{"id":51942,"date":"2023-04-26T14:00:00","date_gmt":"2023-04-26T17:00:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=51942"},"modified":"2023-04-25T21:40:20","modified_gmt":"2023-04-26T00:40:20","slug":"pesquisadores-realizam-mapeamento-de-sistemas-agricolas-familiares-resilientes-as-mudancas-climaticas-e-desertificacao-no-semiarido","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2023\/04\/26\/pesquisadores-realizam-mapeamento-de-sistemas-agricolas-familiares-resilientes-as-mudancas-climaticas-e-desertificacao-no-semiarido","title":{"rendered":"Pesquisadores realizam mapeamento de sistemas agr\u00edcolas familiares resilientes \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e desertifica\u00e7\u00e3o no semi\u00e1rido"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A \u00e1rea de Desertifica\u00e7\u00e3o e Agroecologia do Instituto Nacional do Semi\u00e1rido (INSA\/MCTI), atrav\u00e9s do Observat\u00f3rio da Caatinga, continua realizando esfor\u00e7os de execu\u00e7\u00e3o e finaliza\u00e7\u00e3o do projeto \u201cMapeamento, an\u00e1lises e identifica\u00e7\u00e3o de agroecossistemas resilientes \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e desertifica\u00e7\u00e3o no Semi\u00e1rido brasileiro\u201d, uma iniciativa de pesquisa nascida a partir da necessidade de reconhecimento da rica mem\u00f3ria biocultural sertaneja e sua relevante contribui\u00e7\u00e3o hist\u00f3rica para a alimenta\u00e7\u00e3o brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desta forma, pesquisadores de campo contratados pelo Programa Capacita\u00e7\u00e3o Institucional (PCI) buscaram elucidar, de forma detalhada e criteriosa, as caracter\u00edsticas e mecanismos ligados a manejos espec\u00edficos dos sistemas produtivos, que tenham permitido suportar e at\u00e9 mesmo recuperarem-se ap\u00f3s evento de perturba\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As equipes tamb\u00e9m identificam as estrat\u00e9gias de organiza\u00e7\u00e3o social utilizadas pelas fam\u00edlias agricultoras, para conviver em situa\u00e7\u00f5es dif\u00edceis impostas pelos eventos ambientais extremos, assim como sistematizar as estrat\u00e9gias que t\u00eam utilizado para permanecer na comunidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a coleta de dados e informa\u00e7\u00f5es, foi adotado o M\u00e9todo de An\u00e1lises Ecol\u00f3gica e Econ\u00f4mica &#8211; Lume (2017). O m\u00e9todo foi estruturado em etapas que se integram de maneira recursiva em um processo de cont\u00ednuo levantamento, confirma\u00e7\u00e3o e refinamento das informa\u00e7\u00f5es, dos dados e das an\u00e1lises.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O levantamento de informa\u00e7\u00f5es e dados foi realizado por meio de entrevista semiestruturada conduzida junto \u00e0s fam\u00edlias participantes. As entrevistas foram realizadas em duas etapas realizadas em, no m\u00ednimo, duas visitas a campo. \u00a0Na primeira visita, foram levantadas informa\u00e7\u00f5es de natureza qualitativa sobre a estrutura e o funcionamento do agroecossistema. As informa\u00e7\u00f5es levantadas em campo nesta primeira etapa da entrevista foram ordenadas e analisadas com o aux\u00edlio de tr\u00eas instrumentos: a) uma linha do tempo para representa\u00e7\u00e3o da trajet\u00f3ria do agroecossistema; b) diagramas de fluxos para a representa\u00e7\u00e3o do funcionamento econ\u00f4mico-ecol\u00f3gico do agroecossistema (modeliza\u00e7\u00e3o); c) uma planilha para an\u00e1lise de qualidades sist\u00eamicas do agroecossistema. Na segunda parte da entrevista, foram realizadas visitas cont\u00ednuas de campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente os pesquisadores est\u00e3o tratando os dados e informa\u00e7\u00f5es levantados. Desse modo, apresentaram alguns resultados parciais. Com base nas informa\u00e7\u00f5es levantadas, foi poss\u00edvel caracterizar os sistemas agr\u00edcolas familiares de base agroecol\u00f3gica em tr\u00eas distintos grupos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os sistemas agr\u00edcolas do grupo 1 se caracterizaram por apresentarem maiores \u00edndices de rentabilidade monet\u00e1ria (IRM), reciprocidade Ecol\u00f3gica (IRE), riqueza de esp\u00e9cies cultivadas (REC), indicando aumento dos recursos produzidos, como biomassa vegetal e animal dentro do sistema, se tornam c\u00edclicos, aumentando sua sustentabilidade e resili\u00eancias. Os sistemas do grupo 2 caracterizam-se por apresentar valores m\u00e9dios de IRM, IRE e riqueza de esp\u00e9cies cultivadas, enquanto os sistemas do grupo 3 apresentaram valores de menor riqueza de esp\u00e9cies cultivadas e valores m\u00e9dios de IRE.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Percebe-se ent\u00e3o que, os sistemas agr\u00edcolas familiares mais biodiversificados (grupo 1 e 2), com pr\u00e1ticas agroecol\u00f3gicas impactam positivamente no \u00edndice de reciprocidade ecol\u00f3gica, resultando em processos de intensifica\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o baseados na valoriza\u00e7\u00e3o dos recursos locais, no emprego de tecnologias e pr\u00e1ticas de manejo que diversificam os sistemas produtivos com atividades que se complementam e permitem a forma\u00e7\u00e3o de estoques (\u00e1gua, forragem, alimentos e sementes) e uma maior circula\u00e7\u00e3o de nutrientes dentro do agroecossistema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outra parte, devido aos agroecossistemas em estudo n\u00e3o ocorrerem num vazio social, mas sim como produto de um processo co-evolutivo de interc\u00e2mbio de mat\u00e9ria e energia entre o n\u00facleo social (fam\u00edlias) de gest\u00e3o do agroecossistema e a natureza, a resili\u00eancia ecol\u00f3gica \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e desertifica\u00e7\u00e3o destes sistemas vincula-se \u00e0 resili\u00eancia social, ou seja, a capacidade das fam\u00edlias de melhorar sua infraestrutura ecol\u00f3gica-social frente aos impactos externos. Assim, em nossas an\u00e1lises realizadas at\u00e9 o momento foi observado que nos agroecossistemas familiares com mais transforma\u00e7\u00f5es estruturais, agroecol\u00f3gicas, sociais em combina\u00e7\u00e3o com o fortalecimento de mecanismos de reciprocidade comunit\u00e1ria e fortalecidos pela implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas aumenta a resili\u00eancia clim\u00e1tica.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Fonte: RedeGN<\/em><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A \u00e1rea de Desertifica\u00e7\u00e3o e Agroecologia do Instituto Nacional do Semi\u00e1rido (INSA\/MCTI), atrav\u00e9s do Observat\u00f3rio da Caatinga, continua realizando esfor\u00e7os de execu\u00e7\u00e3o e finaliza\u00e7\u00e3o do projeto \u201cMapeamento, an\u00e1lises e identifica\u00e7\u00e3o de agroecossistemas resilientes \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas e desertifica\u00e7\u00e3o no Semi\u00e1rido brasileiro\u201d, uma iniciativa de pesquisa nascida a partir da 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