{"id":54937,"date":"2023-07-14T14:36:00","date_gmt":"2023-07-14T17:36:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=54937"},"modified":"2023-07-14T08:00:18","modified_gmt":"2023-07-14T11:00:18","slug":"as-fazendas-fecharam-tudo-o-cerco-do-agronegocio-no-interior-da-ba","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2023\/07\/14\/as-fazendas-fecharam-tudo-o-cerco-do-agronegocio-no-interior-da-ba","title":{"rendered":"&#8216;As fazendas fecharam tudo&#8217;: o cerco do agroneg\u00f3cio no interior da BA"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">Faz um sol forte e a temperatura est\u00e1 acima de 30\u00baC. Uma mo\u00e7a para na frente de um trator verde e amarelo e sorri, enquanto sua amiga a fotografa. Depois, ela sobe no ve\u00edculo e posa, como se estivesse dirigindo a m\u00e1quina. A cena se repete outras vezes, com outros personagens. O figurino das pessoas \u00e9 quase o mesmo: bota, jeans, cinto, chap\u00e9u (e c\u00edlios posti\u00e7os para as mulheres).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na feira Bahia Farm Show, em Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es (BA), tudo \u00e9 superlativo: h\u00e1 caminh\u00f5es e colheitadeiras enormes, tratores cujas rodas s\u00e3o maiores que um adulto; m\u00e1quinas que podem ser pilotadas digitalmente, drones para monitorar a lavoura, test drive de caminhonetes e m\u00e1quinas para pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea de agrot\u00f3xicos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"slot-m\" style=\"text-align: justify;\">\n<div class=\"related-content-hyperlink with-image\">\n<div class=\"related-content \" data-audience-print=\"{&quot;label&quot;:&quot;visualizado-3-chamadas&quot;,&quot;component&quot;:&quot;related-content-editorial&quot;}\">\n<div class=\"row\">\n<div class=\"thumbnail-standard col-xs-8 col-sm-8 alignmentSide\">\n<div class=\"row thumbnail-standard-wrapper\">\n<div class=\"thumb-caption col-xs-6 col-sm-24\">\n<h3 class=\"thumb-title \">O fim de S\u00e3o Jo\u00e3o Marcos: a cidade que foi inundada para abastecer o Rio<\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\">Bandeiras do Brasil tremulam e frases como &#8220;Somos agro&#8221;, &#8220;Orgulho de ser agro&#8221;, &#8220;Sou agro vencedor&#8221;, &#8220;Forte como o agro&#8221; est\u00e3o espalhadas por toda a \u00e1rea da exposi\u00e7\u00e3o, que \u00e9 considerada a &#8220;maior feira do tipo do Norte\/Nordeste&#8221; e a segunda maior do Brasil, ficando atr\u00e1s apenas da Agrishow de Ribeir\u00e3o Preto (SP).<\/p>\n<p>De acordo com a Aiba (Associa\u00e7\u00e3o de Agricultores e Irrigantes da Bahia), 100 mil pessoas visitaram o evento e as vendas durante a feira movimentaram R$ 8,2 bilh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tr\u00eas dias antes de nossa visita, em 6 de junho, quem pisou no local foi Lula. O presidente esteve na abertura do evento dos grandes produtores de soja, milho e algod\u00e3o da Bahia. Na ocasi\u00e3o, ele disse que n\u00e3o pode haver rivalidade entre o agro e a pequena agricultura: &#8220;Outra pol\u00eamica que eu acho maluca \u00e9 o pequeno propriet\u00e1rio e o agroneg\u00f3cio. S\u00e3o duas coisas totalmente necess\u00e1rias para o pa\u00eds. N\u00e3o h\u00e1 por que o preconceito do grande contra o pequeno ou do pequeno contra o grande&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na vers\u00e3o 3.0 do lulismo, a concilia\u00e7\u00e3o segue a ditar o tom. &#8220;O Brasil precisa dos dois. Porque os dois ajudam o Brasil. Ent\u00e3o, pelo amor de Deus, \u00e9 preciso parar de construir rivalidade onde ela n\u00e3o existe.&#8221;<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Banho de veneno<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, a 93 quil\u00f4metros de Lu\u00eds Eduardo Magalh\u00e3es, no distrito de Roda Velha, munic\u00edpio de S\u00e3o Desid\u00e9rio, pequenos produtores rurais vivem essa rivalidade mesmo sem querer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sentada em uma cadeira roxa na varanda de sua casa, cabelos brancos presos em um coque, dona Alzira Barbosa dos Santos Silva, 73, conta que mora desde crian\u00e7a na regi\u00e3o. M\u00e3e de 11 filhos \u2014 &#8220;Deus levou um, ficaram 10&#8221; \u2014, ela comenta a visita de Lula \u00e0 regi\u00e3o. &#8220;Ele veio a\u00ed em Lu\u00eds Eduardo, mas seria bom vir aqui em Roda Velha ver o que t\u00e1 acontecendo com a gente.&#8221;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ela conta que, com a chegada das fazendas, nos \u00faltimos anos, os moradores foram aos poucos sendo cercados. &#8220;Antigamente a gente tinha liberdade pra andar, pegar uma estradinha e sair na BR, ia pra onde quisesse. Agora, n\u00e3o pode mais. As fazendas fecharam tudo&#8221;, lamenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E se antes &#8220;plantavam de tudo&#8221;, como mandioca, arroz, feij\u00e3o, hoje &#8220;n\u00e3o d\u00e1 mais nada. Acho que \u00e9 pelos &#8216;trem&#8217; que eles passam na ro\u00e7a, o veneno, essas coisas&#8221;, explica. Sem poder plantar, a alimenta\u00e7\u00e3o dos moradores piorou e eles passaram a ter que &#8220;comer comida de mercado&#8221;.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m de estarem rodeados por lavouras, os moradores de Roda Velha tomam banho de agrot\u00f3xicos, aplicados por pulveriza\u00e7\u00e3o a\u00e9rea. &#8220;O avi\u00e3o passa aqui bem por cima das casas e o vento traz aquele cheiro que faz mal pra gente. Tem noites que nem consigo dormir&#8221;, conta Jacira Barbosa da Silva, 43, uma das filhas de Alzira. Na &#8220;\u00e9poca do veneno&#8221;, como chamam, as crian\u00e7as adoecem e o rio fica sujo. &#8220;Quando a gente vai tomar banho no rio, fica tudo cheio de caro\u00e7o na pele&#8221;, diz.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Minist\u00e9rio do Meio Ambiente e Mudan\u00e7a Clim\u00e1tica informou um aumento de 35% de perda de vegeta\u00e7\u00e3o no Cerrado, entre janeiro e maio de 2023, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2022.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Menos coincid\u00eancia, e mais plano de neg\u00f3cios, a grilagem por parte dos maiores fazendeiros e empresas da regi\u00e3o \u00e9 algo conhecido. Poucos dias antes da visita \u00e0 Bahia Farm Show, a Justi\u00e7a estadual bloqueou 19 propriedades suspeitas de avan\u00e7ar sobre uma comunidade tradicional a poucos quil\u00f4metros de Luis Eduardo Magalh\u00e3es. S\u00e3o 340 mil hectares investigados por grilagem \u2014 cinco vezes e meia a \u00e1rea de Salvador.<\/p>\n<h2 style=\"text-align: justify;\">Chuva que n\u00e3o chega<\/h2>\n<p style=\"text-align: justify;\">A essa altura, Jurailde da Silva Gon\u00e7alves j\u00e1 estaria sentada \u00e0 espera da chuva do caju, mas ela deu de n\u00e3o chegar. &#8220;Antes, a primeira chuva vinha quando o caju abria flor. Agora, s\u00f3 chega quando o caju at\u00e9 acabou.&#8221; Era em agosto que a seca come\u00e7ava a findar no oeste da Bahia, mas, de uns anos pra c\u00e1, com sorte \u00e9 em outubro que v\u00eam as \u00e1guas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A gente era liberto. Ih, a gente era liberto de tudo. De tudo.&#8221; Ao lado de dona Jurailde, seu Valdemiro Gon\u00e7alves da Silva estica os bra\u00e7os, como se pudesse alcan\u00e7ar um segundo da liberdade que se foi. Os dois n\u00e3o fizeram nada de errado, mas est\u00e3o presos. A pris\u00e3o n\u00e3o \u00e9 de cadeia nem de cela, mas de fazenda e de cerca.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do alto do sat\u00e9lite, o povoado de Roda Velha \u00e9 uma tripa de terra espremida entre latif\u00fandios de soja, milho e algod\u00e3o. Do ch\u00e3o, \u00e9 uma estradinha de quem sente saudade das Gerais e dos parentes que perderam a vida entre motos, carros e caminh\u00f5es que fazem girar a engrenagem do agro \u2014 um dia depois de nossa visita, faria um ano da morte do filho do casal, por sua vez separado da morte do irm\u00e3o, tamb\u00e9m em acidente de carro, por um ano e quatro meses.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, \u00e9 o filho do meio transformado em ca\u00e7ula quem deixa a m\u00e3e de cora\u00e7\u00e3o apertado e olhos abertos todas as noites, quando sai para trabalhar em uma das fazendas em Roda Velha.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&#8220;A gente gostava de sair pra pescar no rio. Dormia debaixo da lua, perto do rio, e no outro dia pescava&#8221;, conta Jurailde. Mas, a cada novo grileiro, era uma cerca que se erguia, inviabilizando as longas expedi\u00e7\u00f5es pelas beiradas. Valdemiro, a cada punhado de palavras, evoca a polui\u00e7\u00e3o como desalento. &#8220;Hoje a \u00e1gua est\u00e1 suja. E \u00e9 pouca. Voc\u00ea precisava de ver esse rio naquela \u00e9poca. Agora j\u00e1 nem tem peixe, de tanto veneno.&#8221; O rio est\u00e1 a poucos metros de casa, mas j\u00e1 n\u00e3o tem serventia. Sem a chuva previs\u00edvel, o feij\u00e3o e o milho deixaram de valer a pena. E a fome passou a assombrar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A cada tanto, o filho do meio \u2014 aquele convertido em ca\u00e7ula \u2014 tenta livrar m\u00e3e e pai do aperreio. Sem poder passar por dentro das fazendas, ele entra no carro e d\u00e1 longas voltas at\u00e9 chegar a um \u00faltimo trecho onde \u00e9 poss\u00edvel pernoitar. \u00c9 debaixo das estrelas que o casal parece brincar de teatro da liberdade do passado e dormir com os anjos de um jeito que nunca conseguem.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Faz um sol forte e a temperatura est\u00e1 acima de 30\u00baC. Uma mo\u00e7a para na frente de um trator verde e amarelo e sorri, enquanto sua amiga a fotografa. Depois, ela sobe no ve\u00edculo e posa, como se estivesse dirigindo a m\u00e1quina. A cena se repete outras vezes, com outros personagens. 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