{"id":81578,"date":"2025-11-23T10:12:16","date_gmt":"2025-11-23T13:12:16","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=81578"},"modified":"2025-11-23T10:12:16","modified_gmt":"2025-11-23T13:12:16","slug":"morri-por-17-minutos-e-voltei-relata-sargento-do-bope-baleado-em-megaoperacao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2025\/11\/23\/morri-por-17-minutos-e-voltei-relata-sargento-do-bope-baleado-em-megaoperacao","title":{"rendered":"&#8216;Morri por 17 minutos e voltei&#8217;, relata sargento do Bope baleado em megaopera\u00e7\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-w11cigqrvc\">Sargento do Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Policiais Especiais (Bope), Carlos Alair da Costa sobreviveu a um &#8216;milagre&#8217;. Ele foi um dos agentes feridos na megaopera\u00e7\u00e3o nos Complexos do Alem\u00e3o e da Penha, no dia 28 de outubro.\u00a0Atingido por um disparo de fuzil no ombro, o militar sofreu hemorragia interna grave, entrou em parada cardiorrespirat\u00f3ria e ficou 17 minutos clinicamente morto. Mas foi reanimado e, ap\u00f3s semanas de recupera\u00e7\u00e3o,\u00a0recebeu alta m\u00e9dica na \u00faltima segunda-feira (17).<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-tf6nki0v3g\">No dia da a\u00e7\u00e3o policial, o sargento\u00a0estava compondo o &#8220;Muro do Bope&#8221;, t\u00e1tica usada para encurralar os traficantes na Serra da Miseric\u00f3rdia. Segundo a PM, a les\u00e3o inicialmente parecia de baixo risco. Mas\u00a0o proj\u00e9til atingiu uma art\u00e9ria vital, provocando uma hemorragia. O quadro evoluiu para uma parada cardiorrespirat\u00f3ria, e Alair chegou a ficar 17 minutos clinicamente morto\u00a0at\u00e9 ser reanimado no Hospital Central da PM.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-fxyysxfqfq\">O sargento conversou com o jornal O Globo e contou o que se lembra desde o momento em que foi alvejado at\u00e9 acordar do coma, tr\u00eas dias depois. &#8220;Aquele 28 de outubro era um dia comum de opera\u00e7\u00e3o. A gente vive isso h\u00e1 anos, conhece a din\u00e2mica, sabe o que pode acontecer a qualquer momento. Nunca tinha sido baleado de verdade, s\u00f3 atingido por estilha\u00e7os. Mas naquele dia foi diferente. Est\u00e1vamos na Serra da Miseric\u00f3rdia, quando fomos acionados para uma situa\u00e7\u00e3o de apoio. Colegas j\u00e1 tinham sido vitimados&#8221;, iniciou.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full\">\n<div id=\"galeria-simples-llahh670g7\" class=\"component--galeria simples\">\n<div class=\"wrapper\">\n<div class=\"gallery-slider\">\n<div class=\"slider-custom-container\">\n<div class=\"gallery-slider__images\">\n<div class=\"slick-initialized slick-slider\">\n<div class=\"slick-list draggable\">\n<div class=\"slick-track\">\n<div id=\"\" class=\"item slick-slide slick-cloned\" tabindex=\"-1\" data-slick-index=\"20\" aria-hidden=\"true\">\n<div class=\"img-fill\">\u00a0Vermelho. Centenas de corpos s\u00e3o trazidos por moradores para a Pra\u00e7a S\u00e3o Lucas, na Penha, zona norte do Rio de Janeiro por Tomaz Silva \/Ag\u00eancia Brasil<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-wzlutpg44k\">&#8220;Havia um grande n\u00famero de criminosos armados, reunidos numa \u00e1rea de mata. Foi ali que fui alvejado, no meio do deslocamento. Lembro perfeitamente de tudo at\u00e9 chegar ao hospital. Estava consciente, l\u00facido. Assim que fui atingido, um colega fez os primeiros socorros ainda no terreno. Estancou, me enrolou e me levou at\u00e9 a emerg\u00eancia blindada. Meu pensamento era s\u00f3 um: preciso sair daqui vivo. Depois, o blindado me colocou na ambul\u00e2ncia, tamb\u00e9m blindada, e l\u00e1 j\u00e1 tinha m\u00e9dico de combate, que continuou o atendimento&#8221;, continuou.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-v7kdf6mfye\">Carlos Alair disse se lembrar do exame de tomografia, de entrar no centro cir\u00fargico e &#8220;de ver as luzes&#8221;. Mas, depois, veio um &#8220;apag\u00e3o total&#8221;.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-oq9e22b4yc\">&#8220;Fiquei tr\u00eas dias em coma. Acordei numa sexta-feira achando que era ter\u00e7a-feira e a opera\u00e7\u00e3o n\u00e3o tinha acabado. Perguntei logo que abri os olhos: &#8216;A opera\u00e7\u00e3o acabou?&#8217;. A\u00ed me explicaram tudo; inclusive sobre os 17 minutos em que fiquei em parada card\u00edaca. Eu morri e voltei&#8221;, relatou.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-yp9dej20dd\">&#8220;\u00c9 estranho ouvir isso sobre voc\u00ea mesmo, mas foi o que aconteceu. N\u00e3o me lembro absolutamente de nada desse per\u00edodo. Da hora em que me sedaram at\u00e9 o momento em que abri os olhos. S\u00f3 sei que existe uma explica\u00e7\u00e3o: Deus. E uma equipe m\u00e9dica extraordin\u00e1ria, que fez tudo que podia. Os m\u00e9dicos dizem que poucos minutos sem oxig\u00eanio no c\u00e9rebro j\u00e1 podem deixar sequelas. Eu fiquei quase 20. Ent\u00e3o, para mim, \u00e9 milagre, \u00e9 cuidado de Deus e compet\u00eancia de todos que estavam ali&#8221;, acrescentou.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-692on03r0e\">Na \u00faltima segunda-feira (17),\u00a0Alair deixou o hospital de p\u00e9, consciente e emocionado. Na sa\u00edda, foi recebido com aplausos e abra\u00e7os de colegas de farda. Ele agora\u00a0passar\u00e1 por um processo de reabilita\u00e7\u00e3o antes de voltar \u00e0 ativa.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-os85tuzl5z\">&#8220;Foram 18 dias internado. O disparo entrou pelo ombro direito, quebrou meu \u00famero e saiu pela axila. Passei cinco dias com fixadores de a\u00e7o externos, depois usei curativo a v\u00e1cuo para acelerar a cicatriza\u00e7\u00e3o. S\u00f3 ent\u00e3o fiz a cirurgia definitiva, com a haste dentro do osso. Continuo em recupera\u00e7\u00e3o, fazendo fisioterapia, sem previs\u00e3o de retorno \u00e0 ativa (&#8230;) Ainda n\u00e3o tenho movimento nas m\u00e3os e s\u00f3 consigo mexer um pouco o bra\u00e7o, mas a fisioterapia j\u00e1 est\u00e1 fazendo efeito. Agora, \u00e9 focar na recupera\u00e7\u00e3o. At\u00e9 l\u00e1, n\u00e3o tenho previs\u00e3o de voltar ao trabalho&#8221;, explicou.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-stxklwaomg\">&#8220;Se me perguntam se eu lutei durante aqueles 17 minutos, n\u00e3o sei dizer. N\u00e3o lembro de nada. Mas sei o que eu pensava antes de ser sedado: &#8216;Eu n\u00e3o posso morrer&#8217;. Repetia isso na extra\u00e7\u00e3o, no blindado, na ambul\u00e2ncia, no caminho at\u00e9 o hospital. Era a \u00fanica coisa que passava pela minha cabe\u00e7a&#8221;, finalizou o sargento.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Sargento do Batalh\u00e3o de Opera\u00e7\u00f5es Policiais Especiais (Bope), Carlos Alair da Costa sobreviveu a um &#8216;milagre&#8217;. 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