JUAZEIRO

A REVOLUÇÃO DOS BICHOS EM JUAZEIRO

“Precisamos criar uma nova cidade, onde todos tenham orgulho de morar, um local aprazível onde reinará a liberdade de expressão, teremos uma imprensa livre, os poderes constituídos serão autônomos e independentes. A população será a maior beneficiada, em todos esses anos o povo foi governados por incompetentes que roubaram e enriqueceram, em detrimento da pobreza da população”.

A fala acima foi dita pelo porco Napoleão, um porco jovem, possuidor de um profundo senso mudança, o mesmo gostava de andar com um chapéu de vaqueiro. Napoleão tinha como maior ideal de vida tornar os animais da cidade seres ricos e livres. Segundo ele, todos os homens eram inimigos e todos os animais eram camaradas e iguais.

Os animais acreditaram nas palavras de Napoleão, e assim ele tornou-se o prefeito da cidade. Muito empolgado com os seus ideais, aproveitou bem as oportunidades que apareciam para colocar a sua proposta de mudança e de construção de uma nova cidade. Os animais perceberam no jovem porco boas intenções.

Não duraram muito as boas intenções, mas parecendo um escorpião que não nega a sua essência, Napoleão contrariou as suas promessas de campanha, e começou a implantar um estado totalitário na cidade. Os poderes agora estavam submetidos a ele, e ninguém ousava contrariar uma ordem sua.

Para desconstruir a memória e a cultura da comunidade, Napoleão nomeou o velho mestre da propaganda, um porco velho que queria ser jovem, – o porco Garganta. Ele era exímio na arte da persuasão, e dia a pós dia disseminava mentiras como verdade fossem.

A imprensa que antes livre, agora estava presa (literalmente) as ordens de Garganta, que diariamente cuidava de ordenar e fiscalizar, através do Comitê de Censura todo material divulgado. E mesmo parte da intelligentsia denotava um certo servilismo, repetindo durante quase 12 anos a propaganda mentirosa do governo.

O que era para ser um governo de igualdades de oportunidades e de crescimento coletivo, passa a ser um governo exclusivo para o grupo liderado por Napoleão e o seu cunhado, o porco Azul, um ser muito vaidoso, ambicioso e sem nenhum escrúpulo. A cidade vivia de certa maneira como tivesse chegado o desenvolvimento, mas sem que os cidadãos fossem favorecidos.

O aspecto da cidade era horrível: ruas esburacas e mal iluminadas, animais morrendo à míngua na porta dos hospitais, educação foi renegada a última prioridade, obras paradas, construções maquiadas; muita corrupção, o grupo liderado por Napoleão enriquecendo e ostentando; lixo por toda parte; criação de muitos impostos para sustentar a vaidade a Napoleão, que agora era consagrado como liderança máxima, depois que Garganta tratou de desconstruir a memória do povo.

Mas os bichos começaram a perceber que poderiam lutar contra Napoleão e o seu bando, inicia-se na cidade um movimento novo, o que antes estava completamente encoberto pela névoa das mentiras de Garganta, toma conta de toda cidade, e todos começam a rebelar-se contra o sistema opressor de Napoleão.

Muito atônito, Napoleão que antes era um jovem porco prometendo boas mudanças para o povo, agora tinha um comportamento dos velhos porcos que ele no passado denunciara. Não demorou muito para juntar-se aos velhos porcos para se manter no poder e oprimir mais o povo.

 Artigo baseado no livro “A Revolução dos Bichos”, de George Orwell

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