O senador Angelo Coronel (PSD) voltou a afirmar que tem autonomia política para disputar a reeleição em 2026, mesmo sem depender exclusivamente do apoio dos atuais aliados. Segundo ele, após sete anos de mandato, construiu uma base própria que o credencia a seguir no projeto.
“Em 2018 eu saí da presidência da Assembleia e um grupo de amigos nos apoiou. Contei muito com a ajuda de Wagner, de Rui e de Jerônimo, que era coordenador. Mas procurei ao longo desses sete anos que estou no cargo também colocar gordura nos ossos para que a gente não sirva somente para ser carregado”, disse o senador nesta sexta-feira (03/10), durante homenagem da Assembleia Legislativa da Bahia (AL-BA) ao deputado federal Antonio Brito e ao ex-vereador e jurista Edvaldo Brito, aniversariante do dia.
Coronel ressaltou que hoje tem “cabedal político” para disputar qualquer cargo na Bahia.
“Estamos nessa pré-campanha de senador, que é um direito que me assiste constitucionalmente. Nosso partido está praticamente definido com nosso nome. Vamos lutar, seja para manter a união com a base ou, quem sabe, outro caminho a tomar. Só a partir de janeiro para a gente decidir”, declarou.
Apesar do discurso de independência, Coronel frisou que a palavra final sobre sua candidatura cabe ao senador Otto Alencar, presidente estadual do PSD. Ele negou ainda ter aberto diálogo político com o ex-prefeito de Salvador, ACM Neto, ou com o prefeito Bruno Reis (União Brasil).
“Não conversei política com Neto nem com Bruno. Sou amigo deles há muito tempo, mas nunca tratamos de 2026. Também não sentei com o governador Jerônimo para discutir eleição. Converso sempre com Wagner e Rui, por estarmos mais tempo em Brasília. Quem vai coordenar essa campanha é o presidente do nosso partido, Otto Alencar. Está entregue a ele uma procuração para representar os direitos autorais de Coronel”, afirmou.
O senador também comentou a fala do governador Jerônimo Rodrigues, que disse ter sentido sua ausência em encontro com a bancada estadual do PSD.
“Fiquei feliz com a declaração, significa que minha presença seria bem-vinda. Mas acredito que, por Angelo Coronel Filho estar presente, talvez eu não tenha sido convidado. Se fosse, iria sem problema. Independente das posições políticas, mantenho as amizades, que são mais importantes do que a relação política”, concluiu.



