O candidato a senador João Roma (PL) criticou nesta sexta-feira (25) a ausência de Rui Costa e Jaques Wagner, ambos do PT, no debate entre os postulantes ao Senado promovido pela TV Bahia. Em entrevista coletiva antes do encontro, Roma afirmou que os adversários perderam uma oportunidade de confrontar propostas e prestar esclarecimentos aos eleitores.
“Eu lamento profundamente. Eu acho que o próprio Rui Costa disse que teríamos um momento para poder debater. Tivemos, inclusive, pontos de vista confrontados em vários programas de rádio, como vocês da imprensa sabem muito bem, e ele disse que ia chegar a hora certa de debater e fazer a prova de quem fez mais pela Bahia. Mais uma vez ele está correndo do debate. Não entendo por que isso”, afirmou Roma.
Roma concentrou parte das críticas em Wagner e relacionou a ausência do petista às notícias recentes envolvendo o senador no escândalo do Banco Master. “O Wagner até entendo, porque realmente, pelas últimas notícias que circulam, notícias muito negativas, eu acho que ele não tem sequer condições de ficar na frente da câmera e confrontar e dar as explicações que a Bahia precisa”, declarou.
Roma também voltou a cobrar esclarecimentos de Wagner sobre as investigações que vêm sendo noticiadas nesta reta final da campanha. Segundo ele, há uma contradição entre afirmar que os fatos serão esclarecidos pelas autoridades e, ao mesmo tempo, não participar do debate para responder publicamente aos questionamentos. “Ele realmente não tem condições de enfrentar quem quer que seja no debate sobre o futuro da Bahia e o futuro do Brasil”, disse Roma.
Em relação a Rui Costa, Roma afirmou ter ficado surpreso com a ausência porque, segundo ele, o adversário vinha sinalizando durante a campanha que pretendia enfrentá-lo diretamente.
“O Rui Costa, que falou tanto, de formas grosseiras como sempre, com muita prepotência, com muita empáfia, perde essa oportunidade aqui. E eu acho que é um desrespeito ao eleitor baiano, que queria aqui ver realmente o confronto de ideias, de propostas, poder estar verificando quem são aqueles que realmente podem representar à altura lá em Brasília”, afirmou.



