A Polícia Civil identificou o motociclista suspeito de cometer ataques sexuais contra mulheres que pedalavam em Guarujá, no litoral de São Paulo. Depoimentos das vítimas, imagens de câmeras de segurança e a placa da moto ajudaram a localizar o homem, investigado em ao menos cinco casos.
Chamado de “maníaco” pela polícia, ele foi encaminhado à Delegacia Sede de Guarujá na tarde desta quarta-feira (30). Segundo aa TV Tribuna, afiliada da Globo, o suspeito não deve permanecer preso devido às restrições previstas no Código Eleitoral para os dias próximos à votação.
A Polícia Civil analisa os episódios para definir quais crimes podem ser atribuídos ao investigado e fundamentar um pedido de prisão. Além de importunação sexual, os ataques podem ser enquadrados como estupro e estupro de vulnerável. Uma das vítimas é uma menina de 12 anos.
Em entrevista à TV Tribuna, o delegado Glaucus Vinícius Silva afirmou que a maneira como o motociclista agia será considerada nessa avaliação.
“Como ele ataca de surpresa, vem por trás, de maneira covarde, isso é um recurso que impossibilita completamente a mulher de se defender. Isso tem que ser considerado como uma espécie de violência indireta”, afirmou.
As abordagens foram filmadas em diferentes pontos da cidade e repercutiram nas redes sociais. Nas gravações, o homem aparece com uma mochila semelhante às utilizadas por entregadores.
Embora cinco ocorrências tenham sido registradas, a polícia acredita que outras mulheres possam ter sofrido ataques e ainda não tenham procurado as autoridades. O delegado orientou essas vítimas a registrar ocorrência na Polícia Civil de Guarujá, mesmo sem imagens.
O artigo 236 do Código Eleitoral restringe a prisão de eleitores nos cinco dias anteriores à eleição e até 48 horas após o encerramento da votação. As exceções incluem flagrante delito, cumprimento de sentença criminal condenatória por crime inafiançável e desrespeito a salvo-conduto.



