BAHIA

Pesquisa da Univasf usa inteligência artificial para prever áreas de risco no norte da Bahia

Um estudo desenvolvido na Universidade Federal do Vale do São Francisco (Univasf) utiliza inteligência artificial para identificar e prever áreas com risco de deslizamentos e inundações no norte da Bahia. A pesquisa é coordenada pelo professor Cristiano Marcelo Pereira de Souza, do Colegiado de Geologia, e conta com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado da Bahia (Fapesb).

Intitulado “Modelagem preditiva de riscos geológicos e hidrológicos com inteligência artificial”, o projeto tem como foco os municípios de Jacobina e Senhor do Bonfim, escolhidos devido ao histórico de ocorrências desses eventos e à necessidade de ampliar o conhecimento técnico sobre os riscos ambientais na região.

Segundo o pesquisador, o estudo utiliza algoritmos de aprendizado de máquina associados a dados geoespaciais e ambientais para mapear áreas mais suscetíveis a desastres naturais. “O projeto integra diferentes tipos de dados, incluindo informações topográficas, geológicas, hidrológicas, pedológicas, climáticas e de uso e cobertura do solo. Também estão previstas atividades de campo, análises laboratoriais de solos e rochas, interpretação de imagens de satélite e a construção de bases cartográficas detalhadas”, explicou.

A pesquisa conta ainda com a participação de pesquisadores da Universidade do Estado da Bahia (Uneb), da Universidade Federal de Viçosa (UFV), do Instituto Federal da Bahia (IFBA) e da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp).

O professor ressaltou que os resultados poderão auxiliar diretamente na prevenção de desastres e no planejamento urbano. “Os modelos permitirão identificar áreas com diferentes níveis de risco, possibilitando que órgãos públicos priorizem ações preventivas, como planejamento urbano, obras de contenção, monitoramento ambiental e definição de áreas seguras para ocupação”, afirmou.

O estudo tem duração prevista de 12 meses e está na fase inicial, que inclui levantamento de dados, análises de campo e desenvolvimento dos modelos computacionais. Para o coordenador, a iniciativa é importante diante do aumento da frequência de eventos climáticos extremos, especialmente no Nordeste.

O financiamento reconhece a relevância científica e social da pesquisa, fortalece a infraestrutura da universidade, amplia a formação de estudantes e consolida parcerias com outras instituições. Também reforça o papel da Univasf na produção de conhecimento aplicado à solução de problemas ambientais”, destacou.

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