JUAZEIRO

A dor que vem do FEMININO. A Cura que vem do MASCULINO.

E me refiro à natureza feminina, e não à mulher. Falo da natureza masculina, e não do homem.

Mas é um fato, e não uma opinião, que a mulher desenvolveu a natureza masculina ao sair para o mercado de trabalho, mas o contrário, na sua maioria, não aconteceu.

E esse texto é um pedido de socorro.
Para os homens da nossa vida.
Por uma cura profunda das nossas gerações.

Por favor, precisamos de vocês! Precisamos que vocês se curem. Precisamos que vocês procurem. Precisamos que vocês se olhem.
E aprendam a lidar com o que veem.
Pois o que vocês sempre negaram é o pavor de uma humanidade inteira: a vulnerabilidade.

Essa negação ancestral masculina de não olhar para a emoção, de não sustentar a presença diante da falta de saber o que fazer, é o que precisa ser curado.

Não, não queremos que vocês solucionem as coisas. Queremos que vocês fiquem perto para olharmos juntos para o que está difícil. Queremos que vocês olhem a verdade, mesmo que não saibam o que fazer com ela.

Queremos que vocês se mexam. Se mexam para se curar e jogar fora os lixos do passado. Parem de agir desconectados do sentido. Parem de negar a importância de algumas coisas. Nós sabemos que está insustentável para vocês também.

Por isso paramos todos. Para olharmos para o sentido. Para viver dentro de casa, como as mulheres fizeram durante gerações. Para entendermos o desespero que é ter criança, trabalho, sobreviver às contas, fazer comida e limpar a casa. Estando sem dormir, exaustas e doentes.
Ou seja, impotência, vulnerabilidade e culpa.
Nós sabemos sentir isso.

Precisamos que vocês aprendam a sentir também. Aprendam no sentido de saber lidar. Porque sozinhas não conseguiremos descobrir como parar.

O mundo parou, não foi para acharmos a vacina do vírus.
O mundo parou foi para encontrarmos a cura para um desequilíbrio.

Assim como o vírus, não é uma solução fácil, mas será possível se estivermos de mãos dadas enfrentando a realidade.

E como a gente faz para curar a vulnerabilidade? A gente não cura, a gente só olha e desperta com ela. Então a cura se faz!

Texto Autoral: Roberta Rigaud

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