POLÍCIA

“Enquanto eu tiver no comando, no norte do estado marginal não se cria”, diz comandante do CPR-N após 21 sem homicídios em Juazeiro

Em entrevista concedida ao programa Nossa Voz nesta segunda-feira (20), o comandante de Policiamento da Região Norte da Bahia, coronel Wildon Teixeira dos Reis, destacou a marca de 21 dias sem registro de homicídios em Juazeiro e afirmou que a cidade vive um momento de redução expressiva da criminalidade.

Segundo o coronel, o resultado é considerado histórico e reflete um trabalho integrado entre diferentes forças de segurança e instituições parceiras. “Nós trazemos aqui hoje a marca histórica de 21 dias sem homicídio na cidade de Juazeiro. Isso, para a gente, é motivo de orgulho”, afirmou.

De acordo com o comandante, somente neste mês Juazeiro registra redução de 100% nos homicídios, dentro de um cenário mais amplo de queda da violência em toda a área sob responsabilidade do Comando de Policiamento da Região Norte, que abrange 22 municípios e conta com um efetivo de quase 1.800 homens e mulheres.

“O Estado nos traz a obrigação de menos 6%. Nós estamos na marca de mais de 30% de redução no norte do Estado”, disse. Ele ressaltou ainda que o desempenho atual ocorre sobre uma base que já vinha em queda. “O ano de 2025 já foi uma redução histórica, foi a maior redução do Estado da Bahia”, acrescentou.

Durante a entrevista, coronel Wildon atribuiu os resultados à atuação conjunta da Polícia Militar, Polícia Civil, Guarda Municipal, Polícia Federal e Polícia Rodoviária Federal, entre outros órgãos. Segundo ele, o fortalecimento da integração tem sido decisivo no enfrentamento à criminalidade. “Isso é fruto de um trabalho de integração com os outros órgãos de segurança”, afirmou.

O comandante também fez menção à parceria com a gestão municipal de Juazeiro e elogiou o apoio dado pelo prefeito Andrei Gonçalves às ações na área de segurança pública. “É um prefeito que está colado com a gente, que nos dá condições, que cuida da cidade e que está com uma visão muito boa da gestão no município”, declarou.

Entre as operações citadas pelo coronel como parte da estratégia de segurança estão a Operação Caçador, voltada ao cumprimento de mandados de prisão; a Operação Paredão, direcionada ao combate à perturbação sonora; e a Amanhecer Seguro, que utiliza motocicletas no patrulhamento da orla nas primeiras horas do dia. “Nós estamos fazendo de tudo para que realmente o norte do estado, a cidade de Juazeiro, seja um lugar bem tranquilo”, afirmou.

Ao comentar a estrutura disponível atualmente para o policiamento, o comandante disse que a região vive um dos melhores momentos em termos de efetivo, equipamentos e investimentos.

Segundo ele, houve reforço com novas viaturas, armamentos, equipamentos de menor potencial ofensivo e incremento na inteligência policial. “Nós nunca tivemos um momento tão bom”, afirmou. O coronel destacou ainda a chegada de fuzis de última geração, pistolas Glock, novas motocicletas, viaturas para inteligência e obras de infraestrutura em unidades da região.

Também durante a entrevista, Wildon citou o papel da CIPE Caatinga, que completou recentemente 25 anos, classificando a unidade como referência nacional em capacitação, especialmente em operações rurais e rastreamento. “A CIPE Caatinga se transformou em uma referência a nível de treinamentos. Vêm unidades especiais do Brasil todo para cá”, disse.

Questionado sobre o contraste entre a redução dos homicídios em Juazeiro e a pressão maior vivida por Petrolina na área da segurança, o comandante afirmou que há diálogo e cooperação com as forças de segurança de Pernambuco, inclusive para o planejamento de operações conjuntas. “Juazeiro está em uma situação muito tranquila e Petrolina vem melhorando bastante”, avaliou. Segundo ele, a região exige vigilância constante por se tratar de área de fronteira entre estados.

Na reta final da entrevista, coronel Wildon reforçou o compromisso da tropa com a manutenção da ordem e afirmou que não permitirá o avanço da criminalidade organizada na região. “Enquanto eu tiver no comando, no norte do estado marginal não se cria. Aqui eu não vou permitir que marginal venha para cá para estar dando ordem, para estar fechando bairro, para estar colocando barricada”, declarou.

Ao encerrar, voltou a afirmar que Juazeiro e Petrolina devem ser vistas como cidades irmãs no enfrentamento aos desafios da segurança pública. “Juazeiro e Petrolina eu entendo como uma coisa só, porque nós somos divididos por um rio e uma ponte”, concluiu.

 

Fonte: Blog Nossa Voz

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