{"id":58545,"date":"2023-10-26T17:59:00","date_gmt":"2023-10-26T20:59:00","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=58545"},"modified":"2023-10-26T12:02:26","modified_gmt":"2023-10-26T15:02:26","slug":"profissionais-por-aplicativo-na-bahia-tem-menor-rendimento-medio-mensal-do-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2023\/10\/26\/profissionais-por-aplicativo-na-bahia-tem-menor-rendimento-medio-mensal-do-pais","title":{"rendered":"Profissionais por aplicativo na Bahia t\u00eam menor rendimento m\u00e9dio mensal do pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Quando chega em casa entre uma jornada de trabalho e outra, Ant\u00f4nio Ferreira, de 35 anos, est\u00e1 exausto. \u00c0s 7 horas da manh\u00e3, o entregador sai para fazer as primeiras viagens do dia e s\u00f3 retorna nove horas depois. No meio da tarde, consegue fazer uma pausa para comer e tomar banho. O desejo \u00e9 descansar, mas a necessidade fala mais alto e ele volta para rua, onde trabalha at\u00e9 meia-noite quase que diariamente. A rotina cansativa n\u00e3o compensa financeiramente, mas a falta de op\u00e7\u00e3o \u00e9 o motor para que ele continue como um dos 57 mil trabalhadores de plataformas na Bahia que recebem o menor rendimento mensal do pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Os dados sobre trabalho por meio de plataformas foram coletados pela primeira vez pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) e est\u00e3o reunidos na Pesquisa Nacional por Amostra de Domic\u00edlios Cont\u00ednua (PNADC). O levantamento revela uma realidade conhecida pelos trabalhadores baianos que t\u00eam rotinas desgastantes e recebem pouco por isso. Participaram da pesquisa entregadores de delivery e motoristas de aplicativos entre outubro e dezembro de 2022.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Na Bahia, os profissionais de plataforma recebem, em m\u00e9dia, R$1.719 por m\u00eas, o que representa o menor rendimento do pa\u00eds. A m\u00e9dia nacional \u00e9 de R$ 2.645. Os baianos trabalham 7 horas a mais por semana e ganham, por hora, R$9,60 &#8211; menos R$0,30 do que a m\u00e9dia do setor privado no estado. As 16 horas de trabalho de Ant\u00f4nio, por exemplo, lhe rendem uma remunera\u00e7\u00e3o de R$1.400 j\u00e1 com o desconto de R$300 do combust\u00edvel mensal.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>O t\u00e9cnico de enfermagem se tornou entregador do IFood em 2018 e o caminho trilhado at\u00e9 entrar no universo das plataformas foi marcado pela falta de oportunidades. Diante da necessidade de sustentar a casa e um filho de 13 anos, a \u00fanica op\u00e7\u00e3o foi se tornar entregador. \u201cEu fico at\u00e9 meia-noite na rua e chego em casa muito cansado. \u00c9 uma rotina que deixa a gente esgotado\u201d, desabafa. Trabalhadores como Ant\u00f4nio representam 1,1% de todos os profissionais do setor privado da Bahia, de acordo com o IBGE.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>O dia a dia dele se repete entre os grupos de entregadores que re\u00fanem suas motocicletas e bicicletas em estacionamentos de shoppings ou postos de gasolina da capital baiana. Um deles \u00e9 Gustavo Jordann, de 32 anos. Ele come\u00e7ou a rodar como entregador em 2018 por indica\u00e7\u00e3o de um amigo. Desde ent\u00e3o, as horas gastas com o aplicativo s\u00e3o a principal fonte de renda que sustenta a casa e tr\u00eas filhos de 10, 4 e 3 anos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u201cTodos os dias eu chego em casa muito cansado. As crian\u00e7as querem sair e brincar, mas eu quase nunca consigo\u201d, diz ele que trabalha das 7 horas \u00e0s 20 horas todos os dias. Ele at\u00e9 tentou usar os estudos como forma de mudar de realidade em 2019, mas, sem dinheiro para pagar as mensalidades, precisou desistir do curso t\u00e9cnico de enfermagem. No final do m\u00eas, o sal\u00e1rio de R$1.500 mal d\u00e1 para pagar as contas. \u201cQuando coloco na ponta do l\u00e1pis, nem vale a pena o tanto que a gente trabalha, mas tem que continuar porque n\u00e3o tem outra op\u00e7\u00e3o\u201d, lamenta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Enquanto isso, quem pode, tenta deixar de ser dependente das plataformas. \u00c9 o caso do motorista de aplicativo Cl\u00e1udio Sena, de 57 anos. Ele foi um dos primeiros a trabalhar na Uber em Salvador, em abril de 2016. Inspirado pelas promessas de um trabalho lucrativo e flex\u00edvel, ele se decepcionou com o passar dos anos. \u201cFoi uma escolha por falta de op\u00e7\u00e3o, mas a plataforma foi reduzindo nossos ganhos e hoje eu n\u00e3o dependo exclusivamente da Uber\u201d, diz.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp subtitulo \" style=\"text-align: justify;\">\n<h3>Menor rendimento<\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>A pesquisa do IBGE n\u00e3o especifica os motivos pelos quais o rendimento dos profissionais na Bahia \u00e9 o menor do pa\u00eds, mas revela o abismo existente entre os profissionais de diferentes regi\u00f5es. A maior remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 dos trabalhadores do Mato Grosso do Sul que recebem, em m\u00e9dia, R$5.155. O valor \u00e9 quase tr\u00eas vezes maior do que a remunera\u00e7\u00e3o dos baianos.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u201cPode ser que a entrega remunere menos do que o transporte de passageiros, ent\u00e3o, a divis\u00e3o dos pesos das atividades pode interferir no rendimento mensal. As empresas t\u00eam um padr\u00e3o de pagamento no pa\u00eds, mas isso varia conforme as conjunturas locais\u201d, analisa Mariana Viveiros, supervisora de dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es do instituto. Ela diz ainda que o perfil dos trabalhadores \u00e9 formado majoritariamente por homens, jovens e de n\u00edvel de instru\u00e7\u00e3o m\u00e9dio, ou seja, at\u00e9 o ensino superior incompleto.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Apesar disso,\u00a0 o rendimento m\u00e9dio mensal dos profissionais das plataformas \u00e9 R$242 a mais do que a remunera\u00e7\u00e3o m\u00e9dia das\u00a0pessoas ocupadas no setor privado na Bahia, que \u00e9 de R$1.477.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>pessoas ocupadas no setor privado, na Bahia, era de R$ 1.477 (o 3o mais baixo entre<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>os estados), as pessoas que trabalhavam por aplicativo de servi\u00e7os ganhavam, em<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>m\u00e9dia, R$ 1.719 por m\u00eas &#8211; um valor 16,4% maior, mas o mais baixo do pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Procurada para se manifestar sobre os dados do IBGE, o IFood disse que &#8220;se compromete em ser transparente com os entregadores e todos os fatores que comp\u00f5em os valores pagos pelas entregas est\u00e3o dispon\u00edveis para consulta&#8221;. &#8220;Para o c\u00e1lculo do que \u00e9 pago em cada rota, s\u00e3o considerados fatores como a quantidade de paradas e a dist\u00e2ncia percorrida pelos entregadores, cujos valores s\u00e3o determinados para cada regi\u00e3o a partir do custo de vida de cada localidade, que envolve valor da cesta b\u00e1sica, pre\u00e7o dos combust\u00edveis, manuten\u00e7\u00e3o do ve\u00edculo de entrega, entre outros&#8221;, pontua a empresa.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>As plataformas Uber e 99 tamb\u00e9m foram questionadas, atrav\u00e9s da suas assessorias de imprensa, sobre a pesquisa. As empresas encaminharam os questionamentos para a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Mobilidade e Tecnologia (Amobitec), que disse estar analisando as estat\u00edsticas divulgadas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u201cOutras pesquisas que consideraram tamb\u00e9m trabalhadores que complementam a renda nos aplicativos, como a realizada pelo Cebrap [Centro Brasileiro de An\u00e1lise e Planejamento], a qual contou com dados administrativos das empresas do setor, destacam que a autonomia e flexibilidade s\u00e3o apontadas como principais benef\u00edcios das plataformas para 72% dos motoristas e para 60% dos entregadores\u201d, pontua a Associa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>A ilus\u00e3o de ser dono do pr\u00f3prio neg\u00f3cio, por outro lado, \u00e9 criticada pela Associa\u00e7\u00e3o dos Motoentregadores da Bahia (AMMMBA). Andr\u00e9 Reis, vice-presidente do grupo, defende que os custos que os profissionais t\u00eam s\u00e3o maiores do que os ganhos. \u201cPor falta de instru\u00e7\u00e3o, os entregadores acabam sendo levados pela sensa\u00e7\u00e3o dos ganhos semanais. Mas n\u00e3o h\u00e1 nenhuma garantia e nem seguran\u00e7a por parte das empresas\u201d, diz.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Gustavo Jordann, entregador pai de tr\u00eas filhos, sentiu na pele a falta de assist\u00eancia quando sofreu um acidente h\u00e1 um ano. Ele teve fraturas graves e precisou ficar 10 meses afastado do trabalho, sem receber nenhum tipo de benef\u00edcio. \u201cTive uma fratura na t\u00edbia e precisei de doa\u00e7\u00e3o de amigos para sobreviver\u201d, conta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp subtitulo \" style=\"text-align: justify;\">\n<h3>Remunera\u00e7\u00e3o justa dos entregadores deveria ser de R$35,70 por hora<\/h3>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Os gastos com combust\u00edvel e ve\u00edculo utilizado no trabalho de entregadores s\u00e3o t\u00e3o altos que, em um cen\u00e1rio ideal, suas remunera\u00e7\u00f5es deveriam ser de R$35,70 por hora, segundo um estudo da Associa\u00e7\u00e3o dos Motoentregadores da Bahia (AMMMBA). O valor \u00e9 o triplo do que eles recebem em m\u00e9dia no estado: R$9,60 a cada hora trabalhada.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>\u201cTemos um conjunto de custos, desde a compra da moto at\u00e9 as despesas que temos com o ve\u00edculo. O c\u00e1lculo indica que os entregadores n\u00e3o deveriam receber menos de R$35,70, o que n\u00e3o quer dizer que as plataformas deveriam pagar esse valor, mas eleque poderia ser negociado\u201d, explica Andr\u00e9 Reis. Segundo ele, os di\u00e1logos com as empresas n\u00e3o avan\u00e7aram e a categoria aguarda uma proposta de regulamenta\u00e7\u00e3o do trabalho atrav\u00e9s do Governo Federal.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\" style=\"text-align: justify;\">\n<p>Hoje, o trabalho realizados por entregadores e motoristas \u00e9 precarizado e desprotegido, segundo Jana\u00edna Siqueira, que \u00e9 integrante do grupo de pesquisa da Estudo Epistemol\u00f3gico sobre Sa\u00fade e Trabalho dos Entregadores (EpisSAT Entregadores) da Universidade Federal da Bahia (UFBA).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"mdc-layout-grid__cell mdc-layout-grid__cell--span-6-desktop mdc-layout-grid__cell--span-8-tablet comp paragrafo cXenseParse\">\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs trabalhadores dedicam cargas hor\u00e1rias expressivas ao mesmo tempo em que n\u00e3o possuem direitos assegurados. A remunera\u00e7\u00e3o \u00e9 feita por entregas, embora eles permane\u00e7am dispon\u00edveis \u00e0s empresas durante toda a jornada do trabalho\u201d, diz Jana\u00edna Siqueira.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Quando chega em casa entre uma jornada de trabalho e outra, Ant\u00f4nio Ferreira, de 35 anos, est\u00e1 exausto. \u00c0s 7 horas da manh\u00e3, o entregador sai para fazer as primeiras viagens do dia e s\u00f3 retorna nove horas depois. No meio da tarde, consegue fazer uma pausa para comer e tomar banho. 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