{"id":72369,"date":"2025-02-08T12:04:41","date_gmt":"2025-02-08T15:04:41","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=72369"},"modified":"2025-02-08T12:04:41","modified_gmt":"2025-02-08T15:04:41","slug":"quilo-do-cafe-chega-a-r-104-em-salvador-entenda-por-que-o-produto-ficou-tao-caro","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2025\/02\/08\/quilo-do-cafe-chega-a-r-104-em-salvador-entenda-por-que-o-produto-ficou-tao-caro","title":{"rendered":"Quilo do caf\u00e9 chega a R$ 104 em Salvador; entenda por que o produto ficou t\u00e3o caro"},"content":{"rendered":"<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-fbyatt5ydp\">O pedreiro Francisco de Oliveira, 45 anos, tinha o h\u00e1bito de tomar caf\u00e9 tr\u00eas vezes ao dia: uma x\u00edcara ao acordar, outra depois do almo\u00e7o e mais uma no final da tarde. Como se fosse lei. H\u00e1 menos de 15 anos, no entanto, ele modificou a rotina. O caf\u00e9 depois da 12h n\u00e3o existe mais. O motivo? O pre\u00e7o do produto, que foi o<a class=\"link\" href=\"https:\/\/www.correio24horas.com.br\/minha-bahia\/amargou-cafe-e-produto-que-mais-encareceu-no-ultimo-ano-em-salvador-e-rms-0125\" target=\"_blank\" rel=\"noopener\">\u00a0item que mais encareceu em Salvador e Regi\u00e3o Metropolitana<\/a>\u00a0em 2024, com 42,68% de varia\u00e7\u00e3o, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-fswhw2on19\">Em janeiro, a pr\u00e9via da infla\u00e7\u00e3o do caf\u00e9 mo\u00eddo foi de 6,07%. A p\u00e9ssima not\u00edcia \u00e9 que n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o no valor do produto. Em Salvador, o pacote do Marata 250 g \u00e9 encontrado at\u00e9 R$ 26. Ou seja, o quilo sai por R$ 104, no Mercadinho Manancial, em Periperi. O levantamento foi feito no aplicativo Pre\u00e7o da Hora nesta sexta-feira (7). A plataforma oferece dados das notas fiscais eletr\u00f4nicas do estado da Bahia para apresentar os melhores valores praticados ao consumidor.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-a03vb25aro\">O encarecimento do caf\u00e9 \u00e9 resultado da seca que atingiu o Brasil e outros pa\u00edses produtores, como Vietn\u00e3, Indon\u00e9sia e Col\u00f4mbia e Nicar\u00e1gua. Quem explica isso \u00e9 Jo\u00e3o Lopes Ara\u00fajo, presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Caf\u00e9 da Bahia (Assocaf\u00e9) e diretor da Associa\u00e7\u00e3o Comercial da Bahia. Segundo ele, a &#8220;coincid\u00eancia dram\u00e1tica&#8221; aconteceu pela primeira vez em seus 53 anos como produtor do gr\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-yjo2q09sdq\">&#8220;N\u00f3s esperamos que a safra desse ano n\u00e3o seja t\u00e3o ruim como a do ano passado, mas a\u00ed n\u00e3o d\u00e1 para prever nada agora. E o que a gente sabe \u00e9 que, a partir de junho, quando come\u00e7a a se colheita, \u00e9 que a gente espera que melhore a situa\u00e7\u00e3o do abastecimento, porque n\u00e3o tem caf\u00e9 nos estoques em lugar nenhum&#8221;, disse Jo\u00e3o Lopes Ara\u00fajo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-3ipm6s143v\">A primeira estimativa da safra brasileira de caf\u00e9 para 2025, no entanto, aponta uma redu\u00e7\u00e3o de 4,4% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior, conforme dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) no final de janeiro. Ao todo, devem ser produzidas 51,8 milh\u00f5es de sacas. O n\u00famero parece ser muito, mas \u00e9 n\u00e3o atende a demanda, segundo Jo\u00e3o Lopes Ara\u00fajo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-obxdrdrxvf\">&#8220;\u00c9 pouco porque se o Brasil exportou, no ano passado, 50 milh\u00f5es, e esse ano for exportar os mesmos 50 milh\u00f5es, n\u00e3o sobra para a gente tomar. (&#8230;) O consumidor est\u00e1 aflito, eu recebo todo dia liga\u00e7\u00e3o perguntando por que ele est\u00e1 subindo, se ainda vai subir mais. Infelizmente, vai&#8221;, esclareceu o produtor.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-4rc5hry7qp\">A afli\u00e7\u00e3o realmente toma conta dos &#8216;viciados em caf\u00e9&#8217;. Francisco de Oliveira, ali\u00e1s, contou que pode reduzir ainda mais o consumo caso os pre\u00e7os continuem elevados. &#8220;N\u00e3o tem condi\u00e7\u00f5es de desembolsar mais de R$ 100 em um quilo de caf\u00e9, que eu consumo com a minha fam\u00edlia em 15 dias. O jeito vai ser reduzir a quantidade que a gente toma mesmo\u201d, disse o pedreiro.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-9jynjafbe6\">O Departamento Intersindical de Estat\u00edstica e Estudos Socioecon\u00f4micos (Dieese) que o pre\u00e7o do caf\u00e9 em p\u00f3 subiu em todas as 17 capitais (que fazem parte do levantamento) em janeiro de 2025. &#8220;Os aumentos refletiram a oferta mundial restrita e a especula\u00e7\u00e3o do gr\u00e3o nas bolsas&#8221;, pontuou o departamento. Entre dezembro de 2024 e o primeiro m\u00eas deste ano, o caf\u00e9 foi o segundo item que mais encareceu na cesta b\u00e1sica, 15,05% de varia\u00e7\u00e3o, atr\u00e1s apenas do tomate (50,47%).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-gh0ic884hy\">Com a crise clim\u00e1tica do Vietn\u00e3, o Brasil atendeu a demanda internacional que deveria ser deste outro pa\u00eds. \u201cAl\u00e9m da necessidade de uma maior exporta\u00e7\u00e3o para suprir a oferta internacional, com o real desvalorizado em rela\u00e7\u00e3o ao d\u00f3lar, significa que o nosso produto fica mais barato, em termos internacionais. Ent\u00e3o, tamb\u00e9m houve um aumento das exporta\u00e7\u00f5es por causa de um real desvalorizado, e um pre\u00e7o mais atrativo\u201d, apontou Ana Georgina Dias, supervisora do Dieese.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-lbz8jt16a8\">J\u00e1 no levantamento da Superintend\u00eancia de Estudos Econ\u00f4micos e Sociais da Bahia (SEI), o caf\u00e9 foi o quarto produto com a maior alta de varia\u00e7\u00e3o: 11,75%, atr\u00e1s da cenoura (77,08%), cebola (39,38%) e tomate (36,60%).\u00a0 \u201cOs fatores clim\u00e1ticos, a eleva\u00e7\u00e3o de custos e a valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar tiveram impacto nas lavouras de diferentes culturas, dificultando a oferta de alguns produtos e for\u00e7ando o aumento do pre\u00e7o da Cesta B\u00e1sica em janeiro de 2025&#8243;, disse Denilson Lima, economista da SEI<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\" data-box-lista-comum=\"\">\n<div id=\"box-lista--comum-f65ehpokz0\" class=\"m-0 mb-4 p-0 w-full\">\n<div class=\"flex flex-col p-3 border border-[#e6e6e6] rounded-b-md shadow-[0px_0px_10px_#1f1f1f1a]\">\n<div class=\"border-b border-[#e6e6e6] flex flex-row justify-start items-center pb-3 mb-3 last:border-0 last:pb-0 last:mb-0\">\n<div class=\"flex flex-col justify-between self-start w-full h-full\">\n<h3 class=\"font-family-secondary text-[18px] leading-[20px] font-semibold text-black\"><\/h3>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full\">\n<h2 id=\"intertitulo-68xzxa32yg\" class=\"font-family-secondary text-tw-theme-box-titulo-default text-[26px] leading-[38px] font-bold md:text-[31px]\">Mercado e consumo<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-4c9ocg72oa\">A Conab projeta um cen\u00e1rio de maior restri\u00e7\u00e3o na oferta global de caf\u00e9, com estoque historicamente baixos e uma demanda crescente no mercado internacional. De acordo com o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), a produ\u00e7\u00e3o mundial para 2024\/25 est\u00e1 estimada em 174,9 milh\u00f5es de sacas, um avan\u00e7o de 4,1% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 safra anterior, enquanto o consumo global deve alcan\u00e7ar 168,1 milh\u00f5es de sacas, gerando um estoque final de 20,9 milh\u00f5es de sacas, o menor das \u00faltimas 25 temporadas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-76h3gqh8x1\">No ano passado, o Brasil enviou 50,5 milh\u00f5es de sacas de 60 quilos ao mercado internacional, um recorde hist\u00f3rico, que representa um crescimento de 28,8% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior, de acordo com dados do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC). Ainda segundo a Conab, o desempenho brasileiro gerou uma uma receita de US$ 12,3 bilh\u00f5es, marcando um aumento de 52,6% na compara\u00e7\u00e3o com 2023.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col p-2 px-0 w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-259klfhbt1\">De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do Caf\u00e9 (Abic), foram consumidas 21,9 milh\u00f5es de sacas de caf\u00e9 no Brasil em 2024. O Brasil segue na posi\u00e7\u00e3o de segundo maior consumidor de caf\u00e9 do mundo. A diferen\u00e7a para o primeiro lugar, ocupado pelos Estados Unidos, \u00e9 de 4,1 milh\u00f5es de sacas. Se compararmos o consumo per capita do Brasil com EUA (4,9 kg.hab.ano \u2013 caf\u00e9 cru), o valor brasileiro \u00e9 superior.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O pedreiro Francisco de Oliveira, 45 anos, tinha o h\u00e1bito de tomar caf\u00e9 tr\u00eas vezes ao dia: uma x\u00edcara ao acordar, outra depois do almo\u00e7o e mais uma no final da tarde. Como se fosse lei. H\u00e1 menos de 15 anos, no entanto, ele modificou a rotina. O caf\u00e9 depois da 12h n\u00e3o existe mais. 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