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A política em tempos de pandemia: protagonismo político

Temos um cenário internacional com destaque de alguns líderes nas grandes nações, a exemplo da Alemanha, França, Itália, a Espanha e EUA.

Na Alemanha a presidente Angel Markel reconhece a pandemia como algo sério e como um problema de saúde pública que poderia afetar a economia e o social, não somente uma questão de saúde a ser tratada, e age rapidamente tomando todas as medidas necessárias para conter o avanço do coronavirus. O país tornou-se uma referência para toda Europa, principalmente.

Na França Macron assume um papel de estadista e segue o modelo alemão, ainda que mais lento, e consegue bons resultados.

A Itália ignora a pandemia, e sofre bastante as consequências, com números de mortos assustador, assim como a Espanha.

Percebe-se que os países mais ricos da Europa sofreram mais com a pandemia. Indo por uma lógica conspiratória, acredito que o capitalismo ele quando estar sendo ameaçado encontra formas de se reinventar e continuar existindo.

O Portugal é um dos países mais pobres do continente europeu, e enfrenta a pandemia sem graves consequências.

E no EUA, o Trump assume a pandemia como um atentado chinês contra o mundo, e passa a ignorar a grave situação país, que poderia liderar o caminho para conter o avanço do vírus, ao invés disso, influencia países periféricos a ignorar também e não contribui com os demais países ricos para encontrar uma vacina. Com resultados gravíssimos na econômica e na saúde, o após perceber que o caminho da indiferença a existência do vírus colocaria o país numa situação gravíssima, começa a investir recursos em pesquisas e em ajuda social.

No Brasil, o presidente Bolsonaro influenciado pelo presidente americano, passa também atribuir a China a responsabilidade pela pandemia, inclusive, o Eduardo Bolsonaro cria um problema diplomático com o governo chinês, sendo necessário o presidente da Câmara e do Senado apaziguarem a tensão.

O presidente poderia sair da pandemia fortalecido se assumisse o papel de protagonista nas ações de enfrentamento. Havia um clima de tensão com Ministro da  Saúde, que a todo tempo parecia não ter como refazer as declarações públicas do presidente, destoando das diretrizes do MS.

Cai o MS em meio a declarações públicas de ingerência e descontrole da situação, nasce de um problema de saúde pública, um grande problema na economia, no social e no campo político.

Nas divergências entre o presidente com o MS, o ministério da economia passa a ser mais ouvido do que MS, foi o campo fértil para o desencadeamento de uma grave crise social e política.

Quanto mais demorava a tomar as medidas de enfrentamento, tomando como o modelo a experiência de outros países, mas se agravava a situação e os seus desdobramentos em outras áreas.

Com a ausência de um ator principal em Brasília, os governadores, em especial do Nordeste, que já estavam articulados num consórcio, se movimentam para assumirem o papel de protagonistas nas ações de enfrentamento a pandemia.

Óbvio que, algumas ações passam pelo campo político também de enfrentamento as atitudes do presidente Bolsonaro, que tensiona com os governadores. Houve uma reunião do presidente com os governadores e liberação de recursos, que foi articulado pelas bancadas de deputados e senadores.

A preocupação geral é com o volume de recursos que foram destinados para os estados e municípios, há uma pressão social pela transparência na aplicação desses recursos, e nesse campo nasce algo muito negativo, que são as leis que supostamente são para combater as Fake News.

Na região, temos realidades muito diferentes, embora seja uma região muito integrada, destaco a cidade de Curaçá. O município tem cerca de 30 mil habitantes, e tem 25 casos confirmados de coronavirus. Proporcionalmente tem mais casos do que a cidade de Salvador, com cerca de 3 milhões de habitantes e com quase 2 mil casos confirmados.

O prefeito assumiu o protagonismo no enfrentamento a pandemia, não fez alardes com a criação de leitos e compra de respiradores, não fez hospital de campanha, adquiriu testes rápidos e fez testagem em massa, fez barreiras sanitárias, distribuiu máscaras e álcool para a população nas filas de bancos e lotéricas, cortou 20% dos vencimentos para comprar cestas básicas, decretou o isolamento social e foi eficiente ao baixar o toque de recolher, um meio lockdown.

A cidade tem hoje dos 26 casos confirmados, 16 curas clinicas, sendo que 09 permanecem em isolamento domiciliar. Sem nenhum óbito ou casos graves.

O município não tem guarda municipal e o efetivo da policial militar é pequeno, mas tem conseguido controlar e contornar a grave crise de pandemia, com medidas e com o apoio da população.

Para as eleições desse ano, a pandemia vai influenciar muito a forma de fazer campanha eleitoral. Os candidatos terão que buscar estratégias de convencimento do eleitor, que não seja o corpo a corpo. E aí vai valer muito as redes sociais, isso talvez dificulte a compra de votos, a não ser que seja através da transferência bancaria online, ou quem sabe pagamento de contas de água, luz e cartão de crédito do eleitor.

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