O que deveria representar desenvolvimento e melhoria na qualidade de vida tem se transformado em motivo de sofrimento para os moradores da Avenida Saul Rosa, no bairro Palmares, em Juazeiro, no norte da Bahia. Há vários meses, uma obra de pavimentação asfáltica executada pela Prefeitura segue inacabada, sem qualquer previsão oficial de conclusão, deixando a comunidade à mercê da poeira, da insegurança e da falta de infraestrutura básica.
Segundo relatos dos moradores, a paralisação da obra trouxe uma série de transtornos. Com a via sem pavimentação definitiva, a passagem constante de veículos levanta uma intensa nuvem de poeira que invade as residências diariamente. O problema, afirmam os moradores, tem provocado crises alérgicas e respiratórias, principalmente em crianças e idosos.
“Tem dia que precisamos manter portas e janelas fechadas o tempo todo. A poeira entra em casa, cobre os móveis e as crianças vivem doentes”, relatou uma moradora, que preferiu não ter a identidade revelada por receio de represálias.
Além da pavimentação inacabada, outro problema revolta a comunidade: a falta de regularização da rede de abastecimento de água. De acordo com os moradores, a situação persiste apesar das promessas feitas pelo Serviço de Água e Saneamento Ambiental (SAAE).
Ainda segundo uma moradora, a diretora-presidente do SAAE, Fabiana Possídio, esteve pessoalmente na avenida e garantiu que a regularização da rede de água seria realizada. No entanto, passados vários meses, nenhuma providência teria sido adotada, aumentando a insatisfação dos moradores.
A comunidade cobra explicações da Prefeitura de Juazeiro e do SAAE sobre os motivos da demora na conclusão da obra e na regularização do abastecimento de água. Para quem vive na Avenida Saul Rosa, a sensação é de abandono e descaso, enquanto o canteiro de obras permanece praticamente parado e os transtornos se acumulam.
Os moradores esperam que o poder público apresente um cronograma claro para a conclusão dos serviços, evitando que o sonho de uma rua pavimentada continue sendo apenas uma promessa. Afinal, infraestrutura, acesso à água e condições dignas de moradia são direitos básicos da população e não podem ficar indefinidamente à espera da conclusão de uma obra pública.



