JUAZEIRO

Zona Azul deve retornar em Juazeiro após assinatura de contrato; sistema terá Pix e aplicativo

O sistema de estacionamento rotativo Zona Azul deve voltar a funcionar em Juazeiro em uma nova etapa de implantação. Segundo o diretor-presidente da Autarquia Municipal de Trânsito e Transporte (AMTT), Paulo Lima, o contrato para a retomada do serviço deve ser assinado até esta sexta-feira (21). A informação foi divulgada durante entrevista concedida ao programa Nossa Voz desta quarta (19).

Após a assinatura, a empresa responsável terá 30 dias para apresentar o plano de sinalização e instalar os equipamentos necessários, incluindo os parquímetros. A partir dessas etapas, o sistema poderá ser efetivamente implantado nas áreas definidas para o estacionamento rotativo.

De acordo com Paulo Lima, o novo modelo deverá incorporar recursos tecnológicos para facilitar o pagamento das tarifas. Entre as formas previstas está o Pix, além de um aplicativo, evitando a dependência de pagamento em dinheiro ou moedas.

Uma das mudanças destacadas pelo diretor-presidente é a previsão de uma tolerância de 15 minutos para quem precisar fazer uma parada rápida no centro da cidade.

A medida, segundo Paulo Lima, busca permitir que motoristas façam atividades rápidas, como ir a uma farmácia ou estabelecimento comercial, sem que sejam imediatamente penalizados.

O gestor também afirmou que a retomada do sistema leva em consideração problemas registrados no funcionamento anterior da Zona Azul. Entre as preocupações está a necessidade de separar as funções de venda e fiscalização, evitando que a mesma pessoa seja responsável pelas duas atividades.

“A zona azul em Juazeiro deixou de existir por erros gerenciais. Então, a minha grande preocupação é identificar os erros anteriores para que não se repitam”, afirmou Paulo Lima.

Paulo Lima defendeu que a Zona Azul é necessária para garantir a rotatividade das vagas de estacionamento no centro de Juazeiro. Segundo ele, a ausência do controle faz com que veículos permaneçam estacionados durante longos períodos, reduzindo a disponibilidade de vagas para consumidores.

O diretor-presidente também relacionou a falta de estacionamento à movimentação econômica do centro. Na avaliação apresentada durante a entrevista, a dificuldade para encontrar vagas pode afastar consumidores e prejudicar o comércio.

Outro ponto levantado foi a utilização de vagas públicas por pessoas que deixam os veículos estacionados durante todo o dia enquanto trabalham em Petrolina, inclusive utilizando a travessia por barca como meio de deslocamento.

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