guilherme Wisnik, escritor e professor da Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da USP. \u2014 A Semana acelerou o processo que culminou com a constru\u00e7\u00e3o de Bras\u00edlia. Entre 1922 e 1957, ano do concurso para o Plano Piloto, foi um per\u00edodo muito curto, de 35 anos. \u00c9 o tempo que leva a forma\u00e7\u00e3o e o amadurecimento de uma gera\u00e7\u00e3o de arquitetos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Agenda<\/strong>:\u00a0<a href=\"https:\/\/oglobo.globo.com\/cultura\/agenda-confira-os-destaques-da-programacao-dedicada-ao-centenario-da-semana-de-1922-25381726\">Confira os destaques da programa\u00e7\u00e3o dedicada ao centen\u00e1rio da Semana de 1922<\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O ano de 1922 tamb\u00e9m \u00e9 tomado como marco pela Flup (Festa Liter\u00e1ria das Periferias), que ser\u00e1 realizada entre os dias 11 e 18 no Museu de Arte do Rio (MAR ) e no Museu da Hist\u00f3ria e Cultura Afro-Brasileira (Muhcab). No entanto, a efem\u00e9ride lembrada n\u00e3o ser\u00e1 a realizada no Theatro Municipal de S\u00e3o Paulo e sim a viagem de Pixinguinha e seu grupo, os Oito Batutas, para Paris, onde se encontraram com m\u00fasicos negros do Sul dos EUA. Um dos eventos que rev\u00ea a Semana de 1922, a Flup vai destacar os 100 anos do modernismo negro homenageando Pixinguinha, o escritor Lima Barreto e a dan\u00e7arina Josephine Baker.<\/p>\n<div class=\"block block--advertising\">\n<div class=\"block__advertising\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"block__advertising-header\">\u2014 Quando os Oito Batutas se encontram com m\u00fasicos americanos em Paris e esse interc\u00e2mbio \u00e9 celebrado na cidade como um grande acontecimento, se d\u00e1 o primeiro encontro diasp\u00f3rico da hist\u00f3ria em que artistas negros desfrutam de uma condi\u00e7\u00e3o de dignidade \u2014 observa Julio Ludemir, idealizador da Flup. \u2014 Pixinguinha descobriu o saxofone na viagem, e ele e Donga, ao voltarem ao Brasil, criaram forma\u00e7\u00f5es que mesclavam ritmos nacionais ao jazz. A antropofagia tamb\u00e9m se mostrava ali.<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<h2>Esp\u00edrito de renova\u00e7\u00e3o<\/h2>\n<p>A efem\u00e9ride ser\u00e1 lembrada, tamb\u00e9m a partir de uma revis\u00e3o hist\u00f3rica, na Semana Preta de 22, evento selecionado pelo 17\u00ba Programa Oi de Patroc\u00ednios Culturais Incentivados e que ir\u00e1 ser realizado em junho, no Oi Futuro e em outros munic\u00edpios fluminenses. O festival multiplataforma destacar\u00e1 a produ\u00e7\u00e3o de artistas negros em \u00e1reas como poesia, artes visuais, fotografia, m\u00fasica e dan\u00e7a.<\/p>\n<p>\u2014 N\u00f3s entendemos a Semana de 1922 historicamente, e o que ele significou dentro de uma sociedade de 100 anos atr\u00e1s. Hoje estamos ampliando estes crit\u00e9rios e recortes para incluir outras vozes e express\u00f5es \u2014 ressalta o produtor Wesley Soares Cardozo, idealizador da Semana Preta de 22. \u2014 A ideia \u00e9 promover um real protagonismo baseado na excel\u00eancia de cada artista, a partir de produ\u00e7\u00f5es que representem uma viv\u00eancia relacionada \u00e0s nossas ra\u00edzes africanas.<\/p>\n<div class=\"block block--advertising\">\n<div class=\"block__advertising\"><\/div>\n<\/div>\n<p>Autor de \u201cEu sou trezentos: M\u00e1rio de Andrade: vida e obra\u201d (Edi\u00e7\u00f5es de Janeiro), vencedor do Jabuti de n\u00e3o fic\u00e7\u00e3o em 2016, e \u201cA brasilidade modernista \u2014 Sua dimens\u00e3o filos\u00f3fica\u201d (Ed. Ponteio), que ganha este m\u00eas uma nova edi\u00e7\u00e3o, Eduardo Jardim v\u00ea na celebra\u00e7\u00e3o do centen\u00e1rio uma possibilidade de debater o programa proposto pelos modernistas de 1922 em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es contempor\u00e2neas, mas sem deixar de destacar a import\u00e2ncia do evento original.<\/p>\n<p>\u2014 Aquele grupo vocalizou um esp\u00edrito de renova\u00e7\u00e3o est\u00e9tica muito forte naquele momento, se n\u00e3o fosse em 1922 em S\u00e3o Paulo aconteceria depois de qualquer forma. Pensando como um movimento de ideias mais amplo, o modernismo vai do final do s\u00e9culo XX at\u00e9 a Tropic\u00e1lia \u2014 explica Jardim. \u2014 As quest\u00f5es lan\u00e7adas na Semana e nas d\u00e9cadas seguintes n\u00e3o se esgotaram. Podemos pensar em pautas como o que seria a identidade nacional at\u00e9 hoje, trazendo outros olhares \u00e0s vis\u00f5es modernistas sobre estes temas. (<em>Colaborou Ruan de Sousa Gabriel<\/em>)<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"block__advertising\">\n<div class=\"block__advertising-content\">\n<div id=\"pub-super-4\" class=\"advertising advertising--desktop\" style=\"text-align: justify;\" data-oglobo-advertising-format=\"super\" data-oglobo-advertising-index=\"4\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em 1952, Manuel Bandeira disse ser \u201cperfeitamente dispens\u00e1vel\u201d comemorar o trig\u00e9simo anivers\u00e1rio da Semana de Arte Moderna de 1922: \u201cSe no ano 2022 ainda se lembrarem disso, ent\u00e3o sim\u201d. 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