JUAZEIRO

Vapor Saldanha Marinho, nosso Vaporzinho, no dia da Poesia! (Sim, 14 de março sempre será dia da poesia).

Em 1867, o presidente da Província de Minas Gerais, conselheiro Joaquim Saldanha Marinho, firmou contrato com o engº Henrique Dumont para que este construísse ou adquirisse uma embarcação a vapor e a transportasse até Sabará (MG). Henrique Dumont adquiriu um navio, no Rio de Janeiro, que havia chegado da Europa, construído alguns anos antes, e que chegou a Sabará em 6 de março de 1869.
Era o único vapor, entre os demais, que possuía rodas laterais. Partiu ele de Sabará em 10 de janeiro de 1871, atingiu o rio São Francisco, pela primeira vez, em 3 de fevereiro de 18971, chegando a Boa Vista (PE).
Depois, em 1878, permaneceu no porto de São Francisco (MG), sob a responsabilidade da Câmara Municipal. Esta viagem inaugurou a navegação a vapor no médio e submédio São Francisco. A empresa Viação do Brasil adquiriu-o do governo de Minas. Mais tarde passou a pertencer ao estado da Bahia/Viação Baiana do São Francisco.
Em 1963, a empresa baiana foi encampada pela Franave. Durante muitos anos, a embarcação foi usada em numerosas viagens.
O nome do vapor é em homenagem ao conselheiro Joaquim Saldanha Marinho, presidente da Província de Monas Gerais (1816-1895)”. Diniz, Domingos. Rio São Francisco: vapores e vaporeiros.
Em 02/02/1965, os operários da FRANAVE fizeram o transporte e iniciaram a montagem do Vapor Saldanha Marinho no Jardim São Francisco, sendo entregue dia 20 do mesmo mês pelo então prefeito Américo Tanuri. A memória popular conta que em meados de 1965/67, um casal de cariocas explorou pela primeira vez o serviço de bar e restaurante; depois outros tantos se instalaram, principalmente como pizzaria.
O ano de 1989 foi marcado por uma tragédia: um incêndio destruiu parcialmente o Vapor Saldanha Marinho causando grande tristeza à população. Era o último dia de carnaval.
Foi reconstruído na gestão de Joseph Bandeira, porém, com algumas modificações. Durante os anos 2001/2004, fez-se o Vaporzinho ponto de cultura onde aconteciam feiras de artesanato, lançamento de livros, exposições, apoio ao turista, etc…
Em junho/2007, gestão Misael Aguilar, foi incorporado a um projeto de urbanização da chamada “Orla Nova” dando-lhe um novo endereço. Lá o querido “Vaporzinho” ganhou um espelho d´água, mais cuidados e visibilidade, se integrando àquele novo ponto turístico e de lazer. Em 2013, na gestão Isaac Carvalho, passou por uma nova revitalização, ganhando um Centro de informações turísticas e em 2015 a companhia do juazeirense João Gilberto – escultura em bronze assinada pelo artista plástico Leo Santana. Na atual gestão Suzana Ramos, outra revitalização entregue em meio às comemorações do aniversário da cidade (2022) com o resgate e reativação do apito do vapor, fumaça e nova iluminação.
Assim, com uma história cheia de reformas, “pinturas”, revitalizações (e não restaurações) e alguns períodos de abandono, o Vaporzinho dialoga com João Gilberto e o monumento “Chama Navegante” do artista plástico juazeirense Coelhão, compondo um cenário poético que é ponto de encontro de turistas e nativos, local instagramável e patrimônio material e afetivo do nosso povo!
Pesquisa: Laís Lino.
Texto: Laís Lino/Suely Almeida
Em colaboração ao perfil @Juavelho

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