{"id":75858,"date":"2025-05-12T15:27:58","date_gmt":"2025-05-12T18:27:58","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=75858"},"modified":"2025-05-12T15:27:58","modified_gmt":"2025-05-12T18:27:58","slug":"ate-quando-a-musica-brasileira-vai-fazer-apologia-ao-alcool","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2025\/05\/12\/ate-quando-a-musica-brasileira-vai-fazer-apologia-ao-alcool","title":{"rendered":"At\u00e9 quando a m\u00fasica brasileira vai fazer apologia ao \u00e1lcool?"},"content":{"rendered":"<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-wfpezxgxzz\">J\u00e1 faz algum tempo que a sociedade se manifesta contra m\u00fasicas que naturalizam o machismo, o racismo ou a homofobia. Luiz Caldas, por exemplo, cedeu aos apelos e excluiu de seus shows a can\u00e7\u00e3o Fricote, cl\u00e1ssico fundador da ax\u00e9 music. A decis\u00e3o aconteceu especialmente por causa dos versos \u201cNega do cabelo duro\/ Que n\u00e3o gosta de pentear\/ Quando passa na Baixa do Tubo\/ O neg\u00e3o come\u00e7a a gritar\/ Pega ela a\u00ed\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-vy5c0nchcq\">Chico Buarque tamb\u00e9m n\u00e3o resistiu \u00e0s press\u00f5es do movimento feminista e n\u00e3o canta mais Com A\u00e7\u00facar, Com Afeto, que, se pode ser interpretada como machista, \u00e9 tamb\u00e9m inegavelmente rom\u00e2ntica. A m\u00fasica fala de uma mulher que faz de tudo para agradar ao companheiro, mas ele teima em sair com os amigos, olhar para outras mulheres e se entregar \u00e0 bebedeira. E, quando ele volta para casa, ela o espera de bra\u00e7os abertos, apesar de tudo. A posi\u00e7\u00e3o submissa da mulher fez as feministas pedirem a Chico que n\u00e3o cantasse mais a m\u00fasica e ele prontamente atendeu ao pedido.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-vel02qkj6o\">\u201c\u00cata nega tu \u00e9 feia\/ Que parece macaquinha\/ Olhei pra ela e disse\/ Vai j\u00e1 pra cozinha\/ Dei um murro nela\/ E joguei ela dentro da pia\u201d. O leitor \u00e9 capaz de lembrar que \u00edcone da m\u00fasica brasileira j\u00e1 cantou estes versos? Acredite, mas eles j\u00e1 foram gravados pelo mesmo autor de Super-Homem &#8211; A Can\u00e7\u00e3o, um hino antimachista e que pede que os homens tenham a sensibilidade das mulheres. Sim, amigos: Minha Nega na Janela, de Germano Mathias, j\u00e1 foi gravada por Gilberto Gil, que, hoje, provavelmente, tem vergonha de ter registrado aquela can\u00e7\u00e3o. (E, por favor, ningu\u00e9m ouse querer \u201ccancelar\u201d Gil porque gravou essa m\u00fasica).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-s5rrnmma2b\">Mas se machismo, racismo e homofobia se tornaram temas praticamente exclu\u00eddos do nosso cancioneiro, h\u00e1 outro problema social que insiste em ser o mote de sucessos da m\u00fasica brasileira: a apologia ao \u00e1lcool. \u00c9 verdade que n\u00e3o \u00e9 fen\u00f4meno recente. Em 1937, o pa\u00eds j\u00e1 ouvia Festan\u00e7a no Tiet\u00ea, de Ochelsis Laureano: \u201cCom a marvada pinga\/ \u00c9 que eu me atrapaio\/ Eu entro na venda e j\u00e1 dou meu taio\/ Pego no copo e dali nun saio\u201d. Mais tarde, a can\u00e7\u00e3o ficou conhecida como Marvada Pinga e virou cl\u00e1ssico na voz de Inezita Barroso.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-wwddem5a4u\">Elizeth Cardoso, uma das grandes vozes da nossa hist\u00f3ria, cantou \u201cEu bebo sim\/ Estou vivendo\/ Tem gente que n\u00e3o bebe\/ E est\u00e1 morrendo\u201d. Vicente Celestino conquistou o p\u00fablico com O \u00c9brio, que deu origem em 1946 a um filme hom\u00f4nimo, estrelado pelo pr\u00f3prio cantor e compositor. \u201cHoje, porque bebo a fim de esquecer a minha desventura\/ Chamam-me \u00e9brio\u201d, cantava Vicente Celestino.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-eanktvjr5y\">Mas, por que, passados quase 90 anos desde Marvada Pinga, o pa\u00eds continua venerando o \u00e1lcool? Talvez, naquela \u00e9poca, a sociedade ainda n\u00e3o atentasse para os males que a bebida trazia. Mas hoje, n\u00e3o h\u00e1 d\u00favidas: vidas s\u00e3o destru\u00eddas pelo alcoolismo, fam\u00edlias se separam por causa do v\u00edcio e a viol\u00eancia dom\u00e9stica tem, inegavelmente, uma rela\u00e7\u00e3o com o consumo de \u00e1lcool. Feminic\u00eddios s\u00e3o cometidos por homens embriagados.<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 1rem;\">Ser\u00e1 que n\u00e3o \u00e9 hora de nos levantarmos tamb\u00e9m contra a apologia \u00e0 bebedeira nas can\u00e7\u00f5es? E aqui, que fique claro, n\u00e3o se trata de moralismo, nem de uma guerra ao \u00e1lcool. N\u00e3o estou pregando que as m\u00fasicas sejam censuradas pela Justi\u00e7a nem que se pro\u00edba o consumo de \u00e1lcool. Mas \u00e9 um convite para que a sociedade reflita: faz sentido, em 2025, ainda tratarmos a bebida alco\u00f3lica como a cura para as nossas dores internas, da maneira como as can\u00e7\u00f5es prop\u00f5em? Oitenta anos depois de O \u00c9brio, ainda vamos insistir em esquecer nossos problemas na mesa de um bar, como sugere a can\u00e7\u00e3o de Vicente Celestino?<\/span><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-gbkobygmzl\"><b>Artistas<\/b><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-oyqtgsz1um\">E, claro, os artistas tamb\u00e9m precisam refletir sobre seu papel, afinal a maioria deles tem o p\u00fablico jovem como alvo. Querida Ivete, com todo respeito e admira\u00e7\u00e3o que a Bahia tem por voc\u00ea &#8211; e at\u00e9 por isso -, sugiro que repense sobre cantar versos como \u201cVira tequila de uma vez\/ N\u00e3o sabe nem o que \u00e9 ex\u201d ou \u201cTem gente que senta pra beber\/ Aqui n\u00f3s bebe pra sentar\u201d, que est\u00e3o em Cria da Ivete, sucesso recente da musa do ax\u00e9.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-bq9rzh3min\">Mas n\u00e3o vamos culpar Ivete, afinal o universo sertanejo \u00e9 marcado por can\u00e7\u00f5es que veneram a bebedeira. E n\u00e3o \u00e9 de hoje, tanto que muitas duplas que fizeram sucesso nos anos 1990 j\u00e1 faziam isso. \u201cSegunda-feira, eu vou pro bar\/ Ter\u00e7a-feira, eu vou tamb\u00e9m\/ Beber, beber, beber\u201d, canta Leonardo. Gusttavo Lima &#8211; aquele mesmo que quer brincar de ser presidente da Rep\u00fablica &#8211; tem uma m\u00fasica chamada Fazer Beber, em que canta: \u201cSe que beber\/ Vamos fazer beber agora\u201d. E olha s\u00f3 a ironia: em janeiro deste ano, ele disse estar com problemas no f\u00edgado e vai parar de\u2026 beber! A banda Avi\u00f5es do Forr\u00f3 fez sucesso com uma can\u00e7\u00e3o chamada \u201cBeber, cair e levantar\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-zrba19ips6\">A psic\u00f3loga cl\u00ednica Paula Studart Bott\u00f3, doutora e mestra em medicina e sa\u00fade pela Ufba, faz um alerta: \u201c[Nas m\u00fasicas] As refer\u00eancias ao \u00e1lcool costumam ser positivas: beber \u00e9 mostrado como uma a\u00e7\u00e3o divertida, relaxante, que faz parte de momentos agrad\u00e1veis. Muitas vezes, a bebida aparece associada ao glamour, \u00e0 celebra\u00e7\u00e3o e a um estilo de vida desej\u00e1vel. O problema \u00e9 que, nesse processo, os riscos e danos relacionados ao consumo de \u00e1lcool s\u00e3o negligenciados ou ignorados\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-6olqq06crd\"><b>Suscetibilidade dos jovens<\/b><\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-esybvk4e5b\">Studart acrescenta que os jovens s\u00e3o mais suscet\u00edveis aos apelos dessas can\u00e7\u00f5es: \u201cO c\u00e9rebro dos adolescentes ainda est\u00e1 em desenvolvimento, o que torna essa faixa et\u00e1ria mais vulner\u00e1vel a influ\u00eancias externas, especialmente aquelas associadas ao prazer, ao status ou ao pertencimento. Eles est\u00e3o em processo de forma\u00e7\u00e3o de cren\u00e7as sobre si mesmos e o mundo, e, nesse sentido, ainda t\u00eam dificuldade de adotar atitudes que contrariem o grupo ao qual pertencem. O desejo de aceita\u00e7\u00e3o \u00e9 muito forte nessa fase\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-f60qdvclkw\">Bruno Cruz, tamb\u00e9m psic\u00f3logo e com mestrado em antropologia, realizou pesquisa sobre o \u00e1lcool e a constru\u00e7\u00e3o da masculinidade em territ\u00f3rios rurais. Durante o estudo, notou o quanto a bebida est\u00e1 impregnada na rotina dos jovens e quase sempre acompanhada de m\u00fasicas. \u201cNa pesquisa, fui a algumas comunidades e vi que ouviam muita \u2018sofr\u00eancia\u2019. A\u00ed, notei que a m\u00fasica era um importante elemento para estudar o \u00e1lcool\u201d, diz o pesquisador, que destaca a banda Unha Pintada como uma das mais ouvidas entre o p\u00fablico que foi seu objeto de estudo.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-vgn0s1y5dk\">Bruno, no entanto, n\u00e3o v\u00ea uma rela\u00e7\u00e3o t\u00e3o direta entre a m\u00fasica e o desejo de beber. \u201cA m\u00fasica \u00e9 um elemento a mais que estimula o consumo de \u00e1lcool. H\u00e1 tamb\u00e9m o problema das rela\u00e7\u00f5es sociais, al\u00e9m de quest\u00f5es econ\u00f4micas. A m\u00fasica n\u00e3o interfere diretamente, mas comp\u00f5e um cen\u00e1rio cultural que est\u00e1 relacionado \u00e0 bebida\u201d.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-0xaf14o2we\">Basta dar um Google e digitar \u201cbeber Unha Pintada\u201d. Logo, vai aparecer a can\u00e7\u00e3o Eu Quero \u00e9 Beber, cujos versos s\u00e3o \u201cEu quero \u00e9 beber\/ Pois se cacha\u00e7a mata\/ Solid\u00e3o maltrata\/ N\u00e3o para de doer\u201d. Quer outros exemplos da mesma banda? \u201cEu vou sair\/ Beber a noite inteira, vou me embriagar\u201d, canta o vocalista Aldiran Santana em Bebendo e Chorando. \u201cEu t\u00f4 fazendo terapia pra esquecer ela\/ Al\u00e9m de t\u00e1 virando cacha\u00e7a no goela\u201d, canta Aldiran em Vizinhan\u00e7a.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-8g3q7u59vl\">Nesse \u00faltimo exemplo, ao menos, o eu po\u00e9tico recorreu, al\u00e9m do \u00e1lcool, a um profissional para curar sua dor de corno. A\u00ed, n\u00e3o h\u00e1 como negar: j\u00e1 \u00e9 uma baita evolu\u00e7\u00e3o!<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>J\u00e1 faz algum tempo que a sociedade se manifesta contra m\u00fasicas que naturalizam o machismo, o racismo ou a homofobia. 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