JUAZEIRO

#PARTE 2: DESFAZENDO OS MITOS DA GERAÇÃO DE EMPREGOS EM JUAZEIRO

Todos os juazeirenses desejam ver a sua cidade próspera e pujante, a apresentação de dados que elevem Juazeiro sempre é motivo para comemoração. Queremos que isso se dê de forma contínua e consistente com notícias que destacam Juazeiro no cenário nacional.
Recentemente a cidade foi tomada por propagandas que Juazeiro foi novamente destaque na geração de empregos: “primeira colocação entre as cidades do interior de Nordeste. Entre janeiro e julho deste ano foram 2.834 vagas. Os dados são do CAGED – Ministério do Trabalho”.
Não precisa consultar o CAGED para saber que a origem desses postos de trabalho, em sua maioria é de contratação sazonal, sobretudo de uma grande empresa local, principalmente se pegarmos o período destacado: janeiro a julho.
Será que a de fato o prefeito pode comemorar? Usar dinheiro público para espalhar outdoors pela cidade ou ainda uma avalanche de comerciais em rádio e televisão? Não, o prefeito não pode comemorar, dados de 2015 Juazeiro era o 2ª no país, em 2016 chegou a primeira colocação, em 2017 caiu para o 1º do Nordeste, em 2018 primeiro do interior da Bahia, e em 2019 ficou em terceiro lugar no país. Ou seja, Juazeiro vem caindo posições, e está claro que isso é fato, basta ver a quantidade de empresas e lojas comerciais que fecharam as portas em nossa cidade.
Perdemos a FENAGRI, e com ela a atração de negócios que ficaram com Petrolina, realizada de 04 em 04 anos. O turismo em nossa cidade não existe, basta acessar o site da prefeitura e ver quais são as oportunidades que o setor oferece para os visitantes. O curtume Campelo fechou, o shopping Juá Garden está morrendo à míngua, sem oferecer as oportunidades de trabalho prometidas e/ou esperadas.
O município não tem qualquer programa de incentivos e atração de investimentos e, portanto, oficialmente não pode se creditar da paternidade de qualquer investimento privado. Infelizmente é comum utilizar-se de estatísticas para promover palanques, sem a análise necessária dos dados, para uma melhor percepção do presente, com as medidas efetivas para assegurar um futuro melhor.
Por outro lado, quando o município alardeia o ranking na geração de empregos, atraem não somente empresas, mas gente faminta por oportunidades, e não vem gente somente com qualificação profissional, mas por sermos uma região essencialmente agrícola, atraímos trabalhadores sem qualificação, que não irão se empregar facilmente. Os bairros periféricos receberão essa leva de imigrantes vindo de todo país.

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