{"id":33840,"date":"2022-02-13T13:50:00","date_gmt":"2022-02-13T16:50:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=33840"},"modified":"2022-02-14T07:05:48","modified_gmt":"2022-02-14T10:05:48","slug":"um-dos-pais-da-bossa-nova-roberto-menescal-mobiliza-musicos-na-luta-pelos-direitos-autorais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2022\/02\/13\/um-dos-pais-da-bossa-nova-roberto-menescal-mobiliza-musicos-na-luta-pelos-direitos-autorais","title":{"rendered":"UM DOS PAIS DA BOSSA NOVA, ROBERTO MENESCAL MOBILIZA M\u00daSICOS NA LUTA PELOS DIREITOS AUTORAIS"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Um dos maiores nomes da m\u00fasica brasileira,&nbsp;<strong>Roberto Menescal<\/strong>, um dos pais da Bossa Nova, compositor de cl\u00e1ssicos como&nbsp;<em>O Barquinho<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Voc\u00ea<\/em>, \u2013 as duas em parceria com&nbsp;<strong>Ronaldo B\u00f4scoli<\/strong>&nbsp;(1928-1994) -, al\u00e9m de brilhar no nosso pa\u00eds e no mundo, tem sido h\u00e1 anos muito atuante no que se refere aos direitos autorais dos m\u00fasicos. Roberto acompanha h\u00e1 d\u00e9cadas as grandes revolu\u00e7\u00f5es no mercado fonogr\u00e1fico, desde a rela\u00e7\u00e3o dos artistas com as gravadoras at\u00e9 o surgimento dos streamings. \u201cNo passado, a gente ganhava dinheiro com a venda dos discos. Hoje, as m\u00fasicas s\u00e3o disponibilizadas no YouTube, no Spotify, enfim nos streamings.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E temos direito a ganhar um percentual. Ainda \u00e9 baixo, mas estamos lutando. Por exemplo, h\u00e1 tr\u00eas anos, cheguei a ouvir a seguinte frase: \u2018Estamos tocando sua m\u00fasica, divulgando e voc\u00ea ainda quer cobrar?\u2019. Mas, atrav\u00e9s das m\u00fasicas, tamb\u00e9m h\u00e1 an\u00fancios nas plataformas. Quer dizer, ningu\u00e9m queria pagar nada, mas conseguimos 10% da receita gerada e queremos 50%. As empresas ainda est\u00e3o lutando contra, mas pode ter certeza que vamos chegar l\u00e1. J\u00e1 imaginou se a classe inteira dissesse que ningu\u00e9m pode tocar nada? V\u00e3o vender an\u00fancio de qu\u00ea? Esses dias, at\u00e9 estava compondo uma can\u00e7\u00e3o que termina assim: \u2018Minha m\u00fasica pode ser sua, mas o direito \u00e9 meu\u2019. E vou gravar com v\u00e1rios cantores\u201d, revela em entrevista exclusiva.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cGravadoras como eram antes n\u00e3o tem mais. Vou dar um exemplo: a gente ganhava uma m\u00e9dia de dez por cento da venda dos discos, porque elas pagavam a grava\u00e7\u00e3o, a mixagem, a distribui\u00e7\u00e3o e a divulga\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, ganhavam 90%. Mas, hoje, muita gente est\u00e1 gravando em seus est\u00fadios caseiros ou nos dos amigos. Fazem tudo e negociam suas m\u00fasicas direto com as plataformas. Em vez do artista ganhar dez por cento hoje, o certo seria dividir com os servi\u00e7os de streaming 50% para cada lado. Tenho quase certeza de que esse vai ser o novo normal\u201d, acrescenta Menescal, que tem boa parte de seu repert\u00f3rio disponibilizado na internet.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E ressalta outra negocia\u00e7\u00e3o: \u201cConsegui agora com a Universal (antiga Polygram, onde ele foi diretor art\u00edstico durante alguns anos), que os meus royalties subissem de 10% para 39%. Falei: \u2018Voc\u00eas n\u00e3o est\u00e3o mais fazendo capa, n\u00e3o est\u00e3o prensando. Tudo isso era dinheiro que voc\u00eas gastavam. O justo era me dar 50%. Ent\u00e3o, sem briga na Justi\u00e7a, sem nada, subiram para 39%\u201d, relata ele que, na \u00e9poca em que come\u00e7ou a tocar, um cantor costumava lan\u00e7ar um disco (vinil e, posteriormente, CD) todo ano com 12 m\u00fasicas em m\u00e9dia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o advento dos streamings, isso mudou. Os artistas mais jovens muitas vezes disponibilizam uma can\u00e7\u00e3o no streaming a cada 15 dias. Muitas m\u00fasicas acabam se tornado um sucesso ef\u00eamero. \u201cTem muitas que se eternizam como&nbsp;<em>Eu Sei Que Vou Te Amar<\/em> e outras que surgem, alegram e v\u00e3o embora. Sempre foi assim. Cada uma tem uma fun\u00e7\u00e3o\u201d, minimiza ele que j\u00e1 presidiu a Abramus \u2013 Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de M\u00fasica e Artes, institui\u00e7\u00e3o que defende os direitos autorais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Trabalho full time via internet com diversos pa\u00edses durante a pandemia<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Aos 84 anos, e em plena pandemia, Roberto Menescal assegura que nunca trabalhou tanto. \u201cAo longo da minha carreira, viajei muito. No Jap\u00e3o, por exemplo, estive 31 vezes, porque l\u00e1 adoram a nossa m\u00fasica, principalmente a Bossa Nova. E, agora na pandemia, fiquei surpreso com a enorme procura de artistas estrangeiros querendo gravar nossa m\u00fasica, gente que eu n\u00e3o conhecia. Gravei com uma menina russa, com uma artista espanhola, uma portuguesa, uma americana. Com a tecnologia, estamos conseguindo gravar \u00e0 dist\u00e2ncia\u201d, comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele conta ainda que fez um clipe de&nbsp;<em>O Barquinh<\/em>o com nove cantores japoneses, que queriam cantar em portugu\u00eas. \u201cFicou espetacular, uma pron\u00fancia engra\u00e7ada. Gravei aqui o piano e a guitarra e l\u00e1, eles completaram com a bateria e o baixo. Quer dizer, daqui de casa consigo gravar com o mundo inteiro\u201d, constata.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Roberto nos conta que se desfez de quase todos os cerca de 1 mil vinis que tinha guardados em dois arm\u00e1rios. \u201cFiquei com uns 30, o resto eu dei tudinho, porque se n\u00e3o a gente fica louco. Hoje, n\u00e3o \u00e9 nem mais vinil, disco, nada. Voc\u00ea vai nas redes e v\u00ea e escuta tudo que desejar\u201d, analisa. Da mesma forma que n\u00e3o sente falta da m\u00eddia f\u00edsica, n\u00e3o \u00e9 saudosista na vida.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cMe falam sempre que eu vivi uma \u00e9poca fant\u00e1stica de Copacabana, Ipanema. \u00c9 verdade! Acho que ningu\u00e9m mais vai viver aquilo. Mas n\u00e3o morro de saudade. Eu tenho saudade \u00e9 do futuro, do que vem por a\u00ed. Vibro com tudo que est\u00e1 chegando, com as parcerias musicais que tenho realizado pelo mundo sem sair de casa. Isso \u00e9 fant\u00e1stico. Ent\u00e3o, lembro de fatos bacanas, mas saudade de querer voltar, n\u00e3o. Estou muito bem hoje em dia, bem de sa\u00fade, de trabalho. Como falei, na pandemia eu pensei que n\u00e3o fosse trabalhar e estou trabalhando como nunca. Gravo quase todo dia, principalmente com o exterior\u201d, diz. Sem contar as in\u00fameras lives que participa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E est\u00e1 atento aos novos talentos. \u201cO pessoal mais jovem me procura e conversamos muito. Eu estou de olho nos jovens&nbsp; como a&nbsp;<strong>Analu Sampaio<\/strong>. Tem&nbsp;<strong>Sofia<\/strong>, a neta do&nbsp;<strong>Jo\u00e3o Gilberto<\/strong>&nbsp;(1931-2019). Tem muita gente me procurando. E eu n\u00e3o quero ficar parado naquilo que fiz no passado\u201d, ressalta.<\/p>\n<h4 style=\"text-align: justify;\">Fura\u00e7\u00e3o Anitta sob a \u00f3tica de Menescal<\/h4>\n<p style=\"text-align: justify;\">Roberto, e o que tem a comentar sobre&nbsp;<strong>Anitta<\/strong>, que, aos 28 anos, tem levado o suingue do Brasil para o mundo? \u201cTenho que dar os parab\u00e9ns a essa mulher inteligente. Estava vendo ela falando em ingl\u00eas para um dos maiores programas de entrevistas dos Estados Unidos. Uma menina que se preparou e est\u00e1 a\u00ed para o mundo. Tem uma m\u00fasica que ela canta,&nbsp;<em>Will I See You<\/em>, que \u00e9 um barato, ela cantando com uma guitarrista americano (<strong>Poo Bear<\/strong>). Mas n\u00e3o gosto do neg\u00f3cio l\u00e1 na laje, com aquele biqu\u00edni de fita isolante (assim, ela gravou o clipe de&nbsp;<em>Vai Malandra<\/em>, no Vidigal, em 2017). Mas eu n\u00e3o combato\u201d, frisa Menescal, que gostou ainda de<em>&nbsp;Girl From Rio<\/em>, com a melodia de&nbsp;<em>Garota de Ipanema<\/em>. \u201cQue barato ela cantando de forma meio jazz\u00edstica. Ent\u00e3o, tem trabalhos da Anitta que eu gosto e outros n\u00e3o, como em tudo\u201d, reflete ele, cujo mais recente \u00e1lbum \u00e9 um projeto voltado para as crian\u00e7as.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\">A cria\u00e7\u00e3o democr\u00e1tica de Menescal para todas as idades<\/h3>\n<p style=\"text-align: justify;\">O projeto&nbsp;<em>Bossinha Legal<\/em>&nbsp;surgiu tendo como inspira\u00e7\u00e3o&nbsp;<strong>Maria J\u00falia<\/strong>, de 6 anos, a mais nova dos seis netos de Menescal, com quem ele gravou pela primeira vez. Inclusive, acaba de lan\u00e7ar o clipe de anima\u00e7\u00e3o de&nbsp;<em>O Barquinho<\/em>, um dos hinos da Bossa Nova. Composi\u00e7\u00e3o de 1960, \u00e9 interpretada por vov\u00f4&nbsp;<strong>Beto<\/strong>,&nbsp;<strong>Maj\u00fa<\/strong>&nbsp;e pela nora&nbsp;<strong>Georgeana Bonow<\/strong>, m\u00e3e da menina. \u201cNa \u00e9poca, ela estava com 5 anos e j\u00e1 cantava muito afinadinha. A\u00ed veio a ideia de fazer n\u00e3o s\u00f3 um clipe. Maria J\u00falia chegou de surpresa e tem sido muito bom, me deu uma nova for\u00e7a na vida\u201d, conta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Acostumado ao longo da vida a gravar com artistas consagrados, Menescal exalta a parceria com a netinha. \u201cAgora, estou gravando com os grandes nomes do futuro. Foi muito legal, porque ela veio de \u00f3culos escuros (risos), estrela total. No primeiro v\u00eddeo que gravamos, nem lembro de que m\u00fasica foi, quando acabou, ela falou: \u2018E meu cach\u00ea?\u2019 Ficou t\u00e3o bonitinho, que a gente deixou. Ela \u00e9 danada. Fico feliz de estar vendo isso, porque de alguma maneira saiu de mim. E n\u00e3o \u00e9 neg\u00f3cio de av\u00f4 coruja n\u00e3o, ela \u00e9 muito afinada\u201d, explica, emocionado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se diverte com uma curiosidade: \u201cEm&nbsp;<em>O Barquinho<\/em>, ela cantou \u2018vel\u00e3o\u2019, mas deixamos assim mesmo (risos). Muito mais bonito do que \u2018ver\u00e3o\u2019. N\u00e3o vamos consertar tudo. Deixa fazer o que a idade dela permite\u201d, observa Roberto. A anima\u00e7\u00e3o foi realizada pelas g\u00eameas&nbsp;<strong>Bruna<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Erika Carvalho&nbsp;<\/strong>(filhas de&nbsp;<strong>Giselle Kfuri<\/strong>, produtora e empres\u00e1ria de Menescal h\u00e1 mais de 20 anos), que integram o time de anima\u00e7\u00e3o do est\u00fadio Titmouse, em Vancouver, no Canad\u00e1.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gravada quase tr\u00eas mil vezes em variados idiomas como ingl\u00eas, franc\u00eas, italiano, coreano, japon\u00eas e espanhol, por nomes como&nbsp;<strong>Peggy Lee<\/strong>&nbsp;(1920-2002),&nbsp;<strong>Andy Summers<\/strong>,&nbsp;<strong>Jo\u00e3o Gilberto<\/strong>&nbsp;(1931-2019),&nbsp;<strong>Nara Le\u00e3o<\/strong>&nbsp;(1942-1989),&nbsp;<strong>Elis Regina<\/strong>&nbsp;(1945-1982),&nbsp;<strong>Yasuko Agawa<\/strong>&nbsp;e&nbsp;<strong>Maysa<\/strong>&nbsp;(1936-1977),&nbsp;<em>O Barquinho<\/em>&nbsp;\u00e9, sem d\u00favida, a can\u00e7\u00e3o que est\u00e1 no pante\u00e3o da m\u00fasica global. Curiosamente, surgiu de forma despretensiosa quando ele ficou \u00e0 deriva durante uma pescaria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEst\u00e1vamos eu, o B\u00f4scoli, a Nara Le\u00e3o, o pessoal do Tamba Trio. Eu era do mar, gostava de pescar e viviam me cobrando para lev\u00e1-los. A\u00ed alugamos um barco em Cabo Frio. E depois de Arraial do Cabo, tem a Ilha do Cabo. Quatro horas da tarde engui\u00e7amos e l\u00e1 tem um vento leste danado, que foi jogando a gente pra fora, a ilha foi ficando pequenininha e eu tentando fazer o motor pegar, at\u00e9 que seis horas da tarde apareceu uma embarca\u00e7\u00e3o grande vindo da Bahia, a gente pediu socorro e quando eles nos levaram, come\u00e7amos a escrever \u2018O Barquinho vai\/E a tardinha cai\u2019, s\u00f3 isso. No dia seguinte, na casa da Nara, onde a gente se encontrava, o B\u00f4scoli veio falando da m\u00fasica, sobre a batida que veio como o barulho do motor e a\u00ed veio \u2018Dia de Luz, festa de sol\/E o barquinho a deslizar\u2026.\u2019 Disse a ele para n\u00e3o falarmos da afli\u00e7\u00e3o, apenas o lado bonito como se nada tivesse acontecido. Fizemos assim e ela virou nosso maior sucesso\u201d, lembra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Av\u00f4 participativo e brincalh\u00e3o, na segunda quinzena de janeiro, Roberto ficou apreensivo e triste de n\u00e3o poder estar com&nbsp;<strong>Maria J\u00falia<\/strong>. \u201cEla e os pais tiveram covid, fiquei mais de 15 dias sem v\u00ea-los. Queria muito abra\u00e7ar a Maria, apertar, porque me dava uma saudade e n\u00e3o podia nem chegar perto\u201d, ressalta ele que em momento algum teve a doen\u00e7a. \u201cNem eu nem minha mulher (em janeiro, Roberto e&nbsp;<strong>Yara<\/strong>&nbsp;completam 60 anos de casamento). Ficamos bem trancados\u201d, conta ele, que tem tr\u00eas filhos. Uma mulher e dois homens, sendo um deles,&nbsp;<strong>Marcio Menescal<\/strong>, pai de Maria, baixista e t\u00e9cnico de grava\u00e7\u00e3o, respons\u00e1vel por toda a parte de produ\u00e7\u00e3o da grava\u00e7\u00e3o e da mixagem de Bossinha Legal.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No projeto, a neta Maria J\u00falia solta a voz tamb\u00e9m em m\u00fasicas como&nbsp;<em>O Gato-to<\/em>&nbsp;(<em>Atirei o Pau no Gato)<\/em>. \u201cMudei a letra para&nbsp;<em>Encontre na Rua Um Gato<\/em>, porque Atirei o Pau no Gato n\u00e3o pode. Mudei a letra toda, a harmonia. Fizemos quase todas as levadas das m\u00fasicas em uma Bossa Nova moderna\u201d, explica. E aposta que a neta tem tudo para brilhar como cantora. \u201cEla vai ser, n\u00e3o tem jeito. Como falei, a m\u00e3e dela tem uma escola de m\u00fasica (Tia G\u00ea Musical) e faz muito show infantil, de anivers\u00e1rio de shopping, clube e ela n\u00e3o perde um, quer cantar em todos os shows da m\u00e3e. A\u00ed, antes de se apresentar, p\u00f5e os \u00f3culos escuros\u201d, diverte-se.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00e1lbum apresenta tamb\u00e9m in\u00e9ditas como&nbsp;<em>Minha Vida<\/em>,&nbsp;<em>Vov\u00f4 Vov\u00f3<\/em>&nbsp;e&nbsp;<em>Bossinha Legal<\/em>, parcerias dele com Georgeana, principal cantora do disco, que conta ainda com a participa\u00e7\u00e3o de&nbsp;<strong>Analu Sampaio<\/strong>, por exemplo, em&nbsp;<em>O Calhambeque<\/em>, sucesso de&nbsp;<strong>Roberto Carlos<\/strong>. \u201cEu a acompanho de longe desde os 10 anos. Estamos preparando uma s\u00e9rie de shows para fazer esse ano, Encontro de Gera\u00e7\u00f5es, ela com 13, eu com 84, cantando tudo, jazz, Bossa Nova. Ela \u00e9 uma baianinha danada, nem conhe\u00e7o pessoalmente, mas j\u00e1 gravamos mil coisas, v\u00eddeos, usamos a tecnologia. Vou fazer tamb\u00e9m uma turn\u00ea com a Bossinha Legal, ao lado da minha neta\u201d, diz.<\/p>\n<p>Fonte: Heloisa Tolipan<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Um dos maiores nomes da m\u00fasica brasileira,&nbsp;Roberto Menescal, um dos pais da Bossa Nova, compositor de cl\u00e1ssicos como&nbsp;O Barquinho&nbsp;e&nbsp;Voc\u00ea, \u2013 as duas em parceria com&nbsp;Ronaldo B\u00f4scoli&nbsp;(1928-1994) -, al\u00e9m de brilhar no nosso pa\u00eds e no mundo, tem sido h\u00e1 anos muito atuante no que se refere aos direitos autorais dos m\u00fasicos. 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