Uma fotografia que chama a atenção para um equipamento em vias de extinção, o orelhão, símbolo cultural brasileiro. Com base nas fontes consultadas, não há registros específicos sobre a data exata da instalação de um orelhão no Campus III da UNEB em Juazeiro, Bahia. O departamento, originado da FAMESF-Fundada em 12 de dezembro de 1960, passou a integrar a UNEB, tornando a instalação provável entre os anos 1980 e 1990, período de expansão dos orelhões no Brasil.
A foto acima é do dia 01 de fevereiro de 2026 e mostra Regivaldo José da Silva, Doutorando em Ecologia Humana e Gestão Socioambiental pela Universidade do Estado da Bahia – UNEB, Mestre em Ciência da Informação pela Universidade Federal da Bahia – UFBA, homenageando a cena do filme, o Agente Secreto.
O filme O Agente Secreto — indicado pelo Brasil para concorrer ao Oscar 2026 — e se tornou um dos símbolos da produção. A imagem de Marcelo (interpretado por Wagner Moura) usando um orelhão passou a representar o filme pelo mundo e é hoje marca registrada da produção.
Graduado em Biblioteconomia e Documentação pela Universidade Federal da Bahia, UFBA, Regis como é conhecido relembra o tempo de uso dos orelhões e a famosa frase: a ficha caiu.
Detalhe: O orelhão funcionava com pelo menos uma ficha específica para ele. A ficha caía quando a ligação era atendida do outro lado da linha, iniciando três minutos de conversa. Se você quisesse conversar por mais tempo, tinha de botar mais fichas. Quando surgiram os cartões telefônicos, a graça não era mais a mesma que a de ouvir a ficha tilintando enquanto caía dentro do aparelho.
A história dos orelhões, elemento rotineiro da paisagem urbana para quem tem mais de 50 anos, ganha ares de nostalgia a partir do anúncio de que os últimos orelhões do Brasil – 38 mil equipamentos – começaram a ser recolhidos pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) desde janeiro deste ano. O motivo é o fim das concessões de telefonia fixa para as empresas responsáveis pela manutenção dos aparelhos. Somente as cidades que não possuem outros meios de comunicação manterão orelhões até 2028. É o fim de uma era.
O recolhimento dos orelhões também demonstra que, para o mundo de hoje, os telefones públicos tornaram-se obsoletos, já que os celulares se popularizaram. Até os anos 1990, quando os celulares ainda eram os “tijolões” que pouca gente podia pagar para ter, os orelhões eram essenciais e ajudavam muita gente não só a se comunicar com a família como a acessar serviços ou até responder anúncios de empregos publicados nos classificados dos jornais. Agora, com acesso a smartphones dos modelos mais simples e baratos aos mais sofisticados, redes de wi-fi públicas, banda larga, pacote de dados e outros avanços, até o telefone fixo em casa já é uma raridade.
Na Bahia, os anos 1990 representaram o auge dos orelhões.
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