{"id":46761,"date":"2022-12-06T08:25:00","date_gmt":"2022-12-06T11:25:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=46761"},"modified":"2022-12-05T15:19:40","modified_gmt":"2022-12-05T18:19:40","slug":"festa-em-homenagem-ao-samba-completa-50-anos-de-resistencia-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2022\/12\/06\/festa-em-homenagem-ao-samba-completa-50-anos-de-resistencia-na-bahia","title":{"rendered":"Festa em homenagem ao samba completa 50 anos de resist\u00eancia na Bahia"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Quando o s\u00e1bio e genial compositor baiano escreveu esses versos, ele sabia com certeza que o baiano tamb\u00e9m gosta de sambar e muito. E n\u00e3o \u00e9 \u00e1 toa que temos uma celebrada tradi\u00e7\u00e3o desse aut\u00eantico ritmo nacional que, apesar de hoje ser mais cultuado no Rio de Janeiro, dizem os historiadores que nasceu na Bahia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E \u00e9 justamente um baiano chamado Edil Pacheco que vem ao longo de 50 anos realizando o chamado Dia do Samba. A data \u00e9 comemorada dia 2 de dezembro e re\u00fane os bambas, como aconteceu este ano mais uma vez na Cantina da Lua, do mestre Clarindo Silva, e que abrigou a galera para uma festa sempre animada. Edil pretendia realizar a festa em pra\u00e7a p\u00fablica como sempre aconteceu. Mas, ultimamente, por falta de apoio dos \u00f3rg\u00e3os que deveriam incentivar tal iniciativa, ele conta com o aux\u00edlio de abnegados que n\u00e3o deixam o samba morrer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">S\u00f3 para lembrar, o Dia do Samba em Salvador foi criado em 2 de dezembro de 1963 em homenagem ao compositor mineiro Ary Barroso. Na d\u00e9cada de 1930, ele conheceu a capital baiana e comp\u00f4s a m\u00fasica \u201cNa Baixa do Sapateiro\u201d, na qual expressava todo seu amor pela Bahia: \u201cEu me descobri na Bahia. Os seus ritmos, seus candombl\u00e9s, suas capoeiras, sua gente foram uma revela\u00e7\u00e3o para mim\u201d, afirmou Barroso em uma entrevista em 1962.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde que iniciou o evento h\u00e1 50 anos, em 1972 com o nome de \u201cNoite do Samba e Dend\u00ea\u201d, no antigo Campo da Gra\u00e7a, o cantor, compositor e sambista Edil Pacheco nunca deixou, como se diz na g\u00edria, \u201ca peteca cair\u201d. Com apoio e incentivo, principalmente de Gilberto Gil, desde os tempos em que ele era vereador em Salvador at\u00e9 chegar a Ministro da Cultura, Edil faz a festa. E como tem muito prestigio, j\u00e1 trouxe para o evento grandes nomes da MPB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ali\u00e1s com Gil, Edil tem uma hist\u00f3ria interessante como ele relatou: \u201cEm 1987, fomos participar de um evento no Benin e l\u00e1 conversei muito com Gilberto Gil sobre a festa do Samba. De volta ao Brasil, fizemos um grande evento na Pra\u00e7a Municipal, da qual ele participou. Anos depois, j\u00e1 Ministro da Cultura, mais uma vez se fez presente no Dia do Samba\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A lista \u00e9 enorme. Al\u00e9m de Gil, j\u00e1 compareceram Chico Buarque, Caetano Veloso, Paulinho da Viola, Martinho da Vila, Jo\u00e3o Bosco, Faf\u00e1 de Bel\u00e9m, Beth Carvalho, Alcione, Ivan Lins, Jo\u00e3o Nogueira (pai de Diogo Nogueira), Mart\u00b4n\u00e1lia e muitos outros. Das tr\u00eas grandes sambistas, apenas a saudosa Clara Nunes n\u00e3o veio. Mas ela gravou de Edil a m\u00fasica Filhos de Gandhy.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tamb\u00e9m gravaram can\u00e7\u00f5es de Edil as saudosas Beth Carvalho, com Siri\u00ea, e Gal Costa, com o frevo Estamos A\u00ed. J\u00e1 Alcione, que continua com a gente firme e forte comemorando 50 anos de carreira, registou Ara Ketu, outro hit do compositor baiano que circula com desenvoltura entre as v\u00e1rias vertentes da m\u00fasica popular brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em territ\u00f3rio baiano, Edil faz parte de um grupo de grandes artistas que honram o samba da Bahia (que \u00e9 diferente do samba carioca, porque o nosso bebe no chamado samba do rec\u00f4ncavo, mais cadenciado). Ao lado de Riach\u00e3o, Batatinha, Ederaldo Gentil, Firmino de Itapo\u00e3 (todos esses j\u00e1 nos deixaram), N\u00e9lson Rufino, Walmir Lima, Chocolate da Bahia, Gal do Beco, Roque Bentequ\u00ea, entre outros, Edil continua na batalha, interagindo com outros nomes como Juliana Ribeiro e Ger\u00f4nimo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mesmo enfrentando todas as dificuldades que v\u00e3o da parte financeira at\u00e9 a pandemia da Covid-19, que suspendeu a festa durante dois anos, Edil Pacheco sonha em voltar a fazer a festa em pra\u00e7a p\u00fablica, atraindo a multid\u00e3o que sempre compareceu, sambou e cantou com seus \u00eddolos. Tudo de forma gratuita e sempre no mais alto astral.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em conversa com o Ba\u00fa do Marrom, Edil falou que espera tempos melhores: \u201cEste ano foi muito dif\u00edcil para a gente. Mas, espero que em 2023, quando o Dia do Samba comemora 51 anos, tenhamos mais apoio. Para isso, vou come\u00e7ar a preparar o evento logo ap\u00f3s o Carnaval, fazer os contatos e tentar retomar a festa como gostamos de fazer\u201d.<\/p>\n<p>Fonte: Correio da Bahia<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando o s\u00e1bio e genial compositor baiano escreveu esses versos, ele sabia com certeza que o baiano tamb\u00e9m gosta de sambar e muito. E n\u00e3o \u00e9 \u00e1 toa que temos uma celebrada tradi\u00e7\u00e3o desse aut\u00eantico ritmo nacional que, apesar de hoje ser mais cultuado no Rio de Janeiro, dizem os historiadores que nasceu na Bahia. 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