Membros das forças de segurança pública fazem sucesso nas redes sociais mostrando operações policiais e armamento pesado. Ao se dizerem perseguidos e “contra o sistema”, ganham dinheiro com cursos e visualizações de vídeos
Delegado da Cunha, como é conhecido nas redes sociais, pergunta aos seus 2,2 milhões de seguidores do Instagram se ele deve deixar a carreira de policial
Policiais civis e militares invadem as redes sociais e se transformam em influenciadores tóxicosMembros das forças de segurança pública fazem sucesso nas redes sociais mostrando operações policiais e armamento pesado. Ao se dizerem perseguidos e “contra o sistema”, ganham dinheiro com cursos e visualizações de vídeos
LINHA DURA O policial Alberto da Cunha faz sucesso ao mostrar operações policiais reais: exposição de suspeitos (Crédito: Divulgação)Taísa SzabaturaDelegado da Cunha –3,3 milhões de seguidores no YouTubeVestindo camisa polo com o brasão da Polícia Civil de São Paulo, o Delegado Carlos Alberto da Cunha, ou
Delegado da Cunha, como é conhecido nas redes sociais, pergunta aos seus 2,2 milhões de seguidores do Instagram se ele deve deixar a carreira de policial para virar deputado federal. As respostas são conflitantes. Há quem ache que, se o delegado for para a política, não conseguirá mais partir “pra cima deles”, uma de suas frases de efeito quando o assunto é perseguir “bandidos”. Cunha é apenas um policial, mas cada vez mais é possível ver outros, civis e militares, aderindo às redes sociais. Com perfis de justiceiros, repletos de armas de fogo, as contas se espalham sem uma lei específica que controle o que pode ser publicado ou não. Para justificar seu questionamento sobre se adotará a carreira política, Cunha diz que trabalha para eles, seus seguidores, e não necessariamente para a população em geral. A conversa franca com quem o apoia acontece porque ele chegou a ser afastado do cargo no final do ano passado por causa de suas publicações — as operações militares — que agora dão lugar a simulações. Em uma das publicações, ele finge apreender o carro de luxo de um amigo. A temática é “perdeu, Playboy”.
Fonte: Istoé




