O governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou na noite desta terça-feira (27) sua filiação ao PSD, partido presidido nacionalmente por Gilberto Kassab. A movimentação foi celebrada pela oposição baiana, que aposta em impacto direto no cenário político da Bahia.
A avaliação entre oposicionistas é de que a entrada de Caiado no partido pode “embaralhar” o jogo político no estado e abrir espaço para um “novo desenho” de forças. O entendimento é que, caso o governador goiano amplie sua musculatura política e se consolide como candidato presidencial do PSD, a candidatura de ACM Neto (União Brasil) – que tende a apoiá-lo – ganharia ainda mais força na disputa pelo governo da Bahia.
Além de Caiado, outros dois governadores do PSD disputam espaço como possível candidato à Presidência da República: Eduardo Leite (Rio Grande do Sul) e Ratinho Júnior (Paraná). No partido, a discussão gira em torno de qual será a postura de Kassab: se imporá apoio unificado dos diretórios ao candidato presidencial ou se deixará as bases livres.
Com a filiação de Caiado, o PSD também passa a buscar o apoio do MDB e do União Brasil na tentativa de viabilizar uma terceira via para as eleições presidenciais deste ano.
À CNN, o governador de Goiás afirmou que sua ida para o PSD tem como objetivo pavimentar um caminho para derrotar o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) nas eleições de outubro.
“Teremos um candidato competitivo. E estrutura partidária e musculatura política. O objetivo é derrotar o PT”, afirmou.



