POLÍCIA

Mototaxistas que agrediram dois homens no Carnaval são presos por tentativa de homicídio e homofobia

Trinta dias após dois foliões serem espancados por mototaxistas, os dois suspeitos das agresssões foram presos por tentativa de homicídio e homofobia, nesta terça-feira (17). Eles são irmãos e foram identificados como Welison de Jesus Silva e Alexandre de Jesus Silva. As informações são da TV Bahia.

Uma das vítimas apresenta graves limitações físicas decorrentes do espancamento. O homem, que preferiu não se identificar, revelou estar com o maxilar travado por elásticos cirúrgicos. Além da imobilização, o processo de recuperação exige repouso absoluto, sem exposição ao sol ou esforços físicos. “Estou com a boca travada. Espero que a justiça seja feita e que os agressores não fiquem impunes, pois são um risco para a sociedade”, afirmou em entrevista à TV Bahia. O impacto da violência forçou a outra vítima, que também teve o nome preservado, a se mudar do bairro por insegurança.

O episódio ocorreu na manhã do dia 18 de fevereiro, na Quarta-feira de Cinzas. As vítimas contrataram o serviço de transporte no circuito Barra-Ondina por R$50 cada. Ao chegarem ao destino, no Cabula VI, uma deles percebeu que o celular estava descarregado e pediu para subir ao apartamento para realizar o pagamento via Pix.

Nesse momento, os mototaxistas iniciaram as agressões físicas e ofensas homofóbicas. A violência só foi interrompida após um vizinho intervir e realizar o pagamento também via Pix aos agressores. A partir desta transação e das imagens de segurança, a polícia conseguiu identificar os suspeitos.

Uma vítima relatou estar impossibilitada de trabalhar desde o ocorrido, acumulando dívidas. Até o momento, os gastos com exames, medicamentos e deslocamentos hospitalares já ultrapassam os R$700. Para o homem, no entanto, o “trauma é o mais difícil de superar”.

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