{"id":89505,"date":"2026-10-08T10:53:37","date_gmt":"2026-10-08T13:53:37","guid":{"rendered":"https:\/\/blogopara.com.br\/?p=89505"},"modified":"2026-10-08T10:53:37","modified_gmt":"2026-10-08T13:53:37","slug":"lista-suja-bahia-e-segundo-estado-com-mais-casos-de-trabalho-analogo-a-escravidao","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/blogopara.com.br\/index.php\/2026\/10\/08\/lista-suja-bahia-e-segundo-estado-com-mais-casos-de-trabalho-analogo-a-escravidao","title":{"rendered":"\u2018Lista suja\u2019: Bahia \u00e9 segundo estado com mais casos de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o"},"content":{"rendered":"<div class=\"td_block_wrap tdb_title tdi_63 tdb-single-title td-pb-border-top td_block_template_1\" data-td-block-uid=\"tdi_63\">\n<div class=\"tdb-block-inner td-fix-index\">\n<div class=\"td_block_wrap tdb_single_content tdi_71 td-pb-border-top td_block_template_1 td-post-content tagdiv-type\" data-td-block-uid=\"tdi_71\">\n<div class=\"tdb-block-inner td-fix-index\">\n<p>A Bahia ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o entre os estados com mais registros na nova atualiza\u00e7\u00e3o da chamada \u201clista suja\u201d do trabalho escravo, divulgada pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE) na ter\u00e7a-feira (6). Dos 82 registros inclu\u00eddos em todo o Brasil, sete s\u00e3o de empregadores baianos, ficando atr\u00e1s apenas de Minas Gerais. As fiscaliza\u00e7\u00f5es resultaram no resgate de 10 trabalhadores em diferentes munic\u00edpios do estado.<\/p>\n<p>Os sete registros na Bahia envolvem cinco pessoas f\u00edsicas e duas empresas. As ocorr\u00eancias foram identificadas em atividades urbanas e rurais, incluindo trabalho dom\u00e9stico, constru\u00e7\u00e3o civil, produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal, cultivo de cacau e cria\u00e7\u00e3o de gado.<\/p>\n<div class=\"td-a-ad id_inline_ad0 id_ad_content-horiz-left\"><\/div>\n<p>Na Regi\u00e3o Metropolitana de Salvador, foram identificados casos em Cama\u00e7ari e Lauro de Freitas. Em Catu de Abrantes, distrito de Cama\u00e7ari, trabalhadores respons\u00e1veis pela constru\u00e7\u00e3o de um condom\u00ednio de casas estavam alojados de forma improvisada dentro dos pr\u00f3prios im\u00f3veis em constru\u00e7\u00e3o, sem separa\u00e7\u00e3o adequada entre os dormit\u00f3rios e o canteiro de obras.<\/p>\n<p>J\u00e1 em Lauro de Freitas, dois trabalhadores foram resgatados de um galp\u00e3o utilizado para ensacamento, armazenamento e expedi\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal. Segundo a fiscaliza\u00e7\u00e3o, eles trabalhavam sem registro e sem exames m\u00e9dicos ocupacionais, al\u00e9m de dormirem em redes ou len\u00e7\u00f3is colocados diretamente no ch\u00e3o, em espa\u00e7os improvisados.<br \/>\nOs auditores tamb\u00e9m identificaram falta de \u00e1gua filtrada, aus\u00eancia de equipamentos de prote\u00e7\u00e3o individual (EPIs), de fardamento e de medidas adequadas para gerenciamento dos riscos da atividade.<\/p>\n<div class=\"td-a-ad id_inline_ad1 id_ad_content-horiz-left\">\n<div class=\"g g-11\">\n<div class=\"g-single a-6\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p>Outras duas ocorr\u00eancias urbanas foram registradas em resid\u00eancias nos munic\u00edpios de Po\u00e7\u00f5es e Vit\u00f3ria da Conquista, envolvendo trabalho dom\u00e9stico. Na zona rural, os casos foram identificados em fazendas de cacau em Itacar\u00e9 e Itaju\u00edpe, al\u00e9m de uma propriedade de cria\u00e7\u00e3o de gado em Itapicuru.<\/p>\n<p>A auditora-fiscal do Trabalho Liane Dur\u00e3o, coordenadora do projeto de combate ao trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o na Bahia, destacou que a maioria das ocorr\u00eancias identificadas nesta atualiza\u00e7\u00e3o aconteceu em \u00e1reas urbanas.<br \/>\n\u201cA maioria dos casos baianos desta atualiza\u00e7\u00e3o ocorreu no meio urbano, em resid\u00eancias, em uma obra e em um galp\u00e3o. Isso mostra que o trabalho an\u00e1logo ao de escravizado n\u00e3o est\u00e1 s\u00f3 no campo, como por muito tempo se pensou\u201d, afirmou.<\/p>\n<p><strong>Brasil registra 553 trabalhadores envolvidos nos casos<\/strong><br \/>\nEm todo o pa\u00eds, a atualiza\u00e7\u00e3o da lista re\u00fane 82 registros referentes a 80 empregadores, distribu\u00eddos por 21 unidades da federa\u00e7\u00e3o. As irregularidades foram identificadas entre 2024 e 2026 e envolvem 553 trabalhadores.<br \/>\nEntre as atividades com maior n\u00famero de inclus\u00f5es est\u00e3o a cria\u00e7\u00e3o de bovinos para corte, servi\u00e7os dom\u00e9sticos, produ\u00e7\u00e3o de carv\u00e3o vegetal, cultivo de caf\u00e9 e constru\u00e7\u00e3o de edif\u00edcios.<\/p>\n<p>A chamada \u201clista suja\u201d do trabalho escravo existe desde 2003 e re\u00fane empregadores responsabilizados administrativamente por submeter trabalhadores a condi\u00e7\u00f5es an\u00e1logas \u00e0 escravid\u00e3o. A inclus\u00e3o ocorre somente ap\u00f3s a conclus\u00e3o de um processo administrativo, com garantia de defesa.<\/p>\n<p>Os nomes permanecem no cadastro por dois anos. Nesta atualiza\u00e7\u00e3o, 151 registros foram exclu\u00eddos ap\u00f3s o cumprimento desse prazo.<\/p>\n<p>Den\u00fancias de trabalho an\u00e1logo \u00e0 escravid\u00e3o podem ser realizadas de maneira remota e sigilosa pelo Sistema Ip\u00ea, ferramenta da Secretaria de Inspe\u00e7\u00e3o do Trabalho desenvolvida em parceria com a Organiza\u00e7\u00e3o Internacional do Trabalho (OIT).<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A Bahia ocupa a segunda posi\u00e7\u00e3o entre os estados com mais registros na nova atualiza\u00e7\u00e3o da chamada \u201clista suja\u201d do trabalho escravo, divulgada pelo Minist\u00e9rio do Trabalho e Emprego (MTE) na ter\u00e7a-feira (6). Dos 82 registros inclu\u00eddos em todo o Brasil, sete s\u00e3o de empregadores baianos, ficando atr\u00e1s apenas de Minas Gerais. 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