{"id":38547,"date":"2022-06-20T10:23:00","date_gmt":"2022-06-20T13:23:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=38547"},"modified":"2022-06-20T08:28:09","modified_gmt":"2022-06-20T11:28:09","slug":"policia-baiana-deixa-de-resolver-78-dos-homicidios-que-ocorrem-no-estado","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2022\/06\/20\/policia-baiana-deixa-de-resolver-78-dos-homicidios-que-ocorrem-no-estado","title":{"rendered":"Pol\u00edcia baiana deixa de resolver 78% dos homic\u00eddios que ocorrem no Estado"},"content":{"rendered":"<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 s\u00e3o mais de nove meses sem o sorriso, os afagos e o caf\u00e9 preparado com todo o carinho. \u201cQuando chegava do trabalho, encontrava ele sorrindo no sof\u00e1. Perguntava como foi o meu dia e j\u00e1 deixava o \u2018menorzinho\u2019 para mim e a m\u00e3e dele\u201d, relembra o pai do estudante Marco Gabriel Oliveira Mota de Souza, 18 anos. O rapaz e um amigo foram assassinados depois que traficantes chegaram atirando em uma festa, no bairro de S\u00e3o Caetano. \u00c0 dor, soma-se a revolta: \u201cAt\u00e9 hoje a pol\u00edcia n\u00e3o diz nada. A impunidade d\u00f3i tamb\u00e9m\u201d, desabafa o pai. O caso de Marco Gabriel chama aten\u00e7\u00e3o para o fato de que 78% dos homic\u00eddios investigados na Bahia ficam sem solu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A informa\u00e7\u00e3o consta na quarta edi\u00e7\u00e3o da pesquisa Onde Mora a Impunidade, do Instituto Sou da Paz, que mostra a taxa de esclarecimentos sobre assassinatos e outros tipos de crime contra a vida no Brasil, em 2020. O levantamento foi divulgado no ano passado pela institui\u00e7\u00e3o, que tem o t\u00edtulo de Organiza\u00e7\u00e3o da Sociedade Civil de Interesse P\u00fablico (Oscip) concedido pelo Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a. No ranking, a Bahia ocupa a 3\u00aa posi\u00e7\u00e3o de homic\u00eddios n\u00e3o solucionados, quando n\u00e3o \u00e9 poss\u00edvel provar a autoria ou materialidade ou as duas condi\u00e7\u00f5es, perdendo apenas para o Rio de Janeiro (86%) e Paran\u00e1 (88%).<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">O objetivo do estudo \u00e9 responder quest\u00f5es sobre a propor\u00e7\u00e3o dos homic\u00eddios dolosos que resulta em a\u00e7\u00f5es na Justi\u00e7a em cada uma das unidades federativas do Brasil e quantos familiares de v\u00edtimas t\u00eam garantido pelo Estado o direito a uma resposta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cA delegada disse \u00e0 minha esposa que a gente tinha que trazer mais informa\u00e7\u00f5es para eles [a pol\u00edcia], porque a pol\u00edcia n\u00e3o tem recursos para ficar indo l\u00e1 [no local do crime]. Isso para mim \u00e9 descaso, falta de humanidade\u201d, declarou o pai de Marco Gabriel, que pediu para n\u00e3o ser identificado na reportagem.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">O filho dele estava no segundo ano do curso de engenharia em uma faculdade particular e era tamb\u00e9m Menor Aprendiz em um banco. No dia 07 de setembro do ano passado, Marco Gabriel e o amigo, Lucas Gabriel da Concei\u00e7\u00e3o dos Santos, que cursava radiologia, foram comemorar com os vizinhos a vit\u00f3ria do time local, em uma festa do tipo pared\u00e3o na comunidade da Gomeia. Instantes depois, traficantes chegaram atirando aleatoriamente e os amigos foram atingidos. Os dois jovens eram filhos \u00fanicos.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Inqu\u00e9rito sem fim<\/strong><br \/>\nA investiga\u00e7\u00e3o sobre as mortes de Marco Gabriel e de Lucas ainda est\u00e1 na fase de inqu\u00e9rito, no Departamento de Homic\u00eddio e Prote\u00e7\u00e3o \u00e0 Pessoa (DHPP). De acordo com a pesquisa do Instituto Sou da Paz, quanto mais tempo demora a atividade investigativa, mais dif\u00edcil fica a identifica\u00e7\u00e3o dos autores de um crime, com maior possibilidade de o inqu\u00e9rito ter como destino o arquivamento.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Para acelerar o tempo de resposta \u00e0s apura\u00e7\u00f5es, a Secretaria de Seguran\u00e7a P\u00fablica (SSP-BA) inaugurou, em 2016, no Centro Administrativo da Bahia (CAB), um Centro de Opera\u00e7\u00f5es e Intelig\u00eancia (COI), maior estrutura da Am\u00e9rica Latinha, e criou centros regionais integrados (CICOM), al\u00e9m de n\u00facleos de tecnologia nas Pol\u00edcias Civil e T\u00e9cnica, um investimento total de R$ 250 milh\u00f5es do governo do estado.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Por\u00e9m, apesar de todo o investimento, os avan\u00e7os no esclarecimento de crimes seguem lentos. \u201cAvan\u00e7os tecnol\u00f3gicos na \u00e1rea de seguran\u00e7a p\u00fablica devem acompanhar o entendimento de que para que serve a seguran\u00e7a p\u00fablica. Se temos um modelo baseado na viol\u00eancia, repress\u00e3o, racismo, estigmatizar\u00e3o, controle dos territ\u00f3rios negros, a tecnologia vai servir para o aprofundamento dessas desigualdades e n\u00e3o para a prote\u00e7\u00e3o da vida. \u00c9 fundamental que a gente conecte o investimento na seguran\u00e7a p\u00fablica com o investimento em ci\u00eancia para produzir melhores sa\u00eddas para os atuais problemas e tamb\u00e9m decis\u00f5es pol\u00edticas importantes, dif\u00edceis de serem tomadas, mas que s\u00e3o urgentes, como por exemplo, a supera\u00e7\u00e3o do modelo baseado na guerra \u00e0s drogas\u201d, avalia Dudu Ribeiro, que \u00e9 coordenador-executivo da organiza\u00e7\u00e3o da sociedade civil Iniciativa Negra e coordenador da rede de Observat\u00f3rios de Seguran\u00e7a na Bahia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Em dezembro de 2018, o governo do estado implantou o projeto de V\u00eddeo Policiamento \u2013 sistema que faz o reconhecimento facial de pessoas e placas de ve\u00edculos, compartilhando informa\u00e7\u00f5es em tempo real com operadores no COI. O programa custou R$ 18 milh\u00f5es. \u201cO reconhecimento facial \u00e9 alvo de v\u00e1rias cr\u00edticas por parte da rede de Observat\u00f3rios. H\u00e1 muitos casos de pessoas negras que foram abordadas e at\u00e9 presas por engano devido ao reconhecimento facial e o racismo do algoritmo [quando \u00a0sistemas que dependem de algoritmos s\u00e3o programados de forma que perpetuam ou escondem preconceitos raciais j\u00e1 presentes na sociedade]\u201d, aponta Luciana Santana, cientista social e pesquisadora da rede de Observat\u00f3rios de Seguran\u00e7a na Bahia.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\"><strong>Consequ\u00eancias<\/strong><br \/>\nA impunidade trouxe \u00e0s fam\u00edlias de Marco Gabriel e Lucas Gabriel o medo de repres\u00e1lia dos bandidos. Os pais dos dois n\u00e3o moram mais em Salvador. \u201cA n\u00e3o elucida\u00e7\u00e3o dos crimes imp\u00f5e \u00e0 popula\u00e7\u00e3o um clima de terror, por passar a conviver com a impunidade e ali passa a existir um estado paralelo, um estado de exce\u00e7\u00e3o, onde impera nessas comunidades o toque de recolher, a lei do sil\u00eancio, o medo. Isso muda o h\u00e1bito da popula\u00e7\u00e3o, pois para entrar e sair do bairro tem de haver identifica\u00e7\u00e3o pr\u00e9via\u201d, enumera Eust\u00e1cio Lopes, presidente do Sindicato dos Policiais Civis (Sindpoc).<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">O deputado estadual Soldado Marco Prisco (Uni\u00e3o Brasil), membro da Comiss\u00e3o de Direitos Humanos e Seguran\u00e7a P\u00fablica da Assembleia Legislativa da Bahia (Alba), comenta os indicadores da Bahia no levantamento do Instituto Sou da Paz: \u201cAl\u00e9m dos casos que ficam sem solu\u00e7\u00e3o, temos consequ\u00eancias dr\u00e1sticas. A popula\u00e7\u00e3o da Bahia est\u00e1 com medo. Os com\u00e9rcios est\u00e3o fechando, o turismo est\u00e1 baixando. A situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 ca\u00f3tica\u201d, afirma.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Cabe \u00e0 Pol\u00edcia Civil investigar as infra\u00e7\u00f5es penais, sejam as que chegam \u00e0 corpora\u00e7\u00e3o via boletim de ocorr\u00eancia (BO) ou por outros meios. A PC verifica se existiu um crime de fato, quem \u00e9 o \u00a0autor e a materialidade.<\/p>\n<blockquote>\n<p class=\"bodytext\"><strong>\u201cComo identificar criminosos em delegacias desestruturadas? O departamento de homic\u00eddios (DHPP) \u00e9 uma vergonha. A sua estrutura interna funciona de forma prec\u00e1ria, n\u00e3o temos servidores suficientes. Temos quase 200 delegacias sem delegados para tocar as investiga\u00e7\u00f5es. \u00c0s vezes tem delegado, mas n\u00e3o tem escriv\u00e3o e nem investigador. No interior faltam computadores, n\u00e3o tem internet, departamentos funcionam com internet paga pelo pr\u00f3prio delegado\u201d,<\/strong>\u00a0critica o delegado F\u00e1bio Lordello, presidente do Sindicato dos Delegados de Pol\u00edcia do Estado da Bahia (Adpeb).<\/p>\n<\/blockquote>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A reportagem procurou a SSP para saber o que deu errado ap\u00f3s tantos investimentos da gest\u00e3o do PT em tecnologia, com um saldo de pouqu\u00edssimos resultados no esclarecimento dos crimes. O \u00f3rg\u00e3o respondeu que &#8220;\u00e9 a Pol\u00edcia Civil a repons\u00e1vel por elucidar e finalizar inqu\u00e9ritos&#8221;. A Pol\u00edcia Civil tamb\u00e9m foi procurada para responder porque os autores dos assassinatos de Marco Gabriel e Lucas Gabriel n\u00e3o foram at\u00e9 hoje identificados. Nenhuma resposta foi enviada.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>&#8216;Tecnologia sem efetivo \u00e9 ineficaz&#8217;<\/strong><\/h3>\n<div class=\"single-publicidade\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"div-gpt-ad-1563386375579-0\"><\/div>\n<\/div>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A pesquisa Onde Mora a Impunidade, do Instituto Sou da Paz, revela que a Bahia tem apenas 22% de homic\u00eddios solucionados, a metade da m\u00e9dia brasileira, que \u00e9 de 44%, apesar da cifra investida na \u00e1rea, de 2016 para c\u00e1. Como explicar o paradoxo dos avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos na contram\u00e3o de um percentual t\u00e3o pequeno de efetividade do trabalho policial?<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cO Centro de Opera\u00e7\u00f5es, COI, \u00e9 completamente in\u00fatil do ponto de vista da necessidade de gest\u00e3o de investimento em outras \u00e1reas. Gastou-se quase R$ 300 milh\u00f5es no pr\u00e9dio. Investiu-se muito em um pr\u00e9dio que funciona de forma prec\u00e1ria, com salas praticamente fechadas e sem nenhuma efetividade para o combate \u00e0 criminalidade. Nossa entidade denunciou v\u00e1rias vezes esse investimento desnecess\u00e1rio, mas de nada adiantou\u201d, acrescenta o presidente da Adpeb, delegado F\u00e1bio Lordello.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Segundo a Adpeb e o Sindpoc, a Bahia tem hoje o efetivo de 5.500 servidores na Pol\u00edcia Civil, entre delegados, investigadores e escriv\u00e3es, quando deveria ter 11.052. \u201cOs CICOMS foram constru\u00eddos no interior retirando servidores da Pol\u00edcia Civil, esvaziando as nossas unidades &#8211; nosso contingente \u00e9 m\u00ednimo &#8211; para fazer atendimento de telefone. T\u00ednhamos que pegar os servidores para a investiga\u00e7\u00e3o, que \u00e9 o produto da Pol\u00edcia Civil\u201d, diz Lordello.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 o presidente do Sindpoc aponta que o COI foi utilizado para outras finalidades. \u201cO governo derramou milh\u00f5es no centro de opera\u00e7\u00f5es, mas essa ferramenta n\u00e3o chegou na ponta, nas delegacias, onde os policiais civis identificam a mancha criminal. A SSP tem um centro de intelig\u00eancia, mas foi usado para fins diversos como a popula\u00e7\u00e3o acompanhou, com uso indevido do servi\u00e7o de intelig\u00eancia atrav\u00e9s de membros da SSP fornecendo informa\u00e7\u00f5es sigilosas\u201d, acrescenta ele, em refer\u00eancia \u00e0 Opera\u00e7\u00e3o Faroeste, que, em dezembro de 2020, resultou no afastamento do ent\u00e3o secret\u00e1rio de Seguran\u00e7a P\u00fablica, Maur\u00edcio Telles Barbosa. A opera\u00e7\u00e3o investiga suposto esquema de venda de senten\u00e7as por ju\u00edzes e desembargadores do Tribunal de Justi\u00e7a da Bahia (TJ-BA). \u00a0Segundo a Procuradoria-Geral da Rep\u00fablica (PGR), o ex-chefe da SSP usava o cargo para proteger integrantes do esquema. Com a sa\u00edda de Barbosa, a seguran\u00e7a p\u00fablica est\u00e1 sob o comando de Ricardo Mandarino.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">A falta de investimentos afeta ainda a base da pir\u00e2mide da SSP-BA, a Pol\u00edcia Militar, que \u00e9 respons\u00e1vel pelo policiamento ostensivo, que se constitui em medidas preventivas e de seguran\u00e7a para evitar delitos e viola\u00e7\u00f5es de normas. Mas a tropa hoje \u00e9 de 28.649 policiais, 60,6% menor do que o necess\u00e1rio, segundo o Boletim Geral Reservado (BGR) da PM-BA, de 30 de agosto de 2021. Para se ter uma ideia: \u00e9 um PM para cada 523 habitantes<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u201cSe o governo realmente priorizasse a seguran\u00e7a, n\u00e3o gastasse tanto dinheiro em propaganda e investisse em prioridades como equipamentos para os policiais, n\u00e3o equipamentos de mentira&#8230; N\u00e3o adianta colocar viaturas se n\u00e3o tem efetivo, ent\u00e3o teria que colocar pelo menos mais 20 mil homens. As unidades onde policiais trabalham est\u00e3o sucateadas\u201d, sentencia o deputado estadual Soldado Marco Prisco.<\/p>\n<h3 style=\"text-align: justify;\"><strong>MS\u00a0tem quase 90% de efetividade<\/strong><\/h3>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">O Mapa da Impunidade do Instituto Sou da Paz mostra que o Mato Grosso do Sul (MS) \u00e9 o estado que mais resolveu homic\u00eddios em 2020, com percentual de 89% de efetividade. A reportagem procurou a Secretaria de Seguran\u00e7a do estado do Centro-Oeste brasileiro, que indicou como fonte o titular da Delegacia Especializada de Repress\u00e3o aos Crimes de Homic\u00eddio (DEH), delegado Carlos Delano. Para ele, \u201cn\u00e3o h\u00e1 nada de extraordin\u00e1rio\u201d no desempenho da pol\u00edcia sul-mato-grossenses.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">\u00a0\u201c\u00c9 uma quest\u00e3o de seguir os protocolos disponibilizados pela Secretaria Nacional de Seguran\u00e7a P\u00fablica (Senasp), no Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a, que vem construindo um modelo de gest\u00e3o e as pol\u00edcias se adequando, com os melhores resultados. Capacita\u00e7\u00e3o dos agentes, policiais militares e guardas para que n\u00e3o ocorra a contamina\u00e7\u00e3o da cena de crime a fim de preservar as provas; e investimento em tecnologia de ponta, como ades\u00e3o \u00e0 softwares, por exemplo\u201d, cita Delano.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Em maio de 2016, a Senasp e o Instituto de Pesquisa Econ\u00f4mica Aplicada (Ipea) lan\u00e7aram o estudo Indicadores Multidimensionais de Educa\u00e7\u00e3o e Homic\u00eddios nos Territ\u00f3rios Focalizados pelo Pacto Nacional pela Redu\u00e7\u00e3o de Homic\u00eddios. O documento tem o objetivo de apresentar o papel central que a educa\u00e7\u00e3o desempenha para mitigar a criminalidade violenta.<\/p>\n<p class=\"bodytext\" style=\"text-align: justify;\">Segundo a pesquisa do Ipea, o Brasil responde por mais de 10% do total de homic\u00eddios do planeta, com cerca de 65 mil assassinatos por ano.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte: Correio da Bahia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 s\u00e3o mais de nove meses sem o sorriso, os afagos e o caf\u00e9 preparado com todo o carinho. \u201cQuando chegava do trabalho, encontrava ele sorrindo no sof\u00e1. 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