A falta de água volta a expor a realidade enfrentada por moradores da zona rural de Sobradinho, no norte da Bahia. Um agricultor da região do Tatauí gravou um vídeo diretamente de sua propriedade para denunciar a situação e cobrar providências do poder público municipal.
Segundo o relato, a cisterna localizada na residência de sua mãe está sem água para o consumo humano, deixando a família diante de uma situação que ultrapassa as dificuldades próprias do período de estiagem: trata-se de uma necessidade básica, diretamente relacionada à sobrevivência e à dignidade dos moradores do campo.
A denúncia ganha ainda mais peso diante do fato de que o município reconheceu oficialmente a situação de emergência provocada pela estiagem, por meio do Decreto nº 058/2026, conforme informado pelo denunciante. O próprio município mantém em seu Portal da Transparência a publicação de decretos e demais atos administrativos para consulta pública.
O contraste levantado pelo agricultor é justamente o ponto central da denúncia: se a estiagem é reconhecida oficialmente como situação de emergência, como comunidades rurais continuam enfrentando falta de água para beber?
De acordo com o relato divulgado, a operação carro-pipa não estaria funcionando de maneira suficiente para atender às comunidades rurais, agravando o problema para famílias que dependem das cisternas e de outras formas de abastecimento.
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