{"id":5432,"date":"2019-12-07T08:33:05","date_gmt":"2019-12-07T11:33:05","guid":{"rendered":"http:\/\/blogopara.com.br\/?p=5432"},"modified":"2019-12-07T08:33:39","modified_gmt":"2019-12-07T11:33:39","slug":"apenas-177-das-cidades-brasileiras-tem-livrarias-aponta-estudo-do-ibge-juazeiro-esta-entre-as-cidades-que-nao-tem","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2019\/12\/07\/apenas-177-das-cidades-brasileiras-tem-livrarias-aponta-estudo-do-ibge-juazeiro-esta-entre-as-cidades-que-nao-tem","title":{"rendered":"Apenas 17,7% das cidades brasileiras t\u00eam livrarias, aponta estudo do IBGE, Juazeiro est\u00e1 entre as cidades que n\u00e3o tem."},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">O n\u00famero de cidades brasileiras que t\u00eam ao menos uma livraria est\u00e1 em queda. \u00c9 o que aponta uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica) divulgada nesta quinta-feira (5), com \u00edndices de um amplo estudo sobre o consumo de cultura em todo o pa\u00eds. Segundo os dados, em 2001, as livrarias estavam presentes em 42,7% dos munic\u00edpios. Daquele ano at\u00e9 2018\u00a0esse n\u00famero caiu para 17,7%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um levantamento da CNC (Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo) j\u00e1 havia apontado que entre 2007 e 2017 o n\u00famero de estabelecimentos classificados como livraria ou papelaria havia encolhido 29% em todo territ\u00f3rio nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mesma pesquisa do IBGE revela que as lojas de fitas, CDs e DVDs conseguiram ganhar mais espa\u00e7o at\u00e9 2006, quando chegaram a 59,8 % dos munic\u00edpios brasileiros. Depois, em per\u00edodo que coincide com o crescimento dos servi\u00e7os de streaming, iniciou-se uma queda que leva \u00e0\u00a0redu\u00e7\u00e3o deste \u00edndice para 23,1%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No ano passado, o IBGE divulgou pesquisa mostrando que servi\u00e7os de streaming estavam em expans\u00e3o entre brasileiros: foram utilizados por 16,1% dos domic\u00edlios que acessaram a internet em 2017,\u00a0acima do registrado no ano anterior, 11,7%. Tamb\u00e9m \u00e9 apontado que 81,8% dos brasileiros que acessaram a internet no ano retrasado declararam que uma das finalidades era assistir a v\u00eddeos, incluindo\u00a0s\u00e9ries e filmes.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Houve menos impacto, por\u00e9m, nos cinemas. O n\u00famero de cidades com salas cresceu at\u00e9 2012, ainda segundo o estudo do IBGE divulgado agora, tendo chegado a 10,7% dos munic\u00edpios naquele ano (em 2001, eram 7,5%). Hoje, ap\u00f3s uma pequena redu\u00e7\u00e3o, esse \u00edndice chegou a 10%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No caso de livrarias, \u00e9 mais dif\u00edcil atribuir o decr\u00e9scimo ao\u00a0crescimento nas vendas de vers\u00f5es digitais. Uma das pesquisas mais recentes sobre o consumo de e-books \u00e9 de 2016, do Ibope, e mostra que 26% dos brasileiros j\u00e1 haviam lido algum livro em vers\u00e3o online. Ao mesmo tempo, para o mercado de livros, esse consumo representa pouco mais de 1% do que \u00e9 comercializado, segundo o Censo do Livro Digital, estudo realizado pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nova pesquisa do IBGE tamb\u00e9m se dedica a um panorama do consumo de cultura pela popula\u00e7\u00e3o do pa\u00eds, e destaca algumas defasagens em grupos espec\u00edficos, determinados por classifica\u00e7\u00e3o de ra\u00e7a e faixa et\u00e1ria, por exemplo. Negros, segundo o estudo, t\u00eam menos acesso a cinemas e museus do que brancos no pa\u00eds, pois 37% da popula\u00e7\u00e3o brasileira preta ou parda reside em munic\u00edpios onde n\u00e3o h\u00e1 nenhum museu -44%, onde n\u00e3o h\u00e1 cinema. Esse n\u00famero cai para 25,4% em rela\u00e7\u00e3o a brancos sem acesso a museu e 34,8% no caso de cinema.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pesquisa ressalva que n\u00e3o s\u00e3o considerados outros fatores que tamb\u00e9m possam incidir sobre o acesso da popula\u00e7\u00e3o a equipamentos culturais, como sistema de transporte.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Crian\u00e7as e adolescentes at\u00e9 14 anos tamb\u00e9m s\u00e3o um grupo com menos acesso a alguns equipamentos culturais, como cinemas e museus, quando o estudo faz compara\u00e7\u00f5es por faixas et\u00e1rias.\u00a0S\u00e3o 35,9% aqueles que s\u00e3o menores de 14 anos e que moram em uma cidade onde n\u00e3o h\u00e1 nem mesmo um museu, \u00edndice que o\u00a0estudo classifica como &#8220;preocupante&#8221;, dada a import\u00e2ncia de institui\u00e7\u00f5es voltadas \u00e0s artes na forma\u00e7\u00e3o dos jovens. O estudo aponta que a m\u00e9dia mensal para a despesa com cultura na fam\u00edlia brasileira \u00e9 de R$ 282,86.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fica abaixo de outros grupos de despesas de consumo como habita\u00e7\u00e3o, transporte, alimenta\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia \u00e0 sa\u00fade, por\u00e9m \u00e0 frente, por exemplo, de &#8220;higiene e cuidados pessoais&#8221;.\u00a0A import\u00e2ncia dos gastos no setor varia de acordo com\u00a0a oferta e a facilidade no acesso, com reflexos nos \u00edndices distribu\u00eddos pelo territ\u00f3rio nacional. Na regi\u00e3o Sudeste, uma fam\u00edlia gasta em m\u00e9dia 7,9% de sua renda com cultura. Esse n\u00famero cai para 7,5% na regi\u00e3o Centro-Oeste (7,5%), para 7,4% no Sul, 6,9% no Norte e 6,8 % no Nordeste.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Uma contradi\u00e7\u00e3o apontada pela pesquisa \u00e9 que nem sempre quem ganha mais consome mais cultura. Fam\u00edlias que ganham de R$ 5.724 a R$ 9.540 e que ganham de R$ 9.540 a R$ 14.310 s\u00e3o as que mais gastam com esse item (8,1% e 8,2%, respectivamente). Elas gastam proporcionalmente mais do que as\u00a0 que ganham mais de R$ 23.850 (7,9%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fam\u00edlias que ganham at\u00e9 R$ 1.908 gastam 5,9% de seus rendimentos com cultura. No total, a fam\u00edlia brasileira gasta 7,5 % de seus rendimentos com itens relacionados \u00e0 \u00e1rea. Tamb\u00e9m vale destacar que o setor empregava mais homens at\u00e9 2014, e essa condi\u00e7\u00e3o foi mudando. A propor\u00e7\u00e3o era de 52,4% de homens para 47,6% de mulheres.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em 2018, a participa\u00e7\u00e3o feminina cresceu 2,9 pontos percentuais, para 50,5%, apresentando participa\u00e7\u00e3o maior que a dos homens desde 2017. Em termos salariais, em 2017, no setor cultural, os homens receberam um sal\u00e1rio mensal m\u00e9dio superior ao das mulheres. Eles tiveram m\u00e9dia salarial de R$ 4.127, enquanto elas ficaram com R$ 2.798, ou 67,8% do sal\u00e1rio dos homens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Juazeiro<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Falta de acessibilidade, ares-condicionados quebrados, pouca ilumina\u00e7\u00e3o, acervo defasado, entre outras pend\u00eancias. Esta \u00e9 a realidade da biblioteca municipal \u2013 Professor Arist\u00f3teles Pires Carvalho, espa\u00e7o p\u00fablico para estudar e fazer trabalhos escolares em Juazeiro-BA.<\/p>\n<pre>Fonte: Bahia Noticias<\/pre>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O n\u00famero de cidades brasileiras que t\u00eam ao menos uma livraria est\u00e1 em queda. \u00c9 o que aponta uma pesquisa do IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica) divulgada nesta quinta-feira (5), com \u00edndices de um amplo estudo sobre o consumo de cultura em todo o pa\u00eds. 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