{"id":88789,"date":"2026-09-17T09:13:50","date_gmt":"2026-09-17T12:13:50","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=88789"},"modified":"2026-09-17T09:13:50","modified_gmt":"2026-09-17T12:13:50","slug":"redes-sociais-ultrapassam-tv-como-principal-fonte-de-informacao-sobre-politica-na-bahia","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2026\/09\/17\/redes-sociais-ultrapassam-tv-como-principal-fonte-de-informacao-sobre-politica-na-bahia","title":{"rendered":"Redes sociais ultrapassam TV como principal fonte de informa\u00e7\u00e3o sobre pol\u00edtica na Bahia"},"content":{"rendered":"<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-2tsrol6q91\">Em apenas quatro anos, os baianos mudaram de forma significativa a maneira como se informam sobre pol\u00edtica. Pesquisas do instituto Quaest mostram que as redes sociais ultrapassaram a televis\u00e3o e assumiram a lideran\u00e7a entre as principais fontes de informa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica no estado.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-zrgybxoahe\">Em maio de 2022, 56% dos entrevistados apontavam a TV como principal meio para acompanhar assuntos pol\u00edticos. As redes sociais apareciam bem atr\u00e1s, citadas por 22%. Quatro anos depois, o cen\u00e1rio se inverteu. Pesquisa divulgada em agosto deste ano mostra que 38% dos baianos se informam principalmente pelas redes, enquanto 34% ainda recorrem \u00e0 televis\u00e3o.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-hpjcn7itkd\">Na compara\u00e7\u00e3o direta entre os dois levantamentos, as redes sociais avan\u00e7aram 16 pontos percentuais, enquanto a TV recuou 22 pontos. Para Rodrigo Carreiro, codiretor executivo do Al\u00e1fia Lab e pesquisador associado do INCT DD, a transforma\u00e7\u00e3o observada na Bahia acompanha uma tend\u00eancia regional.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full\">\n<div id=\"imagem-7gzinzf3i4\" class=\"w-full\">\n<figure class=\"imagem-notas w-full max-w-full h-auto flex justify-center items-center overflow-hidden\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"w-full h-auto\" src=\"https:\/\/midias.correio24horas.com.br\/2026\/09\/16\/dados-da-quaest-3417863-article.webp\" alt=\"Dados da Quaest\" width=\"1200\" height=\"724\" \/><\/figure>\n<p>Dados da Quaest\u00a0<span class=\"font-bold\">Cr\u00e9dito: Arte CORREIO<\/span><\/div>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-cvqk08lpgr\">\u201cO Nordeste \u00e9 a regi\u00e3o brasileira em que mais se utiliza redes sociais para se informar sobre pol\u00edtica. \u00c9, em grande medida, uma quest\u00e3o geracional, j\u00e1 que o consumo de TV, por exemplo, cresce com a idade. As redes proporcionam toda sorte de sociabilidade para as pessoas, bem como toda sorte de fonte de informa\u00e7\u00e3o, da mais gen\u00e9rica \u00e0s mais espec\u00edficas. Ent\u00e3o, isso ajuda o cidad\u00e3o a ajustar com mais precis\u00e3o sua dieta informativa, ainda mais em per\u00edodo eleitoral. Esse ajuste diz respeito a aspectos que mais agradam a cada pessoa: em termos de conte\u00fado, mas tamb\u00e9m no que diz respeito a formatos, dura\u00e7\u00e3o de mensagens, possibilidade de compartilhamento etc. As diversas redes oferecem um card\u00e1pio variado nesses sentidos\u201d, afirma.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-53gdqdp68f\">Carreiro observa ainda que plataformas como Instagram e TikTok concentram, em um mesmo ambiente, conte\u00fados produzidos por ve\u00edculos jornal\u00edsticos, jornalistas independentes, celebridades, pequenos influenciadores e perfis de humor. Ele ressalta tamb\u00e9m o avan\u00e7o de redes como o Kwai, relativamente menos conhecida, mas que tem ampliado sua presen\u00e7a no Nordeste. \u201cO maior desafio para o indiv\u00edduo \u00e9 compreender com clareza quem \u00e9 quem nesse cen\u00e1rio e conseguir filtrar a informa\u00e7\u00e3o a partir dessas quest\u00f5es\u201d, salienta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-gc28nktk0b\">Apesar da retra\u00e7\u00e3o da televis\u00e3o como principal fonte de informa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica, as emissoras locais ainda mant\u00eam grande alcance na Bahia. Segundo apurou o CORREIO, embora 8% dos baianos que assistem \u00e0 TV desliguem o aparelho quando come\u00e7a o hor\u00e1rio eleitoral, a estimativa \u00e9 de que, somente em Salvador, mais de 1,5 milh\u00e3o de pessoas acompanhem os programas eleitorais.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-g5p6j9c7fp\">Para o professor de Comunica\u00e7\u00e3o Pol\u00edtica da Pontif\u00edcia Universidade Cat\u00f3lica do Rio de Janeiro (PUC-RJ), Arthur Ituassu, a mudan\u00e7a de comportamento n\u00e3o significa necessariamente o abandono dos meios tradicionais. \u201c\u00c9 uma tend\u00eancia, os n\u00fameros n\u00e3o surpreendem, mas veja que n\u00e3o se trata de uma l\u00f3gica de substitui\u00e7\u00e3o, mas de complementaridade. Agora, a oferta de informa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica \u00e9 mais dispersa\u201d, acrescenta.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full\">\n<h2 id=\"intertitulo-rxvvnavzwv\" class=\"font-family-secondary text-tw-theme-box-titulo-default text-[26px] leading-[38px] font-bold md:text-[31px]\">Outros meios<\/h2>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-zzfpsuaqe7\">Al\u00e9m das redes sociais e da televis\u00e3o, outros canais aparecem com participa\u00e7\u00e3o bem menor entre os baianos. Sites, blogs e portais de not\u00edcias s\u00e3o apontados por 6% dos entrevistados como principal fonte de informa\u00e7\u00e3o pol\u00edtica. Outros 4% dizem recorrer principalmente a amigos, familiares ou conhecidos, mesmo percentual dos que citam WhatsApp ou Telegram.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-g2fz8j3ox8\">Entre os meios mais tradicionais, o r\u00e1dio \u00e9 a principal fonte para 3% dos entrevistados, enquanto os jornais impressos aparecem com 2%. Pela primeira vez, o levantamento tamb\u00e9m registrou o uso de chats com intelig\u00eancia artificial: 1% dos entrevistados disseram utilizar essas ferramentas como principal forma de obter informa\u00e7\u00f5es sobre pol\u00edtica.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-pni5hlc9um\">Outro dado chama aten\u00e7\u00e3o: 8% dos entrevistados afirmam n\u00e3o se informar sobre pol\u00edtica.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-5pbkhqhgic\">A ascens\u00e3o das redes, no entanto, n\u00e3o significa que os ve\u00edculos jornal\u00edsticos tenham perdido espa\u00e7o na produ\u00e7\u00e3o do conte\u00fado consumido nessas plataformas.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-087ftcmcpd\">Pesquisa Datafolha divulgada neste m\u00eas mostra que, entre os eleitores que t\u00eam contas em redes sociais, a maioria viu mais conte\u00fados sobre as elei\u00e7\u00f5es de 2026 em perfis de ve\u00edculos jornal\u00edsticos do que em perfis de candidatos ou influenciadores.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-l1wnmqeazr\">Segundo o levantamento, 57% dos entrevistados com contas em plataformas como Facebook, Instagram, TikTok e Kwai afirmaram ter visto conte\u00fados sobre as elei\u00e7\u00f5es nas \u00faltimas semanas. Dentro desse grupo, 75% tiveram contato com publica\u00e7\u00f5es em perfis de ve\u00edculos jornal\u00edsticos e 71% em perfis de jornalistas. Na sequ\u00eancia aparecem os perfis de candidatos, com 69%; amigos ou familiares, com 65%; influenciadores, com 61%; e grupos de WhatsApp ou Telegram, com 47%.<\/p>\n<\/div>\n<div class=\"flex flex-col w-full font-normal text-[18px] leading-[30px] text-tw-theme-text-default\">\n<p id=\"paragrafo-y85oh7emnv\">A pesquisa Quaest, contratada pela Rede Bahia, ouviu 900 pessoas entre os dias 23 e 26 de agosto deste ano . A margem de erro \u00e9 de 3 pontos percentuais. O levantamento est\u00e1 registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob os n\u00fameros BA-06206\/2026 e BR-08870\/2026.<\/p>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Em apenas quatro anos, os baianos mudaram de forma significativa a maneira como se informam sobre pol\u00edtica. 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